<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590</id><updated>2012-02-10T19:03:00.285Z</updated><title type='text'>Royale With Cheese</title><subtitle type='html'>Cineblog</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinephilus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1323</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-7740198180227991934</id><published>2012-02-10T19:03:00.001Z</published><updated>2012-02-10T19:03:00.307Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;EM CARNE VIVA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118819/"&gt;Carne Trémula&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Pedro Almodóvar&lt;br /&gt;Ano: 1997&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_WkKZJVG5wTk/TPDgxGd9TqI/AAAAAAACyBM/V6m0w8bz1iw/s1600/live_flesh.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prólogo de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118819"&gt;Em Carne Viva&lt;/a&gt;, filme de Pedro Almodóvar que faz a ponte com a sua fase mais "madura", é mais ou menos profético. Pilar Bardem, mãe de Javiem Bardem (que também entra no filme), ajuda uma muito novinha Penélope Cruz a dar à luz num autocarro. Mal sabia ela que, anos mais tarde, Cruz iria ser mesmo sua nora, dar-lhe um sobrinho e fazer com o seu filho um dos casais mais badalados do que de mais parecido com o star system agora Hollywood tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118819"&gt;Em Carne Viva&lt;/a&gt; é o típico filme de Pedro Almodóvar, que cruza géneros, cultura popular e telenovelas mexicanas com muitas gañas e um espírito de lugar bastante espanhol (seja lá isso o que for). Primeiro, começa por ser um neo-noir, mas em colorido, em que Victor (Liberto Rabal) alveja acidentalmente o inspector David (Javier Bardem), durante uma visita à bela (e drogada) Elena (Francesca Neri). Depois, o filme avança no tempo e muda de registo, mergulhando no melodrama de faca e alguidar, em que se forma, primeiro, um triângulo amoroso e, depois, um quadrado. Porque no final tudo se resume ao desejo e à carne, ou não fosse Almodóvar um dos realizadores sexualmente mais sugestivos do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realizador espanhol tem um olhar cinematográfico bastante apurado e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118819"&gt;Em Carne Viva&lt;/a&gt; tudo se relaciona, seja com piscadelas de olho a outros filmes, seja com referências à música e à pintura. Pode ser o Buñuel que está a dar na televisão (o fantástico &lt;a href="http://www.imdb.pt/title/tt0048037/"&gt;Ensaio De Um Crime&lt;/a&gt;) ou a música que passa no momento, mas tudo tem algo a dizer, seja de forma mais ou menos sugestiva. Por isso, no final, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118819"&gt;Em Carne Viva&lt;/a&gt; faz ainda uma rima muda com a situação social de Espanha, numa altura em que &lt;i&gt;o povo já não tem mais medo&lt;/i&gt; (queira isso dizer seja lá o que for).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do seu próprio cinema melodramático e garrido, Almodóvar fez bem melhor antes. Mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118819"&gt;Em Carne Viva&lt;/a&gt; marcou o final de um período da sua obra, rematada assim com um McChicken.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&amp;lt;&lt;img src="http://images.beef.ge/pictures/c0430db388c1f89eba60b7b142f2c6fd.png" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-7740198180227991934?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7740198180227991934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7740198180227991934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/02/em-carne-viva-titulo-carne-tremula.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_WkKZJVG5wTk/TPDgxGd9TqI/AAAAAAACyBM/V6m0w8bz1iw/s72-c/live_flesh.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3957192213267825611</id><published>2012-02-08T18:58:00.000Z</published><updated>2012-02-08T18:58:01.084Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SANGUE DO MEU SANGUE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1625155/"&gt;Sangue Do Meu Sangue&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: João Canijo&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-aXpmhsSNzZI/TmpxBSmniZI/AAAAAAAAFf8/D1yz7Sa3las/s640/330980_10150423133143943_788238942_10846601_1848196598_o.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120064/"&gt;Sapatos Pretos&lt;/a&gt; que João Canijo anda a mergulhar no Portugal real - o Portugal fora dos centros urbanos (ou seja, tudo aquilo que não é Lisboa), da música pimba, das casas de pasto, do bigode e da unhaca no mindinho. E desde &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0413053/"&gt;Noite Escura&lt;/a&gt; que anda a fazer essa radiografia através da estrutura da tragédia grega, terminando com h&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1625155/"&gt;Sangue Do Meu Sangue&lt;/a&gt; uma espécie de trilogia, que envolve incesto, violação e violência doméstica. Em suma, João Canijo é o Correio da Manhã do cinema português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, Canijo desloca-se para os subúrbios - o bairro do Padre Cruz, mistura de favela com bairro social, cheio de mulheres de bigode, traficantes, putos de boné azul-bebé ou cor-de-rosa e de &lt;i&gt;damas do gueto&lt;/i&gt;, orgulhosos pela sua cultura xunga(?). É aqui que se desenrola o núcleo familiar que tem Rita Blanco como pólo aglutinador - um filho (Rafael Morais) traficante, uma irmã (Anabela Moreira) com problemas de auto-estima e uma filha (Cleia Almeida) estudante de enfermagem que se apaixona por um homem casado. E a tragédia logo ali ao espreitar da esquina, porque esse homem pode trazer atrelado um segredo perigoso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema do realizador português está mais seguro e mais contido. A câmara fixa-se e já não é ela que vai atrás da acção. Esta estende-se fora do campo de visão, num neo-realismo muito cinema verité, e vê-se à distância a influência de um cinema europeu que, nos últimos anos, teve &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0487419/"&gt;O Segredo De Um Cuscus&lt;/a&gt; como pedra de toque. E depois aquela que é já uma marca de autor de Canijo, em que as acções se cruzam, uma de um lado do ecrã e a outra do outro, com os diálogos a sobreporem-se, tudo com grande naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, tudo isto resulta devido a um factor essencial que é muito raro no cinema português: os diálogos não são teatrais. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1625155/"&gt;Sangue Do Meu Sangue&lt;/a&gt; tem conversas, não tem texto, e isso faz com que o filme tenha um ritmo muito terra-a-terra e que seja fácil nos identificarmos com ele. Lembramo-nos de outro retrato do Portugal real, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1081929/"&gt;Aquele Querido Mês De Agosto&lt;/a&gt;, onde esse jogo de espelhos também era potenciado. Mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1625155/"&gt;Sangue Do Meu Sangue&lt;/a&gt; tem outra vantagem: actores a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Rita Blanco é assombrosa, o resto do elenco não lhe fica atrás. Cleia Almeida finalmente dá-nos algo em que acreditar além da eterna promessa a passar ao lado de uma grande carreira e Nuno Lopes acerta, por fim, num registo que não o da comédia que convence. O elo mais fraco é mesmo Marcello Urgeghe, que passa o filme todo a pedir a substituição, algo que infelizmente João Canijo não atende. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1625155/"&gt;Sangue Do Meu Sangue&lt;/a&gt;, que tem batido recordes, vencido prémios e conquistado a crítica nacional, não vem salvar o cinema português, mas é, sem dúvida,  um dos melhores espécimes nacionais dos últimos, hmm, de todo o sempre. Mesmo que na ponta final não resvale para o sensacionalismo gratuito, enquanto Nuno Lopes humilha Anabela Moreira da mesma forma (pior?) que Vicent Gallo humilhou Chlöe Sevigny em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0330099/"&gt;Brown Bunny&lt;/a&gt;. Como o cinema português precisa que gostemos dele, oferecemos umas batatas fritas extra ao Le Big Mac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-wOjjhgYdHOk/Tv2ibXQRM0I/AAAAAAAACkI/WBRB1hniAx0/s1600/sangue+do+meu+sangue.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3957192213267825611?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3957192213267825611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3957192213267825611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/02/sangue-do-meu-sangue-titulo-sangue-do.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aXpmhsSNzZI/TmpxBSmniZI/AAAAAAAAFf8/D1yz7Sa3las/s72-c/330980_10150423133143943_788238942_10846601_1848196598_o.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8524917936652322297</id><published>2012-02-07T09:32:00.000Z</published><updated>2012-02-07T09:32:00.215Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;EU, PETER SELLERS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0352520/"&gt;The Life And Death Of Peter Sellers&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Stephen Hopkins&lt;br /&gt;Ano: 2004&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.itusozluk.com/image/the-life-and-death-of-peter-sellers_29225.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richard Henry Sellers, mais conhecido por Peter Sellers, foi um dos maiores rostos da comédia de sempre, quiçá apenas igualado por Charlie Chaplin, Buster Keaton e, vá lá, Jacques Tati. Como disse uma vez Bette Davis, Sellers não era um actor, era um camaleão, perfeito a criar personagens míticas, mas também no campo das imitações, ou não tivesse a sua carreira começado na rádio. Sellers era tão completo que conseguia fazer um filme sozinho, interpretando vários papeis (olá&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0057012/"&gt; Dr. Estranho Amor&lt;/a&gt;, olá &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0053084/"&gt;O Rato Que Ruge&lt;/a&gt;), abrindo as portas para o flagelo que são os filmes em que o Eddie Murphy tenta fazer o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a obra de Peter Sellers foi grandiosa, o que dizer da sua vida? Emocionalmente instável, o actor coleccionou conquistas amorosas, esposas e filhos, cultivou uma obsessão pela fama apenas igualável pela dos carros e criou uma série de escândalos, que envolveram relações tumultuosos, drogas e doença. Tudo isto dava um filme! E deu: chama-se &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0352520"&gt;Eu, Peter Sellers&lt;/a&gt; e adapta o livro homónimo do biógrafo profissional, Roger Lewis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme dá umas dicas sobre o eu de Peter Sellers, especialmente com aquela famosa entrevista, em que o próprio explicou que não tinha personalidade própria, alimentando-se das suas personagens. Contudo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0352520"&gt;Eu, Peter Sellers&lt;/a&gt; limita-se a vampirizar o mau feitio do actor inglês, expondo-o sem pudor como se fosse um tablóide e deixando-nos livres para o julgarmos a nosso bel-prazer. É certo que, aqui e ali, são lançadas algumas pistas - uma mãe repressora (encarnada na perfeição por Miriam Margolyes), uma infância mimada... -, mas são apenas migalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é claro que, como qualquer biopic, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0352520"&gt;Eu, Peter Sellers&lt;/a&gt; tem sempre o fascínio suplementar de vermos, behind the scenes, episódios que conhecemos ou ouvimos falar. E pelo filme passeia um rol de celebridades que, por si só, merecem a visualização do filme, nem que seja por curiosidade mórbida: Sonia Aquino (quem?) enquanto Sophia Loren, John Lithgow enquanto Blake Edwards, Stanley Tucci enquanto Stanley Kubrick, etcetera etcetera. E depois, claro, há Geoffrey Rush! Rush mergulha em Peter Sellers e, na maior parte das vezes, leva o piano sozinho às costas, chegando a ser assustador as semelhanças para com o actor britânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realizador,  Stephen Hopkins, ainda tenta dar um ar da sua graça e incutir ao filme um ar descontraído, às vezes puxando o espírito dos filmes de Sellers (até chega a fazer referência a alguns), mas a coisa soa sempre a demasiado forçada - especialmente, quando o filme muda de registo e Peter Sellers fala directamente com a câmara. Bem mais interessante é a banda-sonora, toda ela swinging sixties, ou a animação dos créditos iniciais, que recupera o estilo das animações da Pantera Cor-de-rosa. Que saudades do inspector Closeau... Vale um McChicken, mas não se deixe enganar, já que mais do que metade pertence a Geoffrey Rush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://redhotchilliproject.com/images/341.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8524917936652322297?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8524917936652322297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8524917936652322297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/02/eu-peter-sellers-titulo-life-and-death.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4150286669421563495</id><published>2012-02-04T19:00:00.003Z</published><updated>2012-02-05T11:12:50.222Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;REC 2:&lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1245112/"&gt;[Rec] ²&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Jaume Balagueró &amp; Paco Plaza&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cinemaliberated.com/wp-content/uploads/2011/02/Rec2-CL-011.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-nos o bom senso que as ideias mais simples são, normalmente, as melhores. E &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1038988/"&gt;Rec&lt;/a&gt; era a prova cabal disso. Claro que, com o sucesso, surge a necessidade de capitalizar as coisas e, depois de um remake americano plano a plano, surgiu a sequela. E como em equipa que ganha não se mexe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em http://www.imdb.com/title/tt1038988/, acompanhávamos dois jornalistas e uma equipa de bombeiros que eram chamados a uma emergência num prédio no centro de Barcelona. Uma vez lá dentro, a coisa começava a complicar-se: os inquilinos haviam-se transformado nuns zombies sedentos de sangue (e bastante rápidos) e a policia e a protecção civil isolariam o edifício, impedindo toda a gente de sair. No fim, um final em aberto deixava-nos apenas uma pista para as razões daquele holocausto: uma menina portuguesa possuída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1245112"&gt;Rec 2&lt;/a&gt; começa exactamente onde o primeiro filme terminava. Só que agora, em vez de seguirmos os bombeiros, vamos atrás de uma equipa da polícia de intervenção, enviada em missão ao interior do edifício em quarentena. Já sabemos o que nos espera no interior - zombies! - e, por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1245112"&gt;Rec 2&lt;/a&gt; não joga tanto com o suspense como o primeiro. Existem alguns sustos, é certo, mas é um filme muito mais sangrento. Até porque, desta vez, os heróis têm armas. Os realizadores, Jaume Balagueró e Paco Plaza, assumem então o estilo first person shooter e, de repente, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1245112"&gt;Rec 2&lt;/a&gt; torna-se naquilo que teríamos gostado que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0419706/"&gt;Doom - Sobrevivência&lt;/a&gt; fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1245112"&gt;Rec 2&lt;/a&gt; traz então algumas explicações em relação a http://www.imdb.com/title/tt1038988/, trocando os zombies por pessoas possuídas(!). Infelizmente, as ideias acabam a meio do filme, o que obriga a que se recorra a um segundo herói colectivo (um grupo de pirralhos irritantes) e, pior que tudo, se entre no campo do paranormal. Quem diria que o filme-sensação-espanhol que recupera o mockumentário-tipo-&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0185937/"&gt;O Projecto Blair Witch&lt;/a&gt; iria terminar, um filme depois, numa coisa com demónios e dimensões alternativas? Mesmo assim, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1245112"&gt;Rec 2&lt;/a&gt; é um McChicken divertido que não causa fastio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.beyondhollywood.com/uploads/2011/05/Rec-2-Pic-1.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4150286669421563495?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4150286669421563495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4150286669421563495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/02/rec-2-titulo-rec-realizador-jaume.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5670699942485876153</id><published>2012-01-31T21:15:00.002Z</published><updated>2012-02-01T09:14:19.015Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MONEYBALL - JOGADA DE RISCO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: Moneyball&lt;br /&gt;Realizador: Bennett Miller&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-HVPPdTUpeH0/TnqVxcLKLBI/AAAAAAAADFk/KlGjiLr4U3k/s640/Moneyball.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basebol. Mas haverá alguém no mundo para além dos americanos que goste de basebol? Quer dizer, consta que no Japão a coisa até tem alguns adeptos, mas desde quando é que os japoneses são exemplo de alguma coisa? Os japoneses inventaram o karaoke, têm o hentai e, bem, mais vale ver este &lt;a href="http://guidecompra.blogspot.com/2010/08/10-invencoes-japonesas-bem-bizzaras.html"&gt;site&lt;/a&gt;. Por isso, um filme como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1210166/"&gt;Moneyball - Jogada De Risco&lt;/a&gt;, parecia interessar exclusivamente a norte-americanos. Isto se não tivesse um trunfo na manga: Brad Pitt. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que estou a ser ruim, existem outros filmes mais ou menos sobre basebol, que até se vêm bem. Não me lembro agora de nenhum, exceptuando &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0116277/"&gt;Adepto Fanático&lt;/a&gt;, mas de certeza que há. É que, no fundo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1210166/"&gt;Moneyball - Jogada De Risco&lt;/a&gt; não é tanto sobre o jogo em si, mas sobre o circo que está por detrás do rolar da bola. E tanto podia ser basebol, como outro desporto qualquer, quando falamos de como o dinheiro é que controla o jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode então uma pessoa que não pesca nada de basebol ver e perceber &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1210166/"&gt;Moneyball - Jogada De Risco&lt;/a&gt;? Sim, pode. Mas quem conhece as regras (será possível perceber as regras daquilo?) certamente terá maior impacto. Pelo menos para mim foi um choque perceber certas coisas, como as transferências de jogadores, em que cada um pode ser livremente trocado pelos seus treinadores sem qualquer voto na matéria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1210166/"&gt;Moneyball - Jogada De Risco&lt;/a&gt; é a história verídica de uma equipa pobre de basebol que, em 2001, mudou a forma de encarar o basebol. Sem dinheiro para contratar estrelas, o general manager da equipa (Brad Pitt) foi buscar a ajuda de um geek em matemática (Jonah Hill) e reforçou a equipa com jogadores com boas médias nas mais variadas posições dentro de campo. E, de repente, o basebol deixou de ser sobre quem batia bolas com mais força ou quem era mais bonito e passou a ser sobre os que apresentam melhores resultados desportivos. No shit, Sherlock. Foi preciso 50 anos para chegar a essa conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1210166/"&gt;Moneyball - Jogada De Risco&lt;/a&gt; é um filme Danoninho, ou seja, um filme em que lhe falta um bocadinho assim. Por entre tanto basebol, que chega a enjoar, é um filme de estrutura clássica (lembramo-nos de outro exemplo recente, A Rede Social, ou não tivesse Aaron Sorkin no argumento também) e um filme do Brad Pitt. Mas fica sempre a ideia que falta mais qualquer coisa. Falta-lhe mais tensão, falta-lhe mais pathos, falta-lhe mais cinema. Falta que Brad Pitt seja mais personagem (e flashbacks recalcados do passado é uma muleta demasiado fácil) e falta que Philip Seymour Hoffman tenha mais tempo de antena. Enfim, falta-lhe um bocadinho assim para mais qualquer coisa do que um McChicken.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-MqM162peGQ4/TnqVy0wgBBI/AAAAAAAADFo/HucmonETk0U/s400/Moneyball+2.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5670699942485876153?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5670699942485876153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5670699942485876153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/01/moneyball-jogada-de-risco-titulo.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HVPPdTUpeH0/TnqVxcLKLBI/AAAAAAAADFk/KlGjiLr4U3k/s72-c/Moneyball.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-7089878495382494269</id><published>2012-01-16T08:56:00.004Z</published><updated>2012-01-17T09:39:54.935Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;INSIDIOSO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1591095"&gt;Insidious&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: James Wan&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-0xa9eOC8IcE/TflnfuDZ5XI/AAAAAAAAAKo/r0oYnqDX5r4/s1600/Insidious_CAPATELONA.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O subgénero de terror da casa assombrada levou com uma injeção de vitalidade nos últimos tempos. No cinema, com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1844624/"&gt;Actividade Paranormal&lt;/a&gt;, que rapidamente se multiplicou em sequelas atrás de sequelas; e na televisão com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1844624/"&gt;American Horror Story&lt;/a&gt;, série engraçada à volta de uma casa amaldiçoada e os seus vários fantasmas. &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1591095"&gt;Insidioso&lt;/a&gt; é mais um tiro nessa carreira de tiro, mas claramente com pólvora seca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Wan, o senhor responsável por ter criado aquele flagelo de sequelas infinitas chamado &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0387564/"&gt;Saw - Enigmas Mortal&lt;/a&gt; -, lança-se ao filme de género, com um terror orientado orientado para os sustos, numa realização limpinha e despachada, mais sugestiva do que gráfica. Tudo dentro dos códigos, enquanto uma família se muda para uma nova casa e o seu filho, Dalton (Ty Simpkins), entra num misterioso coma ao cair das escadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa desenrola-se calmamente, sempre orientada para pregar sustos a casa esquina, à medida que James Wan vai brincando com as sombras e as luzes e os cheios e os vazios da casa. Contudo, tudo muda quando entram em cena dois investigadores do paranormal (Leigh Whannell e Angus Sampson) e uma médium (Lin Shaye). Primeiro, &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1591095"&gt;Insidioso&lt;/a&gt;~torna-se numa comédia de terror, com a dupla a levar o comic relief longe de mais; e depois, entramos no domínio das viagens astrais, dimensões alternativas e muita droga consumida. Meu querido &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0084516/"&gt;Poltergeist&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1591095"&gt;Insidioso&lt;/a&gt; parece dois filme num só e o segundo é francamente mau, feito de uma realidade alternativa cheia de personagens aleatórias e muita banha da cobra. Percebe-se a intenção de tentar fugir dos lugares comuns que o género da casa assombrada o limita, mas &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1591095"&gt;Insidioso&lt;/a&gt; é uma grande banhada, que não sabe a mais que um Cheeseburger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.filmofilia.com/wp-content/uploads/2010/09/insidious_02.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-7089878495382494269?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7089878495382494269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7089878495382494269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/01/insidioso-titulo-insidious-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0xa9eOC8IcE/TflnfuDZ5XI/AAAAAAAAAKo/r0oYnqDX5r4/s72-c/Insidious_CAPATELONA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5329501939810014386</id><published>2012-01-14T18:02:00.000Z</published><updated>2012-01-17T09:12:54.903Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SHERLOCK HOLMES:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0988045/"&gt;Sherlock Holmes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Guy Ritchie&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.comparedvdboxset.com/products/1273710066-sherlock-holmes-2009.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1497874/"&gt;Cold Weather&lt;/a&gt;, pérola mumblecore do ano passado, o protagonista, estudante de ciências forenses, reage com desdém quando o comparam aos gajos do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0247082/"&gt;CSI&lt;/a&gt;. Quem ele queria ser era o Sherlock Holmes. Os colegas riem e gozam, mas ele explica: nos licros, Sherlock Holmes é &lt;i&gt;o&lt;/i&gt; tipo (reparem no itálico do artigo definido) e não usa um chapéu idiota nem diz "elementar, meu caro Watson". Sherlock Holmes é o Chuck Norris da literatura do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este Sherlock Holmes badass que Guy Ritchie pinta na sua adaptação, a milhas de distância da pacatez vitoriana a que estamos habituados. Não há cá chapéus parvos nem diálogos muito correctos durante o chá das 5 com o caro Watson. Aliás, este é um degenerado jogador de apostas de lutas de rua. É este então Sherlock Holmes de Ritchie: lutador, insolente, sem papas na língua e um rufia. E Robert Downey Jr. é a pessoa indicada para o encarnar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, não podia faltar o seu enorme e apurado poder de deducção, que fazem dele um investigador imbativel, com um cérebro hiperactivo que, perante a monotinia, reage com impaciência e impertinência, levando-o a refugiar-se nas substância psicotrópicas e outras actividades que tais. A sua deducação é tão apurada que os raciocínios que desenvolve a partir de aparentes pormenores insignificantes se assemelham, inevitavelmente, a exagero. E Guy Ritchie aproveita isso apara o estivar o filme de mistério a filme de acção e aventuras. E como o ex-sr. Maddona está cada vez mais parecido com Tony Scott, longe dos tempos em que parecia o Tarantino, sabemos o que isso significa: acção trepidante, edição vertiginosa e muitas piruetas, algumas desnecessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste campo, há dois momentos superiores em http://www.imdb.com/title/tt0988045/: os momentos em que este antecipa o que vai fazer, deduzindo o que vai acontecer em todos os seus movimentos, em super-slow-motion; e uma cena em que se vê no epicentro de uma explosão criminosa, num longo plano-sequência também em super-slow-motion de alta definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.imdb.com/title/tt0988045/ vê-se assim sem enfado, deixando apenas um sabor a pouco no que diz respeito à história: um aprendiz de Aleister Crowley enquanto vilão pedia mais magia negra, mais excitação e mais raciocínio lógico no desenrolar da aventura. Venha agora a sequela, que já terminámos aqui o McBacon. E para quem ainda não percebeu que o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0412142/"&gt;Dr. House&lt;/a&gt; é inspirado na personagem criada por Sir Arthur Conan Doyle e continua a insitir nas suas semelhanças para com esta versão de Guy Ritchie de Sherlock Holmes, apenas um grande facepalm para vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-5HB0yR8Xamw/Tiwekec90BI/AAAAAAAAAQ0/g2Os_lAtYDE/s1600/articleLarge.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5329501939810014386?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5329501939810014386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5329501939810014386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/01/sherlock-holmes-titulo-sherlock-holmes.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5HB0yR8Xamw/Tiwekec90BI/AAAAAAAAAQ0/g2Os_lAtYDE/s72-c/articleLarge.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5017353943971400784</id><published>2012-01-09T09:47:00.001Z</published><updated>2012-01-09T09:47:00.174Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O ÚLTIMO VOO DO FLAMINGO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1398399"&gt;O Último Voo Do Flamingo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: João Ribeiro&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;&lt;img src="http://listadefilmes.com.web.simplesnet.pt/capas/2010/09/O-%C3%9Altimo-V%C3%B4o-do-Flamingo-by-MiStEr_QuIm.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma panorâmica inicial, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1398399"&gt;O Último Voo Do Flamingo&lt;/a&gt; abre com um grande plano de uma pila decepada. E não se pense que é um plano fugidio; é demorado e volta a aparecer mais uma ou duas vezes. Uma puta é chamada para confirmar o que se já desconfiava: aquela pila não é de ninguém da vila. Lá mais para o meio, há uma explosão e outra pila decepada volta a ficar pendurada nas pás de uma ventoínha de tecto, que roda lentamente. Decididamente, não é o que estavamos à espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vila moçambicana imaginária de Tizangara, no período pós-guerra civil, soldados da ONU andam a rebentar misteriosamente, deixando apenas como vestígios os seus capacetes e... a pila. Massimo Risi (Carlo D'Ursi, um claro erro de casting) é um Capacete Azul italiano, que fala português com um sotaque ridículo, que é destacado para averiguar o caso, mas que se vai enlear nos mitos e lendas daquela terra e país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1398399"&gt;O Último Voo Do Flamingo&lt;/a&gt; é um filme de um realismo mágico, adaptado do romance homónimo de Mia Couto, que faz lembrar &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588895/"&gt;O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores&lt;/a&gt;. Aliás, este filme está para Moçambique assim como Apichatpong Weerasethakul está para a Tailândia. Contudo, João Ribeiro é uma versão amadora do realizador tailandês, que não consegue fazer com que o seu filme se pareça mais do que um trabalho de escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1398399"&gt;O Último Voo Do Flamingo&lt;/a&gt; tem uma noção de cinema de escala televisiva, que se limita a colar episódios com uam displicência que leva a uma total insignificância. E por muito que gostemos da ideia daquela ideia de thriller policial em territórios irreais - uma velha no corpo de jovem (Cláudia Semedo em mais um erro de casting), casais apaixonados que levitam, feitiços de amor e explosões misteriosas que nos fazem lembrar o mundo mágico chinês de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090728/"&gt;As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim&lt;/a&gt; -, não há como aguentar sem fastio a maior parte daquilo que o filme chama de argumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor a ideia do que a concretização; mas para isso já tínhamos o livro, não? Vale a boa vontade de todos os envolvidos (eu incluído) para justificar o Cheeseburger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://ci.i.uol.com.br/cinema/2011/05/19/cena-do-filme-o-ultimo-voo-do-flamingo-1305823175268_615x300.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5017353943971400784?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5017353943971400784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5017353943971400784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/01/o-ultimo-voo-do-flamingo-titulo-o.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-487084769279616030</id><published>2012-01-08T09:35:00.003Z</published><updated>2012-01-08T09:52:00.784Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TCN BLOG AWARDS 2011:&lt;/STRong&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://apbc.com.sapo.pt/tcn2011/bannerindividual.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que o &lt;strong&gt;Royale With Cheese&lt;/strong&gt; ganhou! Ganhou uma hamburga, um Happy Meal para ser mais exacto (com palitos de cenoura porque acharam que não devia comer tantos fritos), referente ao prémio para o melhor blog com nome de hamburga.&lt;br /&gt;Foi apenas um dos prémios parvos que foram distribuídos durante a cerimónia da segunda edição dos TCN Blog Awards, promovidos pelo &lt;a href="http://www.cinemanotebook.blogspot.com"&gt;Cinema Notebook&lt;/a&gt;, que decorreram ontem na acolhedora sala do Teatro Turim, numa festa bastante divertida, cheia de caras conhecidas, curtas metragens e, inesperadamente, nem uma pinga do tenso e frio ambiente que se esperava[sic].&lt;br /&gt;Quanto ao prémio a sério, para o qual este imodesto tasco estava nomeado - o de melhor blog individual - ficou nas mãos do &lt;a href="http://sozekeyser.blogspot.com/"&gt;Keyzer Soze's Place&lt;/a&gt;. E muito justamente, digo eu. Nas outras categorias, o blogue de televisão &lt;a href="http://tvdependente.net/"&gt;TVDependente&lt;/a&gt; venceu em quatro das cinco categorias a que estava nomeado (Melhor Artigo, Melhor Crítica, Melhor Blogue Colectivo e Melhor Blogger). O &lt;a href="http://blockbusters-pt.blogspot.com/"&gt;Blockbusters&lt;/a&gt; venceu como Melhor Novo Blogue, o &lt;a href="http://splitscreen-blog.blogspot.com/"&gt;Split Screen&lt;/a&gt; o prémio de Melhor Iniciativa e a Empire Magazine foi considerada a Melhor Revista de Cinema do ano. &lt;br /&gt;A blogosfera cinematográfica ontem esteve de parabéns. E quem não foi, além de ter perdido uma excelente tarde, é um ovo podre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-487084769279616030?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/487084769279616030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/487084769279616030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/01/tcn-blog-awards-2011-img-srchttpapbc.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5773675574323827446</id><published>2012-01-06T10:17:00.001Z</published><updated>2012-01-06T10:17:01.428Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MAMONAS PRA SEMPRE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt2154685/"&gt;Mamonas Pra Sempre&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Cláudio Khans&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cinepop.com.br/cartazes/mamonasassassinas_2.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Mamonas Assassinas foram um cometa que riscou o céu da música na década de 90. à sua forma, encarnaram toda a angústia juvenil da adolescência brasileira (e portuguesa), servindo de porta-voz a toda uma geração. Salvo o excesso, os Mamonas Assassinas foram os Nirvana do Brasil, os Nirvana do rock brega. E como todos os fenómenos, eclipsaram-se precocemete, quando estavam no topo da montanha, num acidente áereo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, 15 anos depois, eis o documentário que já fazia falta. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt2154685/"&gt;Mamonas Pra Sempre&lt;/a&gt; relata a história da banda desde o tempo em que se chamavam Utopia, um grupo rock de merda, até à sua morte. Para isso recorre a algumas imagens de arquivo e a entrevistas a muitos dos intervenientes directos desta história, como o manager do grupo, o produtor ou alguns familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, sem querer duvidar da boa intenção do realizador(?), Cláudio Kahns, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt2154685/"&gt;Mamonas Pra Sempre&lt;/a&gt; é um atentado à memória da banda. Kahns tinha as pessoas certas para entrevistar, mas não consegue montar um filme que não pareça mais do que um trabalho do secundário. Além disso, nem um simples trabalho de "cabeças falates" consegue fazer, já que é normal os testemunhos serem interrompidos por coisas que entram no plano ou os entrevistados distrairem-se com outras coisas que nada têm a ver com o documentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando as imagens de arquivo interessantes que repesca ao baú das recordações, muitas delas inéditas (os tempos dos Utopia, algumas actuações iniciais ou o concerto de consagração em Guarulhos, sua terra natal, em que esgotaram o auditório local e esfregaram o que alcançaram na cara de todos os que os rebaixaram), Kahns não tinha muito mais do que usar. No entanto, decidiu inventar e ser engraçad, numa afronta total ao bom gosto. Talvez numa tentativa triste de emular o espírito de irreverência da banda, o realizador brasileiro enche o filme de animações em flash, dignas de um &lt;a href="http://www.samuelmassas.com/"&gt;Samuel Massas&lt;/a&gt;, um &lt;a href="http://www.putadaloucura.pt/"&gt;Puta da Loucura&lt;/a&gt;, um &lt;a href="http://www.tabonito.pt/"&gt;Tá Bonito&lt;/a&gt; ou um &lt;a href="http://www.ainanas.com/"&gt;Ai Nanas&lt;/a&gt; - rock parolo da internet que agregam coisas sem piada, sublinhadas por expressões parvas, e os mails em cadeia que recebemos dos nossos tios solteiros com powerpoints com sons de peidos. Tudo explicado sobre esta fina arte de humor &lt;a href="http://www.viceland.com/blogs/pt/2011/12/07/humor-de-internet-na-era-do-facebook/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt2154685/"&gt;Mamonas Pra Sempre&lt;/a&gt; não é digno do legado da banda, que não mecereciam este Happy Meal associado ao seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe height="315" src="http://www.youtube.com/embed/m1TJW-rAs_c" frameborder="0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5773675574323827446?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5773675574323827446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5773675574323827446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/01/mamonas-pra-sempre-titulo-mamonas-pra.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/m1TJW-rAs_c/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3049993635479921887</id><published>2012-01-05T09:19:00.001Z</published><updated>2012-01-05T09:19:00.612Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O RITUAL:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1161864/"&gt;The Rite&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Mikael Håfström&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.jescom.ph/sites/default/files/events/the-rite.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filmes de exorcismos são um dos sub-géneros do terror mais repetitivos de todos. Começam invariavelmente por garantir que são baseados em factos verídicos e depois não conseguem escapar aos clichés das miúdas possuídas (por que são sempre raparigas possuídas?), das sopas de ervilhas e das ameaças com crucifixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1161864/"&gt;O Ritual&lt;/a&gt; consegue, em parte, contornar esta armadilha, com uma abordagem diferente ao género. Desta vez, o que temos é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0070047/"&gt;O Exorcista&lt;/a&gt;, mas do ponto de vosta do padre. E logo um com problemas de vocação. Colin O'Donoghue apenas foi para o seminário para escapar ao seu destino na casa mortuária do pai, mas acaba no Vaticano a estudar exorcismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realizador Mikael Håfström aproveita a paisagem romana para tirar meia dúzia de postais de férias cheios de pinta, enquanto ilustra a demanda de O'Donoghue pela sua fé. Pelo meio, enxerta uns flashbacks de um qualquer trauma de infância que segura a história com cola uhu e, no final, para tentar salvar a coisa, aposta tudo em Anthony Hopkins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hopkins é um senhor, mas não faz milgares. Mesmo que faça de padre. E especialmente se aparece na pior parte do filme, aquele em que começam os exorcismos à séria e, consequentemente, os lugares comuns. Além disso, parece que se engana ao recorrer a alguns tiques de vampiragem, talvez ainda sob a influência da sua convivência com Gary Oldman, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0103874/"&gt;Drácula De Bram Stoker&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, tudo acaba em bem e com todos felizes da vida. Até o sol brilha no Vaticano, ao som de violinos, e Colin O'Donoghue só não saca a miúda (a brasileira Alice Braga) por causa do celibato. Um Double Cheeseburger um poucochinho chocho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_DbwSobAuNdY/TRlMAr2akBI/AAAAAAAAABs/QJI_UF1fn5I/s1600/The%2BRite%2BMovie%2B%25282%2529.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3049993635479921887?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3049993635479921887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3049993635479921887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/01/o-ritual-titulo-rite-realizador-mikael.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DbwSobAuNdY/TRlMAr2akBI/AAAAAAAAABs/QJI_UF1fn5I/s72-c/The%2BRite%2BMovie%2B%25282%2529.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-6864651895542788720</id><published>2012-01-03T09:24:00.001Z</published><updated>2012-01-03T10:07:24.489Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O DEUS DA CARNIFICA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1692486/"&gt;Carnage&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Roman Polanski&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.projetocinema.com.br/wp-content/uploads/2011/11/CARNAGEposter.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter sido condenado a prisão domiciliária pelas autoridades iranianas, Jafar Panahi realizou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1667905/"&gt;Isto Não É Um Filme&lt;/a&gt; confinado às quatro paredes da sua sala. Mais ou menos inconsciente, aconteceu o mesmo a Roman Polanski. Depois de ter estado em prisão domiciliária, o primeiro trabalho do realizador polaco foi &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1692486/"&gt;O Deus Da Carnificina&lt;/a&gt;, um filme de apenas um cenário - uma sala de estar de um apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1692486/"&gt;O Deus Da Carnificina&lt;/a&gt; é um filme de actores. Aliás, de dois casais: o de Cristoph Waltz e Kate Winslet e o de John C. Reilly e Jodie Foster. O filho do primeiro casal agredira o do segundo com uma vara e os pais juntaram-se para resolver civilizadamente a situação. E o que parecia ser uma aitude extremamente sensata, descamba numa discussão de proporções épicas, que não poupa nada nem ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme feito de actores e, sobretudo, das suas palavras soa, à partida, distante do trabalho habitual de Polanski. Contudo, a forma inteligente como mergulha na psique humana não é assim território tão estranho ao polaco quanto isso. Extremamente bem escrito - o filme parte da peça homónima de Yasmina Reza -, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1692486/"&gt;O Deus Da Carnificina&lt;/a&gt; dá uma cambalhota de 180 graus no argumento em pouco mais de hora e meia com uma racionalidade desarmante que mete a nu a fragilidade e a hipocrisia do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polanski não se regista ao cinema falado do registo teatral e impõe uma dinâmica ao filme que não o impede de cair numa rigidez forma. E, tematicamente falando, aproxima-se nas crónicas de costumes subversivas de Buñuel; a forma como os seus personagens vão perdendo os seus vestígios de humanidade confinados naquele apartamento remete-nos logo para &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0056732/"&gt;O Anjo Exterminador&lt;/a&gt;, em que o mesmo acontece a uma multidão numa sala de jantar. Se bem que a comparação mais constante tem sido com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0040746/"&gt;A Corda&lt;/a&gt;. Percebe-se a ideia, mas não é a mesma coisa - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1692486/"&gt;O Deus Da Carnificina&lt;/a&gt; tem como principal mérito os seus actores (especialmente Cristoph Waltz e Jodie Foster) e, obviamente, o argumento de Yasmina Reza. Um McBacon diferente na filmografia de Roman Polanski. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-UUhAHsLbw5k/Tu2CSgckrRI/AAAAAAAAC8U/OOJE0VDPY8A/s1600/carnage-polanski-winslet-jodie-foster-waltz-johncreilly-venice-review.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-6864651895542788720?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6864651895542788720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6864651895542788720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/01/o-deus-da-carnifica-titulo-carnage.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UUhAHsLbw5k/Tu2CSgckrRI/AAAAAAAAC8U/OOJE0VDPY8A/s72-c/carnage-polanski-winslet-jodie-foster-waltz-johncreilly-venice-review.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8713991347937374891</id><published>2012-01-02T11:07:00.002Z</published><updated>2012-01-02T14:03:43.944Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TOP 8:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano novo, vida nova, post antigo.&lt;br /&gt;Os mais atentos já devem ter reparado que faltava aqui a lista dos melhores filmes do ano que agora findou. Eis então o &lt;strong&gt;TOP 8 DOS MELHORES FILMES DE 2011&lt;/strong&gt;, aquele momento em que repetimos os títulos que também figuram na maioria das listas de outras publicações. Mas a nossa é melhor, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;8º Lugar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1318514/"&gt;Planeta Dos Macacos: A Origem&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.hollywoodnews.com/wp-content/uploads/2011/08/RisePlanetApesAngry2.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;Simultaneamente prequela e reboot ao franchising, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1318514/"&gt;Planeta Dos Macacos: A Origem&lt;/a&gt; é o que melhor aconteceu à saga desde o filme original. Filme quase autónomo, introduz-nos ao chimpanzé Caesar (uma das personagens de 2011) e não se mantém refém do CGI, num redondinho blockbuster sci-fi.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/planeta-dos-macacos-origem-titulo-rise.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7º Lugar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1120985/"&gt;Blue Valentine - Só Tu E Eu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.tvprime.pt/wp-content/uploads/2010/11/blue-valentine-banner.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma história de amor pouco usual, que retrata o que se passa aos casais após o &lt;i&gt;e viveram felizes para sempre&lt;/i&gt;. Normalmente, é isto mesmo: saturação, problemas de comunicação, discussão, ciúme, etcetera. É ainda um filme para provar que Ryan Gosling e Michelle Williams são actores à séria.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/05/blue-valentine-so-tu-e-eu-titulo-blue.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6º Lugar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1612774/"&gt;Rubber - Pneu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_lpiDMJe7zZM/TCks0K_jdnI/AAAAAAAAAL4/UiV1hLF7P30/s1600/Rubber3.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;Um pneu(!) ganha vida de forma misteriosa e começa a matar indiscriminadamente com poderes telecinéticos(!!). Aparentemente, estamos em território de xungaria grossa. Verdade e falso. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1612774/"&gt;Rubber - Pneu&lt;/a&gt; é um série-b na boa tradição exploitation, mas ao mesmo tempo insere à descarada uma dimensão metafísica que se desconstrói a si mesmo para questionar todo o poder da ficção. Como se os Monty Pithons tivessem realizado o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0072271/"&gt;Massacre Do Texas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/rubber-pneu-titulo-rubber-realizador.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5º Lugar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0862467/"&gt;Valhalla Rising - Destino De Sangue&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://lh4.ggpht.com/_goOTcYF7VN4/TS6ArayQkaI/AAAAAAAAHdU/E4ycrkdegpo/Valhalla1.JPG" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois - e contrariando qualquer expectativa ou lógica de mercado - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0862467/"&gt;Valhalla Rising - Destino De Sangue&lt;/a&gt; chegou às salas portuguesas. Veio de forma envergonhada, mas deixou marcas aqueles que se aventuraram. Em ano de &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt0478304"&gt;A Árvore Da Vida&lt;/a&gt;, foi Nicolas Winding Refn a mostrar o que é cinema contemplativo e pós-moderno. E ainda introduziu o realizador dinamarquês ao público português, já que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1172570/"&gt;Bronson&lt;/a&gt; não passou (infelizmente) por cá.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/02/valhalla-rising-destino-de-sangue.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4º Lugar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://supernovo.net/wp-content/uploads/2011/08/rotativo-super8.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;Com Steven Spielberg escarrapachado em todo o lado, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt; recupera a nostalgia dos filmes de aventuras juvenis dos anos 80 (conferir &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0089218"&gt;Os Goonies&lt;/a&gt;), num monster movie pouco ortodoxo. No seu primeiro filme a partir de material original, J.J. Abrams lembra-nos do poder lúdico e escapista das imagens, provando ser um nerd de bom gosto educado pela televisão e pela cultura pop.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/super-8-titulo-super-8-realizador-j.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º Lugar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504/"&gt;Drive - Risco Duplo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.pop.com.br/arquivos/r/rya/ryangoslingcinema061111/397058_RyanGoslingDriveINTjpg.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;Nicolas Winding Refn foi o realizador de 2011. Acho que, pela primeira vez na história deste imodesto tasco cinematográfico, um realizador conseguiu bisar na lista dos melhores filmes do ano. Mas mesmo que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0862467/"&gt;Valhalla Rising - Destino De Sangue&lt;/a&gt; não tivesse estreado por cá, iria tecer loas ao dinamarquês por este &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504//"&gt;Drive - Risco Duplo&lt;/a&gt;, um thriller urbano e estilizado (Quentin Tarantino goes Michael Mann), com um Ryan Gosling em papel icónico - e Gosling bisa também neste top, assumindo-se como o actor do ano.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/drive-risco-duplo-titulo-drive.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º Lugar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1462758/"&gt;Enterrado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_gAtqhachAqk/TRfNYhrjHzI/AAAAAAAAAEk/gKcMRiTcH_s/s1600/ryan-reynolds-buried.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;No ano em que nos tentaram convencer que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1542344/"&gt;127 Horas&lt;/a&gt; era o filme mais claustrofóbico de sempre, um espanhol desconhecido mostrou-nos como se faz. Um actor, um caixão e nada mais. Não há cá necessidade de recorrer a flashbacks para aguentar o filme até ao fim nem outras artimanhas que tal. Apenas tensão, falta de ar, breu e um dos filmes mais angustiantes de todo o sempre.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/04/buried-titulo-buried-realizador-rodrigo.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º Lugar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Cisne Negro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_6KUzThfhl2E/TU2UDsqRDoI/AAAAAAAAAFQ/xbS542zymbE/s1600/black_swan_%252817%2529.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da qualidade superior dos outros filmes deste top, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Cisne Negro&lt;/a&gt; ganha à distância, com uma vantagem enorme. Não é que os outros sejam menos bons; este é que é mesmo brutal, um daqueles que se transforma automaticamente em clássico. Sexualidade reprimida, lesbianice entre Natalie Portman e Mila Kunis, Portman a assumir-se como actriz total, ballet, doppelgänger e Roman Polanski inicial a pairar aos cantos.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/cisne-negro-titulo-black-swan.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8713991347937374891?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8713991347937374891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8713991347937374891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/01/top-8-ano-novo-vida-nova-post-antigo.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lpiDMJe7zZM/TCks0K_jdnI/AAAAAAAAAL4/UiV1hLF7P30/s72-c/Rubber3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5048583232035017829</id><published>2012-01-01T21:20:00.000Z</published><updated>2012-01-01T21:20:00.876Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A PELE ONDE EU VIVO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1189073"&gt;La Piel Que Habito&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Pedro Almodóvar&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://omelete.uol.com.br/images/galerias/La-Piel-que-Habito/La-Piel-que-Habito-poster-23Fev2011_03.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de dois filmes em piloto automático, onde se limitou a seguir as suas próprias pegadas, Pedro Almodóvar convocou de novo Antonio Banderas, o seu "muso" de sempre (ele que é um realizador de mulheres), para algo completamente novo. Nesta quinta colaboração juntos, Almodóvar e Banderas jogaram-se ao thriller, com um cirurgião que tenta criar uma pele mais resistente que a nossa, utilizando uma cobaia humana (Elena Anaya) com quem mantém uma estranha e obcecada relação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais do que o tema, é o estilo de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1189073"&gt;A Pele Onde Eu Vivo&lt;/a&gt; que marca a diferença da restante filmografia do realizador. Almodóvar sempre captou as gañas espanholas nos seus trabalhos (Almodóvar está para Espanha assim como Kusturica está para a Sérvia (e para todos os Balcãs, praticamente) ou Kurosawa para o Japão), com um cinema exuberante, mas aqui aparece estranhamente formal e gélido. Se bem que depois insira alguns maneirismos seus, como o vilador-mascarado-de-homem-tigre, por exemplo, que se não fosse uma parte tão fraquinha, podia ser uma das cenas-chave do seu portfolio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1189073"&gt;A Pele Onde Eu Vivo&lt;/a&gt; é um filme desiquilibrado. Olhamos para a história (e sobretudo as imagens promocionais) e lembramo-nos inevitavelmente de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0053459/"&gt;Os Olhos Sem Rosto&lt;/a&gt;; sentimos logo um arrepio perturbador a percorrer-nos a espinha. Mas Almodóvar nunca consegue encontrar o tom correcto para o seu filme, que por vezes até parece não corresponder à história que estamos a ver. A principal razão é um fio narrativo demasiado complicado (há flashbacks a mais, analepses inesperadas a meio e saltos de volta ao presente) e, consequentemente, personagens a mais que nada acrescentam à história (o tal homem-tigre, por exemplo), que nos desligam do filme. E com um registo tão asséptico, esse despegamento acontece facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, tudo muda a meio do filme. Quando já não davamos nada por ele, Almodóvar entra finalmente nos eixos e começa a contar a história que realmente interessa. E é uma história do camandro. Talvez por ser mais familiar ao seu trabalho, Almodóvar safa-se melhor nesta segunda metade. Lembramo-nos, por exemplo, de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0101026/"&gt;Ata-me!&lt;/a&gt; (o síndrome de Estocolmo) e de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091495/"&gt;Matador&lt;/a&gt; (o desejo, sempre o desejo), ambos com Antonio Banderas. Em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1189073"&gt;A Pele Onde Eu Vivo&lt;/a&gt;, Pedro Almodóvar dá assim meio filme de avanço, mas ainda consegue recuperar em esforço o McChicken. Agora o que fica claro é o seguinte: esta não era uma guitarra para as unhas do espanhol; como alguém já disse, esta história nas mãos de gente como Cronemberg ou Dario Argento teria dado um milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.cinema7arte.com/site/wp-content/uploads/2011/07/La-Piel-Que-Habito-2011.png" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5048583232035017829?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5048583232035017829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5048583232035017829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2012/01/pele-onde-eu-vivo-titulo-la-piel-que.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-143555770978078996</id><published>2011-12-29T09:35:00.000Z</published><updated>2011-12-29T09:35:00.306Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;BRONSON:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1172570/"&gt;Bronson&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Nicolas Winding Refn&lt;br /&gt;Ano: 2008&lt;br /&gt;&lt;img src="http://c745.r45.cf2.rackcdn.com/img/2009/bronson.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Gordon Peterson, mais conhecido como Charles Bronson, ganhou o epíteto de "o criminoso mais violento do Reino Unido". Preso desde 1974 (com um período de liberdade de 69 dias pelo meio), Bronson já gastou milhões de libras ao estado britânico, que não sabe o que fazer com ele, excepto centenas de relatórios, livros e estudos sobre o seu comportamento. Bronson nunca matou ninguém, mas é um tipo super-violento e, pior do que tudo, compulsivo para andar à porrada, que esmurra qualquer pessoa sempre que pode. E quando lhe dão fruta, mais excitado fica para retribuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1172570/"&gt;Bronson&lt;/a&gt; é o biopic possível sobre este estranho homem e um filme sobre &lt;i&gt;o melhor da loucura na sua espectacularidade absoluta&lt;/i&gt;, segundo as palavras do próprio ao realizador Nicolas Winding Refn (um dos cineastas do momento depois de outros dois filmes geniais, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504/"&gt;Drive - Duplo Risco&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0862467/"&gt;Valhalla Rising - Destino De Sangue&lt;/a&gt;). Daí que as comparações entre &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1172570/"&gt;Bronson&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066921/"&gt;Laranja Mecânica&lt;/a&gt; têm sido inevitáveis, se bem que com música manhosa dos anos 80 em vez de Bach (antes de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504/"&gt;Drive - Risco Duplo&lt;/a&gt;, Refn já tinha transformado o parolo em cool). Contudo, as semelhanças entre ambos terminam para lá dessa apologia da violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1172570/"&gt;Bronson&lt;/a&gt; lembra muito mais &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110632/"&gt;Assassinos Natos&lt;/a&gt; e a sua relação com os media, por exemplo. Charles Bronson é um tipo com um ego maior que ele próprio, que só queria ser famoso (daí a escolha para pseudónimo de um actor de Hollywood, quando o seu manager dos tempos em que era lutador de rua lhe sugeriu que arranjasse um nome mais pomposo); e como não sabia cantar ou representar, decidiu apostar naquilo que sabia fazer melhor: ser violento! Daí essa estranha e promíscua relação entre violência, comunicação social, sensacionalismo e mediatismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refn monta &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1172570/"&gt;Bronson&lt;/a&gt; de forma pouco usual. Recorre-se dos códigos de Hollywood, mas sai completamente dos molde. Primeiro, coloca a própria personagem de Charles Bronson (encarnado por um musculado, alterado e assombroso Tom Hardy, de bigodinho ridículo) enquanto narrador, conversando directamente com o espectador; e depois atira-o para a boca de cena de um palco, com assistência e tudo, onde ensaia a partir de um monólogo de um one-man-show a sua vida. Só quando tem que filmar cenas de pancadaria é que Refn as reconstitui. E aqui recorre a uma encenação coreografada, estilizando a violência ao máximo. Lembramo-nos novamente de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110632/"&gt;Assassinos Natos&lt;/a&gt; pela mistura de elementos estranhos ao filme, mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1172570/"&gt;Bronson&lt;/a&gt; não é um décimo da trip que é o filme de Oliver Stone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que tem um final que deixa a desejar, mas a realização inconformada de Nicolas Winding Refn e o papelão de Tom Hardy justificam quase a totalidade das dentadas num le Bic Mac bem generoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://wearemoviegeeks.com/wp-content/bronson.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-143555770978078996?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/143555770978078996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/143555770978078996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/bronson-titulo-bronson-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4753354876389750026</id><published>2011-12-28T09:22:00.000Z</published><updated>2011-12-28T09:22:00.704Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ASSALTO AO SANTA MARIA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1202513/"&gt;Assalto Ao Santa Maria&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Francisco Manso&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cinemaportugues.info/wp-content/uploads/2010/09/assalto-ao-santa-maria.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história recente portuguesa continua ainda extremamente ausente da nossa ficção. E se na literatura essa lacuna já começa a ser preenchida aos poucos e poucos, no cinema, salvo raras excepções (como as produções levadas a cabo durante o centenário da república, por exemplo), isso continua a ser uma miragem. E se alguém menciona &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1260915/"&gt;A Vida Privada De Salazar&lt;/a&gt; espeto-lhe já um pinheiro no cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1202513/"&gt;Assalto Ao Santa Maria&lt;/a&gt; é uma das tímidas incursões da ficção cinematográfica portuguesa pelo antigo regime, nomeadamente num dos seus episódios mais espectaculares - o do assalto ao paquete Santa Maria, a jóia da coroa da marinha nacional, por parte do capitão Henrique Galvão (aqui encarnado por um intenso (rígido?) Carlos Paulo), em nome da liberdade e da democracia contra o fascismo português e espanhol. Com uma mão cheia de revolucionários treinados na Venezuela, Galvão, em coordenação com Humberto Delgado, montou o assalto ao Santa Maria, desviando-o para o Brasil, com o intuito de despoletar a revolução na península ibérica. A operação foi coroada de sucesso (o Brasil ofereceu asilo político aos piratas) e, ao mesmo tempo, eclodiu a guerra do Ultramar nas colónias portuguesas em África, iniciando assim o princípio do fim da Velha Senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, apesar das boas intenções, o início de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1202513/"&gt;Assalto Ao Santa Maria&lt;/a&gt; é embaraçoso. Primeiro, arranca com uma montagem de fotografias de época e um narrador completamente deslocado (por momentos, parece que estamos a ver o início de um episódio do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120573/"&gt;Major Alvega&lt;/a&gt;), que contextualiza o filme como se o tivesse a fazer perante um público de crianças do preparatório. Depois, inexplicavelmente, recomeça em flashback, com o próprio Henrique Galvão a contar novamente tudo a um jornalista americano que o entrevista. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1202513/"&gt;Assalto Ao Santa Maria&lt;/a&gt; tem assim dois inícios em que diz exactamente a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1202513/"&gt;Assalto Ao Santa Maria&lt;/a&gt; é então filmado de forma modesta e com muito pouco cinema lá dentro. Um registo de telefilme, encafuado no interior do navio, mas sem qualquer tensão ou claustrofobia, salvo meia dúzia de planos gerais gerados digitalmente do paqute e outros tantos planos envergonhados do mar alto. O melhor do filme é mesmo o seu contexto histórico, especialmente quando entra ao barulho os Estados Unidos da América. Aí a coisa quase se assemelha vagamente a um thriller político, mas que se desmorona logo a seguir como um castelo de cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas inevitável era não haver uma história de amor pelo meio. Era o que faltava, um filme num navio que não sofresse do síndrome-&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120338/"&gt;Titanic&lt;/a&gt;. Eis então que entra em jogo um pseudo-romance entre um dos revoltosos e a filha fina de Vítor Norte, sempre demasiado atabalhoado. E aqui já não há telefilme que valha a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1202513/"&gt;Assalto Ao Santa Maria&lt;/a&gt;, já que tudo soa a telenovela. E das más. O que significa que, apesar das boas intenções, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1202513/"&gt;Assalto Ao Santa Maria&lt;/a&gt; é um Cheeseburger e desperdício de tempo e dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.cinema7arte.com/site/wp-content/uploads/2011/07/assaltoaosantamaria.png" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4753354876389750026?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4753354876389750026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4753354876389750026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/assalto-ao-santa-maria-titulo-assalto.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2281810620988352809</id><published>2011-12-27T23:17:00.002Z</published><updated>2011-12-27T23:19:17.078Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TAKE - CINEMA MAGAZINE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Número 28, Dezembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;a href="http://apbc.com.sapo.pt/Take%20Capas/Take28_300.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669399420799620962" border="0" alt="" src="http://apbc.com.sapo.pt/Take%20Capas/Take28_300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.take.com.pt/"&gt;Página oficial&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2281810620988352809?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2281810620988352809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2281810620988352809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/take-cinema-magazine-numero-28-dezembro.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3394795161554701764</id><published>2011-12-26T09:59:00.000Z</published><updated>2011-12-26T09:59:00.045Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;stronG&gt;THIRST - ESTE É O MEU SANGUE:&lt;/stronG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0762073/"&gt;Bakjwi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Chan-wook Park&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_PhvDYdyEKJI/ScMieE41aPI/AAAAAAAAA-A/AbBVkvf9nD0/s1600/Thirst_teahousecinema.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois das ondas do mini-fenómeno que foi o hype do cinema coreano aqui há um par de anos se ter espraiado na praia, podemos sentar-nos calmamente na areia e ver o que ficou da rebentação. E o que ficou tem um nome: Chan-wook Park. O realizador prova que é mesmo o Godard da Coreia do Sul. E com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0762073"&gt;Thirst - Este É O Meu Sangue&lt;/a&gt;, mostra que há vida para lá da sua trilogia da vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saga &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1099212/"&gt;Crepúsculo&lt;/a&gt; arruinou com os vampiros. Trouxe-os para o mainstreem e abixanou-os forte e feito. Mas quando temíamos que tudo tivesse perdido, eis que dois imprevistos filmes, provenientes dos mais inesperados sítios, vieram em auxílio da vampiragem. Primeiro foi &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1139797/"&gt;Deixa-Me Entrar&lt;/a&gt;, filme sueco de um tal Tomas Alfredson; e depois &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0762073"&gt;Thirst - Este É O Meu Sangue&lt;/a&gt;, de Chan-wook Park. Afinal, há esperança no género.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0762073"&gt;Thirst - Este É O Meu Sangue&lt;/a&gt; não reivente propriamente o género, até porque não é o típico filme de vampiros, é mais uma variação. É que Sang-hyeon (Kang-ho Song) não é um vampiro tradicional; é antes um padre com dúvidas quanto à sua vocação, que se voluntaria para cobaia humana de um vírus mortal em África, que uma mutação qualquer o transforma em algo semelhante a um vampiro. De um ápice, Chan-wook Park aproveita esta degeneração para se alargar numa reflexão sobre a consanguinidade, qual Dostoievski, ao mesmo tempo que a religião e o cinema de terror dão as mãos como não o faziam desde &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0070047/"&gt;O Exorcista&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bom coreano que é, em Chan-wook Park nada é linear nem aparente à primeira vista. O realizador deambula por estilos, mas o à-vontade com que se move faz com que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0762073"&gt;Thirst - Este É O Meu Sangue&lt;/a&gt; não se atrapalhe. O seu cinema é algo estilizado (um vampiro-padre de batina tem sempre estilo), mas de um formalismo sério e cuidado. E é aqui que vai desenrolando o seu filme de vampiros, com um gore-realista de jactos de sangue que não envergonha nenhuma anime, e com uma dimensão existencialista, ou não fosse SHSHSHHSHS uma variação moral de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110148/"&gt;Entrevista Com O Vampiro&lt;/a&gt;, aqui com a agravante de o vampiro ser padre: como resistir ao pecado de matar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se isto não fosse já suficiente para manter o filme de pé, Park ensaia ainda uma história de amor possessiva com contornos de romantismo impossível. E, de repente, o vampirismo volta a ser sinónimo de volúpia e deboche, com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0762073"&gt;Thirst - Este É O Meu Sangue&lt;/a&gt; a rimar com eortismo e, consequentemente, com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0074102/"&gt;O Império Dos Sentidos&lt;/a&gt;. E agora é o hentai e os seus mil e um fetiches que não saiem daqui defraudados. Park é um realizador a seguir de perto, não se esqueçam. E &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0762073"&gt;Thirst - Este É O Meu Sangue&lt;/a&gt; é filme a merecer Le Big Mac.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_WNLLoZPV31c/THbdn27Wn2I/AAAAAAAADR8/ou-dZMZiclo/s1600/park-chan-wooks-thirst-opens-friday1.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3394795161554701764?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3394795161554701764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3394795161554701764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/thirst-este-e-o-meu-sangue-titulo.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PhvDYdyEKJI/ScMieE41aPI/AAAAAAAAA-A/AbBVkvf9nD0/s72-c/Thirst_teahousecinema.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4915493001527786611</id><published>2011-12-23T11:45:00.000Z</published><updated>2011-12-23T11:45:00.179Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TOP 5:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um ano mais uma voltinha.&lt;br /&gt;Final de ano é sinónimo de listas dos melhores e dos piores títulos do ano civil. E agora, em que já estão todos fartos de ver os mesmos nomes repetidos vezes sem fim nós inúmeros tops das inúmeras publicações que proliferam por aí, é altura de lançar o definitivo &lt;strong&gt;TOP 5 DOS PIORES FILMES DE 2010&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;5º Lugar:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0990407/"&gt;Green Hornet&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.filmofilia.com/wp-content/uploads/2010/12/green_hornet_02.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto da série original do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0059991/"&gt;Green Hornet&lt;/a&gt;. Também gosto do Michel Gondry. E até gosto do Seth Rogen. Então porque está aqui este &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0990407/"&gt;Green Hornet&lt;/a&gt;? Porque é, claramente, um filme falhado, cheio de elementos claramente a mais que não encaixam. E nem estou a falar do erro de casting da Cameron Diaz, que já está velha de mais para fazer de sex bomb em filmes destes. A única coisa acertada aqui é mesmo a banda-sonora.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/05/green-hornet-titulo-green-hornet.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4º Lugar:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1523483/"&gt;Alucinação&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.dreadcentral.com/img/news/jan11/kaboomsundance.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0370986/"&gt;Mysterious Skin&lt;/a&gt;, o filme anterior de Gregg Araki, era fantástico. Tinha sido um dos meus favoritos no ano em que passou pelas salas portuguesas e, por isso, não estava preparado para a irrelevância deste &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1523483/"&gt;Alucinação&lt;/a&gt;. As imagens de marca de Araki estão lá - extraterrestres e gays -, mas este teen-movie psicadélico, escatológico e new-wave não faz sentido nenhum. Se bem que uma tipa com poderes sobrenaturais a lamber carpete é sempre uma personagem que fica bem em qualquer sítio.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/alucinacao-titulo-kaboom-realizador.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º Lugar:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0471042/"&gt;Alta Golpada&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cdn.screenrant.com/wp-content/uploads/Tower-Heist-starring-Ben-Stiller-and-Eddie-Murphy-Review.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0471042/"&gt;Alta Golpada&lt;/a&gt; era uma espécie de Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas dos pobres, com um leque de estrelas a tentarem salvar/relançar desesperadamente as suas carreiras (incluindo a milésima tentativa de Eddie Murphy). Mas o filme é de um desinteresse tão atroz que o filme nem sequer teve tempo de antena quando o realizador mandou uns bitaites polémicos sobre os maricas, que levaram à sua demissão enquanto realizador da próxima edição dos Oscares (e o Eddie Murphy foi atrás por arrasto, deixando a apresentação para Billy Crystal outra vez). E esse desprezo mediático diz tudo.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/alta-golpada-titulo-tower-heist.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º Lugar:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1243957"&gt;O Turista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://financialsithlord.files.wordpress.com/2011/01/tourist.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso de falar muito de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1243957"&gt;O Turista&lt;/a&gt;. Gente com muito mais legitimidade do que eu (e piada) já cascaram o suficiente no filme (obrigado por existires, Rick Gervais). &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1243957"&gt;O Turista&lt;/a&gt; é um filme anónimo, com Johnny Depp a fazer finalmente uma personagem normal sem esquisitices, Angelina Jolie a fazer frete e o realizador Florian Henckel von Donnersmarck a confundir glamour com um episódio de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0159206/"&gt;O Sexo E A Cidade&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/03/o-turista-titulo-tourist-realizador.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º Lugar:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1421051/"&gt;Somewhere - Algures&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_kwipmFmMuow/TUfvIZe5dDI/AAAAAAAAA_8/thBlMJ189Tg/s1600/somewhere.jpg" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;Sofia Coppola continua a sua demanda por histórias sobre jovens perdidos e desencontrados consigo próprios, que é como quem diz, continua a percorrer as suas pegadas. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1421051/"&gt;Somewhere - Algures&lt;/a&gt; parece uma imitação de todos os seus filmes anteriores juntos: personagens em situações absurdas de cerimónias públicas numa língua diferente, perdidas em hotéis sem nada para fazer e até numa cena de um banho desajeitado. Tudo afunilado para um final pointless e sem nada a acrescentar. Como alguém já disse, não nos sentíamos tão envergonhados por Sofia Coppola desde &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0099674/"&gt;O Padrinho III&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;..::&lt;a href="http://cinephilus.blogspot.com/2011/03/somewhere-algures-titulo-somewhere.html"&gt;crítica opinativa aqui&lt;/a&gt;::..&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4915493001527786611?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4915493001527786611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4915493001527786611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/top-5-mais-um-ano-mais-uma-voltinha.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kwipmFmMuow/TUfvIZe5dDI/AAAAAAAAA_8/thBlMJ189Tg/s72-c/somewhere.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-7672877041024885439</id><published>2011-12-21T11:15:00.001Z</published><updated>2011-12-21T11:15:00.230Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;50/50:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1306980"&gt;50/50&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Jonathan Levine&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://sp3.imgs.sapo.pt/0009/94/8b/4f/948b4f33b4a0f3353f264f24f6d2ef4c.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem temas que são tabu e com os quais não se deve gozar. Não se brinca com Deus, porque senão ele castiga; não se brinca com os ciganos, porque são um povo que sofreu muito; e não se brinca com doenças, como a sida ou o cancro, porque nunca se sabe o dia de amanhã e não vá o diabo tece-las, if you know what I mean. Ou então não. Gozemos com a religião, mesmo que sejamos banidos ou censurados; gozemos com os ciganos, mesmo que levemos uma carga de porrada a seguir; e gozemos à vontade com a sida e o cancro, porque a vida são dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1306980"&gt;50/50&lt;/a&gt;, baseado livremente na experiência pessoal do argumentista, Will Reiser, é a história de um jovem na flor da idade (Joseph Gordon-Levitt) que descobre ter uma forma rara de cancro na coluna. Com a ajuda da sua namorada traidora (Bryce Dallas *suspiro* Howard), uma psicológa recém-formada (Anna Kendrick), a mãe-galinha (Anjelica Huston) e, claro, o seu melhor amigo (Seth Rogen), Gordon-Levitt vai provar que umas gargalhadas são a melhor forma de vencer as circusntâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra todos os púdicos e facilmente ofendidos, Jonathan Levine assina um filme descontraído sobre o cancro, mostrando que se pode falar a brincar da doença sem ter que se cair na lamechiche ultra-realista de ver doentes a perecer em melodramas esprimidos ao máximo (olá &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0107818/"&gt;Filadélfia&lt;/a&gt;). Aliás, por vezes, ver a Fátima Lopes ou a Júlia Pinheiro é bem mais pornográfico e sensacionalista que isto. Por isso, &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1306980"&gt;50/50&lt;/a&gt; é a versão positiva de se encarar uma doença grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1306980"&gt;50/50&lt;/a&gt; é um bromance, baseado levemente na fórmula da comédia cunhada por Judd Apatow (chick flick para gajos), em que a amizade é o mais importante para ultrapassar as dificuldades. Claro que a temática vai envolver sexo (com a dupla Gordon-Levitt/Rogen a aproveitarem-se da situação do primeiro para facturarem), cultura pop e outras temáticas masculinas, de forma circunstacial e casual, evitando gags humorísticos de humor duvidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que, sem ser nada de especial (há muitas partes que parecem descaradamente que tiveram problemas no momento de edição e que muita película foi cortada à bruta), ajuda imenso ter num filme actores a sério. Gordon-Levitt, já estabelecido como actor à séria (porque a comédia continua a ser vista como um género menor), volta ao género onde se deu a conhecer (com o genial &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0115082/"&gt;Terceiro Calhau A Contar Do Sol&lt;/a&gt;); Seth Rogen mantém-se igual a si próprio (o que, mesmo gostando muito dele, já começa a ser maçador e irritante); Anjelica Huston dá um toque de classe e credibilidade; e Bryce Dallas Howard, bem, bastava andar de um lado para o outro sem falar que já ficaríamos satisfeitos. Apesar do tom divertido, &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1306980"&gt;50/50&lt;/a&gt; consegue ainda ser terno e comovente, com um tour de force na ponta final que bate qualquer tearjerker movie aos pontos. Só por isso, o McBacon já está mais do que justificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://images.icnetwork.co.uk/upl/covtelegraph/nov2011/3/1/50-50-153790585.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-7672877041024885439?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7672877041024885439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7672877041024885439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/5050-titulo-5050-realizador-jonathan.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-1600973824098263239</id><published>2011-12-18T15:28:00.000Z</published><updated>2011-12-18T15:28:02.388Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DUAS MULHERES:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="www.imdb.com/title/tt1362543"&gt;Duas Mulheres&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: João Mário Grilo&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.pipaproducoes.com.br/data/imagens/v_imgs/2010/09/rat_1_1513414c87ee856b55f.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso que vai parar um dia, por acaso, ao consultório da psicóloga Joana Amorim (Beatriz Batarda) nas urgências do hospital podia figurar em qualquer episódio do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0412142/"&gt;Dr. House&lt;/a&gt;: Mónica (Débora Monteiro), uma jovem aparentemente saudável, ia na auto-estrada a conduzir descansadamente e teve um ataque de pânico. Uau, isso é... extremamente banal. Contudo, para o realizador João Mário Grilo isso é o suficiente para a psicóloga desenvolver uma obsessão por aquela jovem voluptuosa com pouco jeito para a representação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que consta, a obsessão da médica pela sua fugaz paciente deve-se ao facto de ver nela um reflexo de si própria, do que poderia ter sido, caso não tivesse casado com um yuppie director de uma multinacional (Virgílio Castelo). Mas isso só sabemos porque diz na sinopse, já que, no filme, tudo fica por dizer. É como o primeiro encontro entre Batarda e Débora Monteiro: a primeira examina a segunda por momentos e percebe logo que ela é uma acompanhante de luxo. Como? Não sabemos. Ou por percepção extra-sensorial ou, mais uma vez, por qualquer coisa que não apareceu no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, ficamos sempre com a sensação de que o melhor do filme é o que fica por dizer. João Mário Grilo, excelente teórico mas nem por isso soberbo executante, limita-se a enquadrar os planos, numa mise-en-scene irrepreensível, mas depois não há uma química entre as cenas, com os actores ou, simplesmente, entre as imagens que estamos a ver e a história a ser contada. O mesmo se passa com os actores, num ritmo teatral de tão contidos que estão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.imdb.com/title/tt1362543"&gt;Duas Mulheres&lt;/a&gt; procura ser um thriller cerebral e gélido, mas só consegue ser asséptico e aónimo, num cinema cheio de espaços residuais e silêncios forçados. Exemplo: Mónica vai ao consultório da psicóloga e fala com a recepcionista: a doutora está? Está ocupada, pode esperar ou voltar mais tarde. Eu espero, minha senhora. Não me chame senhora, eu não sou casada!!! Oi? Estas linhas estavam mesmo no argumento? Há outros exemplos como este e a maioria envolvem José Pinto, o mordomo/jardineiro/criado/assassino privado(!) que encerra o filme com um final idiota que mais não é do que um enorme plothole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como qualquer filme português que se preze, &lt;a href="www.imdb.com/title/tt1362543"&gt;Duas Mulheres&lt;/a&gt; conta ainda com Nicolau Breyner, um ricaço da alta roda que dá uma festarola na sua mansão e convida para actuar... a Romana. O Donald Trump tem a Liza Minnelli nas suas festas privadas, a máfia tinha o Tony Bennet e o Frank Sinatra e o Nicolau Breyner tem a Romana. Parece-me legítimo. Mas melhor do que o cameo da afilhada da Ágata, é o seu momento &lt;i&gt;happy birthday mr. President&lt;/i&gt;, em que canta os parabéns a Nicolau. Priceless.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.imdb.com/title/tt1362543"&gt;Duas Mulheres&lt;/a&gt; ainda ensaia algumas cenas de lesbianice, em que Beatriz Batarda e Débora Monteiro se tocam como se fossem estátuas renascentistas, num filme em que João Mário Grilo parece querer ser rebelde à força. De thriller psicológico há pouco e havia ali qualquer coisa de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0175557/"&gt;O Delfim&lt;/a&gt; versão-grande cidade que parecia prometedor. Assim, é só um desolador Pão Com Manteiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-y8AUODEDo1A/TenmfEq4nmI/AAAAAAAAC40/SvflCcXm0nA/s1600/duasmulheres04BLG2.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-1600973824098263239?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1600973824098263239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1600973824098263239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/duas-mulheres-titulo-duas-mulheres.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-y8AUODEDo1A/TenmfEq4nmI/AAAAAAAAC40/SvflCcXm0nA/s72-c/duasmulheres04BLG2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8378087849990024404</id><published>2011-12-16T08:51:00.002Z</published><updated>2011-12-16T08:51:00.352Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;WIN WIN:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1606392/"&gt;Win Win&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Thomas McCarthy&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-aVcaoWiqKx0/TkB65fOpDLI/AAAAAAAAAJ0/97_nPv_Da6E/s1600/Win+Win+DVD.JPG" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que se chega aquela altura do ano em que toda a gente começa a fazer as listas dos melhores e piores filmes de 2011, alguém devia fazero top dos melhores filmes que não estrearam em Portugal. Talvez as distribuidoras nacionais aprendessem alguma coisa... Como no Royale With Cheese se presta serviço público (à sua maneira anarca, claro), aqui vai um desses títulos: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1606392/"&gt;Win Win&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetindo o estilo nervoso e neurótico que o tem tornado num dos melhores secundários da actualidade, Paul Giamatti é o pai esgotado de uma típica família suburbana norte-americana. Estressado com os problemas financeiros que o ameaçam asfixiar, Giamatti decide tornar-se no tutor de um velho senil, Burt Young (o Paulie de Rocky). O que ele não sabia é que, por arrasto, viria também um adolescente problemático com o cabelo descolorado à Eminem (o debutante Alex Shaffer e um lutador de luta greco-romana do diabo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1606392/"&gt;Win Win&lt;/a&gt; começa por parecer uma comédia indie, das que tèm deito escola como subgénero nerd em Hollywood, mas rapidamente se assume como drama familiar que tem como particularidade fugir do tearjerker como o diabo da cruz, em detrimento de um realismo casual, descontraído e sem medo de recorrer ao humor. E aqui o comic relief é inteiramente assumido pela personagem deliciosa do melhor amigo de Giamatti, um intenso, sensível e cornudo Bobby Cannavale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de cair na tentação de se focar em demasia na relação Giamatti-Shaffer, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1606392/"&gt;Win Win&lt;/a&gt; é melhor enquanto filme de regeneração familiar (lembram-se de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0449059/"&gt;Uma Família À Beira De Um Ataque De Nervos&lt;/a&gt;?), ligeiramente agri-doce, que não se furta ao happpy ending habitual. Não será, porventura, um dos melhores filmes de 2011 não estreado entre nós, mas é um McBacon que merece, sem sombra de dúvidas, uma oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.ifc.com/news/assets_c/win-win-03142011.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8378087849990024404?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8378087849990024404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8378087849990024404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/win-win-titulo-win-win-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aVcaoWiqKx0/TkB65fOpDLI/AAAAAAAAAJ0/97_nPv_Da6E/s72-c/Win+Win+DVD.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2006257346499339299</id><published>2011-12-14T12:56:00.000Z</published><updated>2011-12-14T12:56:00.175Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MELANCOLIA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1527186/"&gt;Melancholia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Lars Von Trier&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://collider.com/wp-content/uploads/melancholia-movie-poster-404x600.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não é cool gostar de Lars Von Trier. Mas verdade seja dita que tem sido o próprio a arranjar lenha para se queirmar. Basta ver como se enterrou na última edição de Cannes, onde apresentou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1527186/"&gt;Melancolia&lt;/a&gt;, tecendo loas a Hitler e confessando-se nazi. Resultado: expulso para todo o sempre do festival. Em poucos anos, Von Trier passou de paixão platónica da cinefilia a realizador maldito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser curioso que o mesmo realizador que em tempo subscreveu o Dogma 95 - manifesto que protelava um retorno do cinema às suas origens mais básicas, contra todo o artificialismo da sétima arte - esteja agora ligado a um cinema barroco. Basta ver o prólogo de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1527186/"&gt;Melancolia&lt;/a&gt; - tal como tinha sido o de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0870984/"&gt;Anticristo&lt;/a&gt; também -, uma sequência em super-slow-motion impressionista e romântica, recriando pinturas de Everett Millais ou Pieter Breugel, num resumo simbolista e onírico das dua shoras e tal de filme em que estamos prestes a embarcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas duas horas e tal de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1527186/"&gt;Melancolia&lt;/a&gt; estão divididas em duas partes, cada uma dedicada a uma de duas irmãs: Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg. Na primeira parte seguimos Dunst no dia do seu casamento, numa boda luxuosa arruinada pelas dúvidas de última hora que a assaltam (e que a levam a sexo com convidados ou a mijar(!) no relvado). E é aqui que Von Trier é mais genuíno, sempre com a câmara ao ombro, como nos tempos do Dogma (daí as comparações inevitáveis com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0154420/"&gt;A Festa&lt;/a&gt;), captando as angústias de Dunst, mas também de todo o circo que a rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à segunda parte, fica-se mais em Gainsbourg, numa variante de filme-catástrofe. Enquanto um planeta azul ameaça chocar com a Terra, Charlotte Gainsbourg procura enfrentar a fatalidade, num espelho da depressão do próprio Von Trier, que limita-se a ir morrendo aos poucachinhos. E nós, que já temos os nossos próprios problemas, não temos pciência para aturar as neuroses dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1527186/"&gt;Melancolia&lt;/a&gt; é uma versão depressiva do &lt;i&gt;perigoso&lt;/i&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0870984/"&gt;Anticristo&lt;/a&gt;, cuja segunda parte revela aquilo que o filme anterior pelo menos não tinha: falta de ideias. Von Trier ainda tenta ser provocador, com alguma violência animal gratuita (olá &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0342735/"&gt;Manderlay&lt;/a&gt;), mas não consegue causar mais danos do que um soporífero. Pelo menos aqui evita o rótulo de misógino, que lhe tem sido colado nos últimos tempos. E apesar de não levar nenhuma das suas actrizes ao limite, Kirsten Dunst (que venceu iclusive o prémio de melhor actriz em Cannes) trasnforma-se aqui em mulherzinha. Pelo menos, já não vai ficar condenada a ser a sucessora da Cameron Diaz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até gostei de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0870984/"&gt;Anticristo&lt;/a&gt; e fui dos poucos a defende-lo e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1527186/"&gt;Melancolia&lt;/a&gt; não é tão mau quanto isso. Mas daqui a uns anos, quando se recuperar a filmografia deste autor maldito, este Double Cheeseburger será um dos últimos ao vir à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.hollywoodtrailers.net/wp-content/uploads/2011/05/Melancholia2-535x234.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2006257346499339299?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2006257346499339299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2006257346499339299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/melancolia-titulo-melancholia.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8633060223042415882</id><published>2011-12-13T10:00:00.001Z</published><updated>2011-12-13T10:00:13.638Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;COLD WEATHER:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1497874/"&gt;Cold Weather&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Aaron Katz&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://media.screened.com/uploads/0/586/406902-cold_weather_poster_large.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1497874/"&gt;Cold Weather&lt;/a&gt; convida-nos para um jantar de família, mas atrasamo-nos e, quando lá chegamos, já ele vai a meio. Felizmente ainda vamos a tempo de saber tudo o que necessitamos. Doug (Cris Lankenau) e ail (Trieste Kelly Dunn) são irmãos que voltam à cidade natal para partilharem um apartamento. Ele é um romântico, que deixou o curso de ciências forenses e agora tem um emprego noturno numa fábrica de gelo (vê-se logo quando, mais à frente, lhe perguntam se ele queria ser como um dos detectives do CSI e ele responde que não, que preferia o Sherlock Holmes); e ela, mais pragmática, trabalha num escritório, fazendo aquilo que se faz nos escritórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora então bem-vindos ao mundo dos cinzentões, um mundo de subúrbios, carros familiares para o passeio dos tristes ao domingo e gente miserável tentando ser menos infeliz. Obviamente, não é um mundo tão desolador quanto o de &lt;a href="Wristcutters: A Love Story"&gt;Wristcutters: A Love Story&lt;/a&gt;, mas não deixa de ser triste. E à equação juntam-se mais dois peões: a ex-namorada de Doug (Robyn Rikoon), na cidade temporariamente para uma formação; e o novo amigo-colega de trabalho de Doug (Raúl Castillo), um tipo sem grandes aspirações na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1497874/"&gt;Cold Weather&lt;/a&gt; podia ser um filme dos irmãos Coen, desde as suas personagens idiotas e excêntricas (um dj de música latina refundida dos 60s ou um fã número 1 do Sherlock Holmes), até à forma de filmar (um ritmo descompassado, acompanhando o ritmo próprio daquela gente, que se deixa empurrar pela vida). Mas, a meio, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1497874/"&gt;Cold Weather&lt;/a&gt; dá uma pirueta. O estilo mantém-se, mas o género altera-se, transformando-se num filme de mistérios. Afinal; Doug queria ser o Sherlock Holmes e o seu amigo-colega é um fã recém-convertido. Elementar, meu caro Watson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1497874/"&gt;Cold Weather&lt;/a&gt; é um mistério a um ritmo muito particular. Esperamos no carro minutos a fio, numa vigília, enquanto o suspeto não dá sinais de vida; paramos pelo caminho para comparar o jantar no supermercado (ou um cachimbo, para ajudar a pensar, como fazia Sherlock Holmes); ou aguardamos no exterior que a biblioteca abra. Enquanto isso, Doug vai redescobrindo a sua vocação profissional e restabelecendo o seu vínculo emocional com a irmã, no filme sobre relações mais out the box dos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1497874/"&gt;Cold Weather&lt;/a&gt; termina antes de chegar ao fim, hipotecando qualquer hipótese deser algo mais do que um McBacon. Lamentável, já que poderia ser mais uma pequena pérola mumblecore (o tal novo género do cinema independente norte-americano, low cost e do iy yourself) a preço de ocasião - e com um cartaz delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-RiLq3ij0i2M/TdqGiMOiUHI/AAAAAAAABHw/T5eqNJiju3Y/s1600/Cold%2BWeather.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8633060223042415882?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8633060223042415882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8633060223042415882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/cold-weather-titulo-cold-weather.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RiLq3ij0i2M/TdqGiMOiUHI/AAAAAAAABHw/T5eqNJiju3Y/s72-c/Cold%2BWeather.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4320518735230352707</id><published>2011-12-09T22:49:00.002Z</published><updated>2011-12-10T12:22:02.857Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DRIVE - RISCO DUPLO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504//"&gt;Drive&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Nicolas Winding Refn&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i27.lulzimg.com/e992b34ebb.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis como um realizador que andava a passar despercebido a meio mundo, um dos actores mais promissores da actualidade e um compositor de bandas-sonoras normalmente limitado às suas associações com David Lynch fizeram um dos filmes do ano a partir de um argumento fraquinho. São eles, respectivamente, Nicolas Winding Refn, Ryan Gosling e Angelo Badalamenti e o filme chama-se &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504/"&gt;Drive - Risco Duplo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pela história. Gosling é um tipo solitário com um dom natural para conduzir carros, seja em corridas nascar, seja enquanto condutor de fuga de assaltos. Tudo muito certinho, até que um roubo a uma casa de penhores com o marido da vizinha por quem se apaixonou corre para o torto e Gosling vai ter que começar a sujar as mãos de sangue. Nada de novo no reino da Dinamarca, em mais uma aparente variação de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0293662/"&gt;Correio De Risco&lt;/a&gt;, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errado! E tudo graças a Nicolas Winding Refn, que estiliza &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504/"&gt;Drive - Risco Duplo&lt;/a&gt; ao máximo, num filme muito cool e iconoclasta (e aqui o casaco de Gosling é o gostosão do pedaço - branco, com um escorpião dourado nas costas). Lembramo-nos automaticamente de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110413/"&gt;Léon, O Profissional&lt;/a&gt;, tanto pelas poucas palavras do herói, como pela sua relação com o filho da tal vizinha. Mas também nos vamos lembrar de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0075314/"&gt;Taxi Driver&lt;/a&gt;, pela forma natural como Gosling se transforma numa máquina de matar. Afinal de contas, &lt;i&gt;é a sua natureza&lt;/i&gt;, tal como a do escorpião na &lt;a href="http://www.escorpiao.vet.br/parabola.html"&gt;parábola do escorpião e do sapo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois entra Badalamenti na equação e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504/"&gt;Drive - Risco Duplo&lt;/a&gt; sobe mais um nível na escala e awesomeness. Com uma banda-sonora muito eighties, cheia de sintetizadores manhosos, Badalamenti transforma o piroso em cool, dando uma profundidade maquinal ao filme e uma identidade muito própria. E, entretanto, lemos Cliff Martinez a dizer que foi ele o responsável pela banda-sonora do filme e que o nome de Badalamenti foi só um chafariz e ficamos tristes, sem saber no que acreditar. Se em factos, se na nossa própria teoria. Obviamente que preferimos a teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto ao filme de carros, perguntam vocês. Um crítico conhecido da nossa praça, que detestou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504/"&gt;Drive - Risco Duplo&lt;/a&gt;, queixa-se do tom asséptico e de não se sentir &lt;a href="http://ipsilon.publico.pt/cinema/filme.aspx?id=296347"&gt;o cheiro a gasolina nem a borracha queimada&lt;/a&gt;. No entanto, é essa estilização que tornam o filme especial. Está lá o espírito de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0062765/"&gt;Bullit&lt;/a&gt; e esse mesmo crítico reconhece-o, quando tece loas à cena inicial, numa das melhores cenas de carros do cinema, numa fuga cirúrgica pelas ruas de Los Angeles. E sim, aqui nesta geografia de neons a digital, há Michael Mann por todo o lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504/"&gt;Drive - Risco Duplo&lt;/a&gt; tem ainda uma sensação sanguínea difícil de expicar. Apesar de ser quase sempre sugestivo, Refn também consegue ser terrivelmente gráfico (com conselhos de Gaspar Noé de como desfazer cabeças), fazendo de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0780504/"&gt;Drive - Risco Duplo&lt;/a&gt; uma vertigem perigosa. Um dos melhores Le Big Macs de 2011, ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.filmonair.com/img/gallery/drive/gosling_bullet.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4320518735230352707?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4320518735230352707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4320518735230352707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/drive-risco-duplo-titulo-drive.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-1902397218419306202</id><published>2011-12-05T10:47:00.001Z</published><updated>2011-12-15T11:42:59.461Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;RUBBER - PNEU:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1612774/"&gt;Rubber&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Quentin Dupieux a.k.a. Mr. Oizo&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://newsflash.bigshotmag.com/wp-content/uploads/2010/12/Rubber-2010-film-poster.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1612774"&gt;Rubber - Pneu&lt;/a&gt; é a mais recente aquisição da equipa das ideias idiotas para filmes. Um pneu assassino, que ganha vida do nada e que, com poderes telecinéticos, começa a estoriar a cabeça de toda a gente que encontra não poderia resultar nunca. Certo? Errado. Se existe um filme com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0080391/"&gt;tomates assassino&lt;/a&gt;, com um &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0116791/"&gt;preservativo assassino&lt;/a&gt; ou até com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0988043/"&gt;a pila do Ron Jeremy assassina&lt;/a&gt;, porque não um com um pneu de borracha que mata pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realizador Quentin Dupieux, que ficou famoso respondendo pelo nome de Mr. Oizo, depois de ter feito uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Kv6Ewqx3PMs"&gt;música viciante em que um bonequinho amarelo abanava o capacete&lt;/a&gt;, prova que com os códigos certos da ficção é possível dar credibilidade a qualquer coisa. E mostra ainda que a Canon 5D, apesar de ter o corpo de uma câmara fotográfica, é mesmo do caraças! Uma fotografia perfeita no deserto norte-americano e a banda-sonora ideal nos sítios certos e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1612774"&gt;Rubber - Pneu&lt;/a&gt; transforma-se num road movie que remete constantemente para o despegamento de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0067927/"&gt;Corrida Contra O Destino&lt;/a&gt;. E sempre que uma cabeça explode, num gore artesanal, sorrismos e pensamos em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xPZMmjRceqM"&gt;Papá Wrestling&lt;/a&gt; :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vantagem de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1612774"&gt;Rubber - Pneu&lt;/a&gt; é que não é só isso. Aliás, o próprio filme desconstrói-se a si próprio, com uma dimensão metafísica, que serve para questionar não só o poder da ficção, mas da própria indústria cinematográfica. Assim, paralelamente ao pneu que ganha vida e fica obcecado por uma tipa gira que passa por ele de carro, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1612774"&gt;Rubber - Pneu&lt;/a&gt; fala directamente com o espectador, coloca outros tantos dentro do próprio filme a assistirem e elabora um enorme gag absurdo, com polícias com peluches debaixo do braço ou agentes que viajam na mala do carro. Tudo isso pela mesma razão porque o ET é castanho; porque sim! Ou seja, desde que não nos questionemos demasiado, qualquer premissa é boa; e é por isso que Hollywood nos anda a fazer comer cada vez mais gelados com a testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1612774"&gt;Rubber - Pneu&lt;/a&gt; é um misto de ensaio sobre o cinema e um slasher idiota de série-b, um sketch absurdo e surreal como se os Monty Pithons tivessem realizado o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0072271/"&gt;Massacre Do Texas&lt;/a&gt;. Se não gostarem do McRoyal Deluxe é porque andam a pensar demasiado nisso. Descontraiam; afinal de contas, é a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Suspens%C3%A3o_de_descren%C3%A7a"&gt;suspensão da descrença&lt;/a&gt; que faz a maioria dos filmes serem bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.fubiz.net/wp-content/uploads/2010/04/rubber3-550x310.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-1902397218419306202?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1902397218419306202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1902397218419306202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/rubber-pneu-titulo-rubber-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3564429020546148972</id><published>2011-12-02T10:50:00.000Z</published><updated>2011-12-02T10:50:00.715Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O TIO BOONMEE QUE SE LEMBRA DAS SUAS VIDAS ANTERIORES:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588895/"&gt;Loong Boonmee Raleuk Chat&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Apichatpong Weerasethakul&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.legendasdivx.com/images/imdb/1588895.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo aleatório número 1 de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588895"&gt;O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;- o tio Boonmee, a cunhada e um sobrinho jantam descansadamente no alpendre da casa do primeiro, quando o fantasma da sua esposa se materializa numa das cadeias vagas. Os três encolhem os ombros, como quem diz &lt;i&gt;estás cá hoje, hein&lt;/i&gt;. Nisto, entra em cena um humanóide peludo com os olhos vermelhos, que confessa ser o filho de Boonmee, desaparecido há muitos anos, explicando que fugira para a floresta, onde acasalara com uma mulher-macaco e constituiu família. Os três (mais o fantasma), mais uma vez, reagem como se estivessem perante a coisa mais natural do mundo. E, calmamente, os quatro jantam em amena cavaqueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo aleatório número 2 de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588895"&gt;O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;- uma princesa feia e envelhecida lamenta-se à beira de um rio por não ser tão bonita&lt;br /&gt;quanto o seu reflexo. Um peixe-gato vem à superfície e diz-lhe(!) para não chorar, porque gosta muito dela. A princesa entra na água e acasala com o peixe-gato(!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podem imaginar, coerência não é coisa que se encontre com facilidade em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588895"&gt;O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores&lt;/a&gt;. Por isso, não é difícil de perceber o porquê do zumzum criado pela sua Palma de Ouro no último festival de Cannes - o último filme do tailandês Apichatpong Weerasethakul é um verdadeiro OVNI cinematográfico, que rejeita qualquer convenção daquilo que entendemos convencionalmente por filme. E a crítica têm-no trazido de tal forma nas palminhas que é difícil não ficarmos a gostar dele sem sequer o vermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588895"&gt;O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores&lt;/a&gt; é um filme fácil de se gostar. Com o seu realismo mágico, Apichatpong mistura fantasia Disney, animais que falam e criaturas sobrenaturais (os homens-macacos de olhos vermelhos que deambulam pela selva são assombrosos) com os planos longos de Mizoguchi ou o cinéma verité do "miserabilista" Béla Tarr. Aliás, o tailandês recicla camadas e camadas de cinema, seja a noite americana do plano de abertura, em que um boi foragido se torna no melhor actor do filme; ou uma viagem de carro, cheia de jump cuts, que lembra logo a nouvelle vague a desbotar em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0053472/"&gt;O Acossado&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas odeia-se &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588895"&gt;O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores&lt;/a&gt; com a mesma facilidade com que se ama. Porque os seus planos teimam em não se mexerem para lá do suportável, porque o ritmo do filme leva-o em longas meditações zen sem grande alvoroço ou porque, pura e simplesmente, as situações são descabidas e não colam. Eu repito: há uma cena a meio do filme em que uma princesa é violada por um peixe-gato. Diz quem sabe que, se conhecermos a mitologia tailandesa, cenas como essa ou como os homens-macaco juntos com os soldados na guerra fazem todo o sentido. Infelizmente, parece que não sou suficientemente inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1588895"&gt;O Tio Boonmee Que Se Lembra Das Suas Vidas Anteriores&lt;/a&gt; é uma experiência arty, que desperta curiosidade e atenção, tal como o fazem os trabalhos de Andy Warhol ou outras divagações surrealistas. Mas mais do que um Double Cheeseburger já me custa a engolir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://theconfidentialreport.files.wordpress.com/2011/01/uncle-boonmee-who-can-recall-his-past-lives-2010-dvdrip-xvid-wrd2.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3564429020546148972?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3564429020546148972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3564429020546148972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/12/o-tio-boonmee-que-se-lembra-das-suas.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-1495546788970059585</id><published>2011-11-28T09:45:00.000Z</published><updated>2011-11-30T16:42:09.610Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;i&gt;publicado originalmente no Mescla Sonora&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEIO METRO DE PEDRA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://docmeiometrodepedra.blogspot.com/"&gt;Meio Metro De Pedra&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Eduardo Morais&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-5w2O0qLLNoI/TqfCiNjfaSI/AAAAAAAAAFQ/23hsO0b_CL0/s320/MMP+tour.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como aqueles rapazes que provaram ser possível fazer um excelente filme de guerra utilizando apenas a boa vontade dos amigos e 27 euros, Eduardo Morais realizou um documentário independente sobre a história do rock'n'roll em Portugal: &lt;a href="http://docmeiometrodepedra.blogspot.com/"&gt;Meio Metro De Pedra&lt;/a&gt;. É claramente um trabalho de amor, mas é também algo que fazia falta no panorama musical nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, para acabar com aquele mito de que o Rui Veloso é o pai do rock português. Pai nos anos 80? Quer dizer que não houve rock durante três décadas em Portugal? A Velha Senhora era um regime opressor, mas também não exageremos. Por isso, &lt;a href="http://docmeiometrodepedra.blogspot.com/"&gt;Meio Metro De Pedra&lt;/a&gt; monta a verdadeira história do rock português, passando por todos os nomes incontornáveis. Desde o pai Joaquim Costa aos mitos dos anos 60, Victor Gomes e Daniel Bacelar, até aos fenómenos dos anos 90 - Tédio Boys e Baton Rouge -, não esquecendo outros que foram fundamentais para o rock português, como a Bee Keeper, normalmente esquecida quando se conta esta história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste relato apenas um reparo: a ausência dos anos 70. Eduardo Morais começa a história nos anos 60 e chega ali na mudança de década e explica que os grupos acabaram praticamente todos, devido ao ltramar e ao serviço militar obrigatório. Depois salta automaticamente para 1978 e para os Aqui D'el Rock. Eu sei que não houve rock'n'roll a sério nos anos 70, encurralado entre o prog, o stoner e o sinfónico (e nesta altura Portugal chegou mesmo a estar na vanguarda), mas uma referência, nem que fosse meramente por alto, ao que se passou entretanto (e falar dos Xarhanga, por exemplo, não ofendia) fazia todo o sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://docmeiometrodepedra.blogspot.com/"&gt;Meio Metro De Pedra&lt;/a&gt; é um documentário de cabeças falantes, apenas ilustrado com imgens de arquivo. Enquanto objecto cinematográfico é algo preguiçoso, se bem que os planos dos entrevistados são todos exemplares (e respira Jim Jarmusch por todos os lados, ele que também é grande adepto desta contracultura mais subterrânea); mas os convidados são os certos e estão lá todos: Luís Futre (da Bee Keeper) e Edgar Raposo (da Groovie Records), Adolfo Luxúria Canibal, Victor Gomes, Madalena Iglésias, Daniel Bacelar, etc etc etc. Estão lá todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://docmeiometrodepedra.blogspot.com/"&gt;Meio Metro De Pedra&lt;/a&gt; conta ainda com uma estrutura assente no conceito de um programa de rádio. Há um narrador (a quem nunca se vê a cara), sentado numa régie por trás da mesa de mistura, que introduz as várias décadas sobre as quais o documentário se debruça. Lembramo-nos logo de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0080120/"&gt;Os Selvagens Da Noite&lt;/a&gt;. Contudo é uma oportunidade que podia ter sido mais explorada, já que as suas intervenções são telegráficas e cada vez mais espaçadas. McRoyal Deluxe sem dúvida nenhuma, pelo trabalho de sapa e por alguém ter a coragem de desvendar o embuste que são os Babies: uma banda com um acordeão, uma viola de caixa, um contrabaixo e um piano não podia ser uma banda rock. Desculpa José Cid, gosto de ti, mas não és a mãe do rock português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-Xl9w-ja_LkY/TiNLazfkdMI/AAAAAAAAAEs/vzfBDmmhuUo/s320/locutor.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-1495546788970059585?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1495546788970059585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1495546788970059585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/publicado-originalmente-no-mescla.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5w2O0qLLNoI/TqfCiNjfaSI/AAAAAAAAAFQ/23hsO0b_CL0/s72-c/MMP+tour.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4819731025760112544</id><published>2011-11-26T11:58:00.003Z</published><updated>2011-11-28T13:01:53.890Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CAMINO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1206285"&gt;Camino&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Javier Fesser&lt;br /&gt;Ano: 2008&lt;br /&gt;&lt;img src="http://farm4.static.flickr.com/3226/2943037490_632796a105.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não tinha estreado e já &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1206285"&gt;Camino&lt;/a&gt; criara frisson em Espanha. Tudo porque, aparentemente, o filme era baseado em Alexia González-Barros, uma menina espanhola da Opus Dei que morreu em 1985, com 14 anos, e que está actualmente em processo de beatificação. A sua família manifestou-se publicamente contra o filme, com petições e apelos sentimentalistas na comunicação social, mas Javier Fesser sempre se defendeu, dizendo que era tudo ficção. O que ninguém percebeu é que a família da (pseudo)santinha só não queria era que fosse o realizador de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0314121"&gt;Mortadela E Salamão - A Grande Aventura&lt;/a&gt; a fazer um filme sobre a sua filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camino (uma debutante e surpreendente Nerea Camacho) é uma menina a quem é diagnosticado um cancro na coluna quase no mesmo instante em que se apaixona à primeira vista por um menino do clube de teatro da sua escola. A sua família, temente a Deus e fiéis à Opus Dei, trata-a de forma conservadora, num hospital da igreja, enquanto os padres vêm ali a oportunidade perfeita para uma santificação. A excepção é o seu pai (Mariano Venancio), um tipo passivo e espezinhado pela esposa, que não quer perder a segunda filha, depois da mais velha se ter "alistado" na reclusão que é a Opus Dei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fesser tem o bom-senso de resistir a tentação de fazer com &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1206285"&gt;Camino&lt;/a&gt; um panfleto anti-Opus Dei e anti-qualquer fundamentalismo religioso, apesar de percebermos ali alguma manipulação, sempre que vemos os responsáveis religiosos a tentarem aproveitar-se da fé dos pais de Camino para encontrarem ali motivos para uma santificação (e para sacarem mais alguns trocos sempre que possível, como quando os convencem a muda-la de hosptial para um dos seus). No entanto, é na parte mais real dessa facção religiosa que &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1206285"&gt;Camino&lt;/a&gt; é mais assustador e perturbador. Como quando vemos como a Opus Dei segrega as mulheres; ou como usam a devoção e a fé para justificar tudo. &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1206285"&gt;Camino&lt;/a&gt; faz lembrar &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0486358/"&gt;Jesus Camp&lt;/a&gt; pelo extremismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1206285"&gt;Camino&lt;/a&gt; recorre ao melodrama para contar a história daquela menina que só queria ser como as outras. E é aqui que a coisa corre pior a Fesser. Primeiro porque parece não conseguir saber onde parar de forçar o tearjerking; e segundo porque cai em alguns esquemas telenovescos, especialmente nas cenas familiares. Pelo contrário, o lado melhor de &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1206285"&gt;Camino&lt;/a&gt; surge na subversão que Fesser monta através de um jogo de múltiplas leituras e de espelhos. Começa logo pelo nome da protagonista, que é o mesmo que o título do livro fundador da Opus Dei; e continua pelo pai da menina, que se chama José, e termina no nome do menino por quem Camino se apaixona, pertinentemente Jesus. &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1206285"&gt;Camino&lt;/a&gt; ilustra ainda esta parte com umas alucinações meio-Disney-meio-Burton que dão um toque especial ao filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1206285"&gt;Camino&lt;/a&gt; é um filme sério que, depois de ter arrecadado uma remessa de estatuetas na cerimónia dos Goyas desse ano (os Oscares da indústria cinematográfica espanhola), reabilitou o estatuto de Javier Fesser, que agora pode começar a ser tratado com mais consideração. Só é pena é &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1206285"&gt;Camino&lt;/a&gt; ter chegado a Portugal com un três anos de atraso. Já o McBacon está quase estragado e fora do prazo de validade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.elpais.com/recorte/20080925elpepucul_5/XLCO/Ies/fotograma_pelicula_Camino.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4819731025760112544?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4819731025760112544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4819731025760112544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/camino-titulo-camino-realizador-javier.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3226/2943037490_632796a105_t.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-182165767043573961</id><published>2011-11-23T09:01:00.002Z</published><updated>2011-11-23T20:00:42.786Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;HEREAFTER - OUTRA VIDA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1212419/"&gt;Hereafter&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Clint Eastwood&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.urbancinefile.com.au/res/images/h/hereafter1_promo_large.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de um ancião como Clint Eastwood realizar um filme sobre a vida após a morte era uma ideia apelativa, mesmo que o sobrenatural não fosse uma temática à qual associássemos o nome do últimos dos clássicos de Hollywood. No entanto, bastava pensarmos um pouco no assunto para ver que estava condenado a correr mal. Afinal de contas, quem mais poderia estar menos disposto em falar e pensar em morte do que um tipo com mais de 80 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guião de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1212419/"&gt;Hereafter - Outra Vida&lt;/a&gt; lembra &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0449467/"&gt;Babel&lt;/a&gt;, pela sua estrutura e pelo seu lado cosmopolita algo forçado (já para não mencionar o miserabilismo gratuito de Iñarritu). São três histórias em formato mosaico, cada uma numa ponta do globo que, aparentemente sem nada que as ligue, desembocam num final comum muito forçadote. Contudo, todas elas têm um tema que as assiste: a morte. Ora vejamos: Cécile De France é uma jornalista francesa que sobrevive a um tsunami numa ilha do Pacífico e que começa a ter visões do outro mundo; Frankie McLaren é um miúdo londrino, que vê o irmão gémeo morrer atropelado, e que fica obcecado em conseguir contacta-lo no outro mundo; e Matt Damon é um médium que consegue, de facto, contactar com o outro mundo, mas que sente mais aquilo como uma maldição do que como um dom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que fantasmas ou morte, http://www.imdb.com/title/tt1212419/ é uma história sobre a vida, sobre a esperança e sobre o ultrapassar os problemas e as tragédias. E isso é bonito e nobre da parte de Clint Estwood. Contudo, algo parece ter corrido mal. Por um lado, é o argumento de http://www.imdb.com/title/tt1212419/, com algumas partes coladas com cuspo e o formato mosaico demasiado forçado a se cruzar no final para conseguir escapar ao rótulo de irrealista. E depois é o próprio Eastwood, em piloto-automático (ainda em modo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1212419/"&gt;Invictus&lt;/a&gt;, arrisco dizer), aparentemente desmotivado pelo seu próprio filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez http://www.imdb.com/title/tt1212419/ seja um daqueles títulos que envelhece bem e se torna em obra de culto, mas para comprovar isso necessito de mais meia-dúzia de anos, uma segunda visualização e a distância temporal correcta para conseguir discernir isso. Até lá, fico-me pelo Double Cheeseburger e uma nota de rodapé de desagrado pela curta participação de Bryce Dallas Howard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_PLrqWZaOFGM/TS9NYBxS8_I/AAAAAAAABMQ/1m8HP3u7xDk/s1600/hereafter.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-182165767043573961?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/182165767043573961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/182165767043573961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/hereafter-outra-vida-titulo-hereafter.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PLrqWZaOFGM/TS9NYBxS8_I/AAAAAAAABMQ/1m8HP3u7xDk/s72-c/hereafter.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-7292021908688691174</id><published>2011-11-22T16:00:00.001Z</published><updated>2011-11-23T09:01:22.148Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;THE WOMAN:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1714208/"&gt;The Woman&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Lucky McKee&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-lA4hGb9Q2sw/Tm2VqTPcTnI/AAAAAAAAGI8/DLGTC88TekA/s200/The-Woman-Lucky-McKee-Movie-Poster-2.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princío de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1714208/"&gt;The Woman&lt;/a&gt; faz temer o pior. Num interlúdio pouco claro, é-nos dado a conhecer uma mulher selvagem (Pollyanna McIntosh sem uma única fala (pelo menos numa língua de gente) durante todo o filme, fazendo lembrar, por exemplo, Natasha Henstridge em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0114508/"&gt;Espécie Mortal&lt;/a&gt;), aparentemente criada por lobos, que vive algures no meio do mato a matar animais com as próprias mãos. Contudo, há um nome no filme que nos dá alento para continuarmos a ver até ao fim: Jack Ketchum, o escrito "mais assustador da América", que faz a palavra crueldade adquirir novo significado. Ketchum é uma espécie de mistura entre Stephen King e Cormac McCarthy. Mas em mais mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher selvagem de que se fala vai então ser capturada por um advogado de sucesso, Chris Cleek (Sean Bridgers), que a prenda na cave da sua vivenda nuns subúrbios quaisquer na América. Contudo, se pensa que estamos perante uma releitura de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110638/"&gt;Nell&lt;/a&gt;, desengane-se. Sim, Chris e a sua família vão reeduca-la segundo os conceitos de civilização humana, mas à sua maneira. É que tudo naquela família é uma máscara, que esconde uma das mais disfuncionais famílias do cinema: o pai é um misógino wife-beater violento e hipócrita; o filho é um bully que segue as pisadas do pai; a mulher é uma passiva sem opinião em nada; e a filha é uma anti-social que reprime todas as suas emoções refugiando-se na sua própria zona pessoal. Há ainda outra filha, mas essa é demasiado nova para ter perdido já a sua inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma família assim, é normal que a mulher acabe por ser violada, espancada e alvo de outras brutalidades. Lembramo-nos imediatamente de outra obra de Ketchum, adaptada também ao cinema: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0830558/"&gt;The Girl Next Door&lt;/a&gt;, baseada na história verídica de uma tia e filhos e prenderam e torturaram uma sobrinha na cave de casa. Contudo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1714208/"&gt;The Woman&lt;/a&gt; nunca cai na tentação fácil de descambar num torture-porn. Lucky McKee mostra aqui porque nunca foi anexado ao splat pack: um realismo seco e cruél, que torna tudo muito mais realista e, por isso, mais assustador e (sobretudo) perturbador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o trunfo de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1714208/"&gt;The Woman&lt;/a&gt; não tem nada a ver com a mulher selvagem, já que esta é apenas um pretexto para montar todo o filme. Aliás, não é por acaso que é sempre mencionada simplesmente como &lt;i&gt;a mulher&lt;/i&gt;, assim mesmo, como um artigo definido. Essa &lt;i&gt;mulher&lt;/i&gt; é uma metáfora feminista e anti-misógina, servindo-se da violência para fazer um manifesto anti-violência (paradoxal, eu sei). Mas já sabemos que Ketchum não é um tipo normal, que tenha as ideias propriamente arranjadas, e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1714208/"&gt;The Woman&lt;/a&gt; tem um final completamente selvagem e nas antípodas do politicamente correcto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de algum exagero no fim, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1714208/"&gt;The Woman&lt;/a&gt; é um dos mais perturbadores filmes que vai encotnrar em 2011. E para apimentar as expectativas, posso dizer-lhe que traz consigo a polémica de muitos espectadores que abandonaram as salas de cinema enojados e/ou chocados com tamanha demência. Pode ser marketing comercial, mas perante filmes tão inóquos quanto &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1179904/"&gt;Actividade Paranormal&lt;/a&gt;, que fazem o mesmo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1714208/"&gt;The Woman&lt;/a&gt; vale um super-McRoyal Deluxe vezes dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-DagPT4sRMt8/TlqaBD6375I/AAAAAAAAB_s/i3DMntIhZJA/s1600/the_woman_002.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-7292021908688691174?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7292021908688691174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7292021908688691174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/woman-titulo-woman-realizador-lucky.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lA4hGb9Q2sw/Tm2VqTPcTnI/AAAAAAAAGI8/DLGTC88TekA/s72-c/The-Woman-Lucky-McKee-Movie-Poster-2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4031080647174648287</id><published>2011-11-21T10:22:00.003Z</published><updated>2011-11-21T10:22:00.380Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;THE DEVIL'S DOUBLE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270262/"&gt;The Devil's Double&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Lee Tamahori&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://starseeker.com/wp-content/uploads/2011/04/devils-double6.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O iraquiano Latif Yahia, quando era pequenino, andava na mesma turma do filho mais velho de Saddam Hussein, Uday. Eram tão parecidos, que as professoras confundiam-nos muitas vezes. Por isso, quando muitos anos depois Uday Saddam Hussein decidiu arranjar um duplo para se proteger de possíveis atentados (consta que é uma prática normal junto dos grandes líderes mundiais), decidiu fazer de Latif um voluntário à força ao cargo. Fez-lhe umas operações plásticas para dar uns retoques finais e, durante vários, Latif fez as vezes de Uday, tendo sobrevivido a vários atentados, até ter conseguido fugir para a Áustria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história parece um filme. E é. Mas antes de o ser, foi mesmo verdadeira, comprovando aquele dizer &lt;i&gt;a realidade é mais estranha que a ficção&lt;/i&gt;. Pelo menos aparentemente, já que vários jornalistas teorizam que tudo não passa de uma farsa do próprio Latif, já que desde 1992 que o homem lucra rios de dinheiro com a história, lançando livros, fazendo filmes, mantendo um blogue e até tirando cursos. E aos livros, a história de Latif Yahia vai dar um documentário, depois de ter dado este modesto &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270262/"&gt;The Devil's Double&lt;/a&gt;, filmado em Malta o ano passado e sem distribuição comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser uma produção da benelux, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270262/"&gt;The Devil's Double&lt;/a&gt; sofre daquele mai dos filmes americanos em que toda a gente fala inglês. Além disse, vai buscar um actor branco para fazer de monhé: Dominic Cooper, aqui a fazer de Sofia Alves, já que interpreta os dois papeis dos "gémeos" falsos, o próprio Latif e Uday. Há ainda a bela Ludivine Sagnier, que fica sempre bem em qualquer produção, a fazer a parte do interesse romântico que seria indispensável num filme como este, já que tenta desesperadamente ter todos os condimentos de uma produção comercial: tiros, romance, explosão e, claro, uma cena de sexo mais gráfica do que era necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser demasiado estilizado, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270262/"&gt;The Devil's Double&lt;/a&gt; tinha tudo para ser um grande filme, já que parte de uma premissa brutal (ainda para mais sendo verídica): uma variação do doppelgänger, mas em que o duplicado é uma criação do próprio duplo. E sendo duplo e duplicado pessoas de carne e osso, sentimentos humanos vão anexar-se ao existencialismo da questão. Roman Polanski chamar-lhe-ia um figo nos seus tempos áureos, em que andava mergulhado na temática com a sua trilogia dos apartamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o filho de Saddam Hussein é uma personagem altamente cinematográfica. Um psicótipo mentalmente desiquilibrado, violento, coquinado e violador em série, que tem feito com que o filme seja amiúde chamado de &lt;i&gt;Scarface do deserto&lt;/i&gt;. Dominic Cooper constrói-o como uma fusão entre Chris Rock e o lado desiquilibrado de Nicolas Cage (alguém mencionou o seu Castor Troy, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119094/"&gt;A Outra Face&lt;/a&gt;?), talvez porque não consegue fazer melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, perante tantas potencialidades, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270262/"&gt;The Devil's Double&lt;/a&gt; não consegue fugir do formato televisivo, anónimo e facilmente esquecivel, que pega sempre nos assuntos pela rama, saltando de cena em cena sem grande convicção. Sem um argumento a sério, os actores são apenas fantoches interpretando as suas personagens, numa história que, por escrito, tem sempre mais força e interesse do que por imagens. O que não é deveras normal. Por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270262/"&gt;The Devil's Double&lt;/a&gt; não é mais do que um Cheeseburger acanhado, com a alface já carcomida por demasiado tempo passado no congelador e sem ketchup, já que os molhos esgotaram entretanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://i.huffpost.com/gen/320629/thumbs/r-DEVILS-DOUBLE-large570.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4031080647174648287?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4031080647174648287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4031080647174648287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/devils-double-titulo-devils-double.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3764407751540408707</id><published>2011-11-18T10:19:00.003Z</published><updated>2011-11-18T12:05:24.948Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;I WANNA HOLD YOUR HAND:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077714/"&gt;I Wanna Hold Your Hand&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Robert Zemeckis&lt;br /&gt;Ano: 1978&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_jX9QklC3G4E/TTR6bmLkkXI/AAAAAAAADZU/P8hQ-CTk8IU/s1600/i-wanna-hold-your-hand-movie-poster-1020248631.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda a filmografia dos (e sobre os) Beatles, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077714/"&gt;I Wanna Hold Your Hand&lt;/a&gt; será o melhor filme dos Betales sem os Beatles. E, quiçá, um dos mais fáceis de serem acarinhados por quem não quer saber absolutamente nada dos fab four e das suas cantorias e apenas quer ver um bom filme. Apesar de ser de 1978, pode-se dizer que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077714/"&gt;I Wanna Hold Your Hand&lt;/a&gt; , estreia nas longas-metragens de Robert Zemeckis, marcou o início do que viria a ser os anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077714/"&gt;I Wanna Hold Your Hand&lt;/a&gt; é a epopeia de um grupo de adolescentes (maioritariamente raparigas, claro), que vão procurar por todos os meios conhecer os Beatles, na sua primeira visita a terras do Tio Sam, em 1964. Quase todas elas são fãs doentias e obsecadas - e uma delas, a jovem Nancy Allen, está ainda dividida entre ir ver a actuação deles no Ed Sullivan Show ou preparar-se para o seu casamento precoce no dia seguinte -, mas também existem os detractores (a defensora da música de intervenção, Susan Kendall Newman, e o greaser Marc McClure, fazendo a ponte para a febre que se vivia com o revival dos anos 50 nos Estados Unidos (olá Brilhantina)), o que dá maior dimensão dramática ao filme do que a simples apologia da beatlemania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Zemeckis inicia aqui o seu império nos feelgood movies que marcaram a década de 80, num teen movie de aventuras de jovens em missão. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077714/"&gt;I Wanna Hold Your Hand&lt;/a&gt; é a introdução aos filmes de adolescentes que viriam a marcar cinematograficamente a década de 80, de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0089218/"&gt;Os Goonies&lt;/a&gt; aos filmes de Steven Spielberg, mas de forma mais pueril e descontraída. Afinal de contas, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077714/"&gt;I Wanna Hold Your Hand&lt;/a&gt; acaba por se assemelhar em muito aos filmes dos próprios Beatles (olá &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058182/"&gt;As Quatro Cabeleiras Do Após-Calypso&lt;/a&gt;), com muitos jovens a correrem de um lado para o outro, sem grande profundidade existencial: apenas jovens a serem jovens no auge da sua juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, Zemeckis não deixa de tirar uma divertida fotografia à beatlemania, com um humor inteligente e gags divertidos, tendo ainda o bom-gosto de filmar os Beatles sem nunca ter que recorrer a actores parecidos. Basta um uso inteligente de duplos de corpo, imagens de arquivo e uma reconstituição perfeita do Ed Sullivan Show. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077714/"&gt;I Wanna Hold Your Hand&lt;/a&gt; é um McBacon redondinho, que vem ainda com uma jukebox perfeita de canções dos Beatles, que até incluem a &lt;i&gt;I wanna be your lover&lt;/i&gt;, feita para os Rolling Stones. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.dvdtimes.co.uk/protectedimage.php?image=DanielStephens/holdyourhand03.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3764407751540408707?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3764407751540408707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3764407751540408707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/i-wanna-hold-your-hand-titulo-i-wanna.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jX9QklC3G4E/TTR6bmLkkXI/AAAAAAAADZU/P8hQ-CTk8IU/s72-c/i-wanna-hold-your-hand-movie-poster-1020248631.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2345015344762481404</id><published>2011-11-16T09:12:00.000Z</published><updated>2011-11-16T09:12:00.043Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;OS CHAPÉUS DE CHUVA DE CHERBURGO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058450/"&gt;Les Parapluies De Cherbourg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador:Jacques Demy&lt;br /&gt;Ano: 1964&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i236.photobucket.com/albums/ff5/simbiotica/18747690.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil reconhecer &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058450/"&gt;Os Chapéus De Chuva De Cherburgo&lt;/a&gt; como um dos melhores musicais da história do cinema, mas é um erro limita-lo a esse epítemo. Se bem que ser um dos melhores do que quer que seja é sempre um belo epíteno. Mas o alcance de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058450/"&gt;Os Chapéus De Chuva De Cherburgo&lt;/a&gt; é tão vasto que é quase criminoso ficar-mos pelas cantilenas. E nem estou a sequer a referir-me ao facto de ser aqui que Catherine Deneuve começou a deixar de ser a actriz para passar a ser o ícone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que é incontornável fugir à parte musical do filme, já que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058450/"&gt;Os Chapéus De Chuva De Cherburgo&lt;/a&gt; é integralmente musicado. Ou seja, todos os diálogos são cantados, maioritariamente em regime de spoken word, como se a vida fosse uma enorme canção. A opção formal é arriscada, especialmente porque o registo melódico raramente (e infelizmente) alterna entre o jazz upbeat e a orquestração cheia de violinos, que lembra sempre o início de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MgkDkUPHQLA"&gt;Na Cabana Junto à Praia&lt;/a&gt;. Por isso, se o seu ser é daqueles que rejeita liminarmente tudo é que é filmes em que os actores desatam a cantar sem razão aparente, fuja de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058450/"&gt;Os Chapéus De Chuva De Cherburgo&lt;/a&gt; a sete pés, já que até para quem gosta de musicais o filme pode se tornar irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se formalmente, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058450/"&gt;Os Chapéus De Chuva De Cherburgo&lt;/a&gt; é arriscado, estilisticamente é um sonho em technicolor, cheio de cores vibrantes, marinheiros e guarda-chuvas coloridos que, numa estudada mise-en-scene, fazem do filme um kitsch delicioso. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058450/"&gt;Os Chapéus De Chuva De Cherburgo&lt;/a&gt; é a resposta da nouvelle vague ao colorido mágico de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0032138/"&gt;O Feiticeiro De Oz&lt;/a&gt;. Mas com música. E neste ambiente de cores vivas (que o pastiche &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0283832/"&gt;8 Mulheres&lt;/a&gt; respira por todos os lados), destaca-se a novinha e bela Catherine Deneuve, no seu primeiro grane papel de relevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deneuve é então uma jovem adolescente que se apaixona perdidamente por Giu (Nino Castelnuovo), um jovem mecânico que a quer desposar. A mãe (Anne Vernon), dona de uma loja de chapéus de chuva, desaprova veementemente casamento, já que a sua filha só tem 17 ano. Mas quando as contas para pagar começam a se acumular, a ideia talvez ja não seja tão má. Se bem que o empresário de jóias com pinta de chulo (Marc Michel) parece ser melhor opcção. Catherine Deneuve vai ter então que tomar uma decisão quanto ao seu futuro quando a) descobre que está grávida e b) Guy é mobilizado para a guerra na Argélia. Deverá esperar pelo amor da sua vida e enfrentar as agruras da vida, como mãe solteira pelintra? Ou deve optar pela segurança de um casamento com um tipo estável e rico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058450/"&gt;Os Chapéus De Chuva De Cherburgo&lt;/a&gt; começa por parecer mais um romance trágico, na onda de &lt;i&gt;Romeu e Julieta&lt;/i&gt;, cujas cores e o contexto suburbano remetem para os melodramas de Douglas Sirk (mas um bocadinho mais telenovelesco). Mas à medida que avança, Jacques Demy revela-se muito mais ambicioso, optando pelas situações menos previsíveis, debruçando-se sobre uma reflexão pela natureza humana (sobretudo a feminina), especialmente perante o moral que &lt;i&gt;a vida continua&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tematicamente, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058450/"&gt;Os Chapéus De Chuva De Cherburgo&lt;/a&gt; aproxima-se muito mais da Hollywood clássica, com quem rivaliza, do que com muitos dos seus pares da nouvelle vague. Se bem que continuará para sempre pioneiro de muita coisa. Especialmente de tudo o que é filme francês musical, como já provou na pele Cristophe Honoré, regularmente comparado a Demy após o seu musical &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0996605/"&gt;As Canções De Amor&lt;/a&gt;. Mas o McRoyal Deluxe de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058450/"&gt;Os Chapéus De Chuva De Cherburgo&lt;/a&gt; continua a ser à prova de comparações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://farm3.static.flickr.com/2795/4293157883_d14de94ecf.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2345015344762481404?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2345015344762481404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2345015344762481404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/os-chapeus-de-chuva-de-cherburgo-titulo.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm3.static.flickr.com/2795/4293157883_d14de94ecf_t.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8614645721958238950</id><published>2011-11-15T10:51:00.002Z</published><updated>2011-11-15T10:53:42.875Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TCN BLOG AWARDS 2011:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que... o &lt;strong&gt;Royale With Cheese&lt;/strong&gt; foi nomeado para o TCN Blog Award (o equivalente aos Oscares da blogosfera cinéfila nacional) deste ano para a categoria de blogue individual?&lt;br /&gt;Afinal, os três leitores deste imodesto tasco cinematográfico não são imaginários. Já me sinto mais descansado e tudo.&lt;br /&gt;Mas esta nomeação, além de uma garnde honra, é antes de mais um grande incentivo para a remodelação que aí vem em breve.&lt;br /&gt;Stay tuned.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://apbc.com.sapo.pt/tcn2011/bannerindividual.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8614645721958238950?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8614645721958238950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8614645721958238950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/tcn-blog-awards-2011-e-nao-e-que.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-1172625138687203602</id><published>2011-11-14T09:05:00.004Z</published><updated>2011-11-14T21:16:21.080Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ALTA GOLPADA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt0471042"&gt;Tower Heist&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Brett Ratner&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://omelete.uol.com.br/images/galerias/Tower-Heist/Tower-Heist-poster-05Ago2011.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estes dias, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0471042/"&gt;Alta Golpada&lt;/a&gt; será mais falado pelas &lt;a href="http://www.publico.pt/Cultura/billy-crystal-substitui-eddie-murphy-na-apresentacao-dos-oscares-1520459"&gt;recentes declarações do realizador Brett Ratner&lt;/a&gt; (que envolveu, de forma não ofensiva, a palavra "maricas" e levou à sua demissão - e à de Eddie Murphy, consequentemente - da produção e apresentação, respectivamente, dos Oscares deste ano) do que pelo filme em si. Por um lado, ainda bem para Eddie Murphy, já que assim pode ser que passe despercebida mais uma das suas centésimas tentativas de relançar a carreira a sério (e que, invariavelmente, correm mal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0471042/"&gt;Alta Golpada&lt;/a&gt; é o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0240772/"&gt;Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas&lt;/a&gt; versão afro-americana. Ou seja, um heist movie com da classe média alta, com um grupo de actores famosos, mas mais de segunda linha: Eddie Murphy e Ben Stiller são os mais cotados, mas depois há Matthew Broderick (que continua a teimar em não envelhecer), Casey Affleck (que se está a fazer um belo actor, apesar do seu ar de mosca mal morta), Téa Leoni (desde quando é que ela é tão sensual?) ou a miúda gorda do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0929632/"&gt;Precious&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É este grupo de tipos pouco ortodoxos, com pouca (ou nenhuma) experiência em bandidagem, que, por alguns imprevistos e azares do destino, se vão unir para assaltar a penthouse da The Tower, um arranha-céus no centro de Nova Iorque para a alta classe, claramente inspirado na Trump Tower. Essa torre, onde moram os tipos todos com pasta da cidade, é uma espécie de caixa forte com um exército de criadagem com um serviço personalizado, que fazem daquele condomínio o sítio mais seguro para se viver, mas também o mais agradável (pelo menos é o que dizem as brochuras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0471042/"&gt;Alta Golpada&lt;/a&gt; tenta emular o tom descontraído e cool de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0240772/"&gt;Ocean's Eleven - Façam As Vossas Apostas&lt;/a&gt;, num buddy movie que tenta aproveitar o talento nato dos seus actores para a comédia, especialmente Stiller e Murphy. Brett Ratner, apesar de ser um tarefeiro hábil que não compromete, filma as coisas com aquele nervoso miudinho dos thrillers urbanos, preparando as coisas para o assalto final. Infelizmente, o humor do filme não funciona: os diálogos são forçados (a famosa cena do trailer, em que Murphy e Stiller falam de ataques de asma tenta à força ter graça e, novidade, não tem) e as personagens não são assim tão cativantes quanto queriam ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a coisa aguenta-se bem, até porque estamos todos à espera do assalto. E quando ele acontece, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0471042/"&gt;Alta Golpada&lt;/a&gt; afunda-se mais rápido que o Bolama. Mais do que ter buracos no argumento, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0471042/"&gt;Alta Golpada&lt;/a&gt; é ele próprio um enorme plot hole. Principalmente porque nos vendem durante o filme todo que a Torre é um edifício impenetrável e que só o conhecimento dos seus empregados depois de anos de dedicação à casa poderá compensar a falta de experiência em assaltos; e afinal, Eddie Murphy chega lá e, mesmo sem um plano, entra lá por dentro na boa. E com os acontecimentos inexplicáveis a sucederem-se a um ritmo impressionante, deixando-nos a pensar que nos deve estar algo a escapar porque não pode ser assim tão mau, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0471042/"&gt;Alta Golpada&lt;/a&gt; tem um daqueles finais espartalhões, sem ponta por onde se pegue e que não explica coisa nenhuma do que acabámos de ver. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0471042/"&gt;Alta Golpada&lt;/a&gt; é uma desilusão de um Cheeseburger, condenado automaticamente às tardes televisivas de fim-de-semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.atthecinema.net/wp-content/uploads/2011/07/Tower-Heist.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-1172625138687203602?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1172625138687203602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1172625138687203602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/alta-golpada-titulo-tower-heist.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3202870441196966350</id><published>2011-11-09T16:51:00.000Z</published><updated>2011-11-09T16:51:00.196Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CONAN, O BÁRBARO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0816462/"&gt;Conan The Barbarian&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Marcus Nispel&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.baixargratis.tv/images/capinha/conan-the-barbarian-2011-cam-1cd-xvid-unknown.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0082198/"&gt;Conan E Os Bárbaros&lt;/a&gt; há de ser sempre um marco no cinema de acção. Não tanto por ser um bom filme, mas por ter sido o filme que transformou Arnold Schawarzenneger no super-action-hero. É certo que era um filme feito à medida de Arnie - não tinha que falar muito e podia passear o seu corpo mister Universo -, mas fez história. Ainda se fez uma sequela - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0087078/"&gt;Conan, O Destruidor&lt;/a&gt; com o fenómeno do pós-modernismo dos 80s, Grace Jones -, mas o terceiro tomo ficou para sempre adiado. Depois, Arnie tornou-se no Conan, o Governador e agora no Conan, o Fazedor de Filhos em Série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como Hollywood continua a ignorar a expressão life goes on, o franchise foi desenterrado e refeito, em mais um dos mil e um remakes que agora estreiam mensalmente por aqueles lados. Chamou-se um tarefeiro bastante competente em slashers para o realizar, Marcus Nispel (e que até tem um filme muito semelhante no currículo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0446013/"&gt;Pathfinder - O Guerreiro Do Novo Mundo&lt;/a&gt;), mas aqui ninguém quer saber do realizador para nada. Interessa é o protagonista. E o novo Conan, depois de muitos rumores, acabou por ser Jason Mamoa (os mais atentos são capazes de se lembrar dele do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0096542/"&gt;Marés Vivas&lt;/a&gt;), um saco de músculos com o mesmo (falta de) jeito para representar Arnie, mas com um cabelo de modelo de penteados e o mesmo bronze e mau feitio que o Bruno Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0816462"&gt;Conan, O Bárbaro&lt;/a&gt; não é tanto o protagonista (e aqui é incontornável as comparações com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0082198/"&gt;Conan E Os Bárbaros&lt;/a&gt;), mas antes Marcus Nispel. Enquanto que o original era um épico de vingança de o último dos bárbaros pelo tipo que lhe matou o pai, aqui é apenas um anónimo blockbuster de acção, em que a vingança de Conan é apenas mais um cliché numa trama construída por episódios, qual jogo de computador. Mais uma vez, Hollywood a nivelar por baixo o nível de inteligência dos seus espectadores. Obrigado, Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0816462"&gt;Conan, O Bárbaro&lt;/a&gt; acaba por ter alguns toques interessantes. Primeiro, Nispel faz uma reconstrução de épica curiosa, que mistura piratas, impérios persas das mil e uma noites, mitologia bárbara, romanos e sword &amp;amp; sorcery. E depois, inesperadamente, o filme não se rebaixa ao politicamente correcto para toda a família, com um gore jeitoso e mais ou menos gráfico, que o retiram imediatamente das programações de domingo à tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do fraco argumento (ou da falta dele), &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0816462"&gt;Conan, O Bárbaro&lt;/a&gt; até se aguenta à tona de água sem naufragar. Sorte de principiante ou não, fica para se tirar as dúvidas na sequela. Para já, um Double Cheeseburger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://wgtccdn.wegotthiscovered.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/jason-momoa-in-conan-the-barbarian-2011-movie-image-3-e1308368601246-260x152.jpg" width="350" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;/center&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3202870441196966350?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3202870441196966350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3202870441196966350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/conan-o-barbaro-titulo-conan-barbarian.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8289122221872038889</id><published>2011-11-08T13:54:00.000Z</published><updated>2011-11-08T13:54:01.090Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;DELHI BELLY:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1934231/"&gt;Delhi Belly&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Abhinay Deo&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-_A0zredhXVo/Tq4VpIfKkbI/AAAAAAAAB2s/uWroFMgvKPE/s1600/Delh.CAPA.FILMESNOVOS.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu vos falasse de um filme indiano em que os actores não desatam a dançar a cada cinco minutos e que não tivesse cenas irreais daquelas que a gente gosta de gozar no youtube? Seguramente que me perguntariam onde comprar os psicotrópicos que tinha andado a tomar. Mas garanto-vos que é verdade e que esse filme existe mesmo. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1934231/"&gt;Delhi Belly&lt;/a&gt; é a prova de que existe cinema na Índia para lá de Bollywood e dos empoeirados trabalhos de Satyajit Ray.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1934231/"&gt;Delhi Belly&lt;/a&gt; é o realizador Abhinay Deo a mostrar que os indianos também conseguem fazer cinema &lt;i&gt;moderno&lt;/i&gt;, ocidentalizando-se junto dos realizadores cool do momento: Quentin Tarantino e Guy Ritchie. SHSHS é um filme de gangsters que se aproxima dos delírios das saudosas pulp fictions, com as suas personagens invulgares e situações exóticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tashi (Imran Khan), Arup (Vir Das) e Nitin (Kunaal Roy Kapur) são três roomates preguiçosos que se envovlem, involuntariamente, num negócio de diamantes com uns gangsters locais, sem saberem muito bem como. Com um estilo estilizado que tem Tarantino escrito em todo o lado (vide &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110912/"&gt;Pulp Fiction&lt;/a&gt;), &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1934231/"&gt;Delhi Belly&lt;/a&gt; constrói uma trama a partir de humor, violência delirante e até piadas escatológicas, que lembra mais &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1010048/"&gt;Um Mal Nunca Vem Só&lt;/a&gt; do que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0208092/"&gt;Snatch - Porcos E Diamantes&lt;/a&gt; (principalmente pelas cenas de tiroteios, em que os maus tombam todos mortos e os bons levantam-se ilesos por entre o cenário destroçado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Abhinay Deo não se limita a emular os seus amigos ocidentais e sabe dar-lhe o toque local, conseguindo captar a atmosfera envolvente, seja através das piadas com burkas, seja por entre o tráfego caótico das ruas da Índia. Não há aqui as cores vibrantes e exóticas da Índia de Danny Boyle (vide &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1010048/"&gt;Quem Quer Ser Bilionário&lt;/a&gt;), mas sente-se Bombaim em cada corte, plano ou bobine do filme. Além disso, Deo também consegue resisir à tentação de enveredar por um argumento demasiado complicado, para apostar tudo num twist final (vide &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0425210/"&gt;Há Dias De Azar&lt;/a&gt;), mantendo-se fiél à máxima de less is more, com uma trama que sabe terminar no sítio certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter propriamente descoberto a pólvora, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1934231/"&gt;Delhi Belly&lt;/a&gt; joga com aos trunfos que tinha à mão e vence os adversários confortavelmente e sem suar muito, arrecadando para o seu mealheiro um jeitoso McBacon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-F7Qw0GftvYg/Tg2KUiS8vpI/AAAAAAAABQo/ApdSfbQvbB8/s1600/Delhi-Belly.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8289122221872038889?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8289122221872038889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8289122221872038889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/delhi-belly-titulo-delhi-belly.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_A0zredhXVo/Tq4VpIfKkbI/AAAAAAAAB2s/uWroFMgvKPE/s72-c/Delh.CAPA.FILMESNOVOS.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5931690754738020036</id><published>2011-11-07T10:14:00.000Z</published><updated>2011-11-07T10:14:00.349Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;VENCIDOS PELA LEI aka DAUNBAILÓ:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090967/"&gt;Down By Law&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Jim Jarmusch&lt;br /&gt;Ano: 1986&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cf1.imgobject.com/posters/450/4bc9111b017a3c57fe006450/down-by-law-cover.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jim Jarmusch é um realizador que me irrita. Porque faz filmes terrivelmente simples, aparentemente sobre nada, mas que nos prendem do princípio ao fim de tal forma que não conseguimos dizer sequer porquê. É uma irritação. Vejamos &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090967/"&gt;Daunbailó&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom Waits, John Lurie e Roberto Benigni, dois tipos cool e um trapalhão emigrante italiano, conhecem-se na mesma cela da prisão de Nova Orleães. Mais do que vencidos pela lei, como indica o título, os três são vencidos é pela vida. E logo pela vida que escolheram, a da bebida, droga, mulheres, jogo e outras perdições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três vão estabelecer um laço que faz de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090967/"&gt;Daunbailó&lt;/a&gt; uma excelente dissertação pela amizade e camaradagem masculina, aquela que tem tudo a ver com o orgulho acima de tudo. Mais do que um filme de prisão - ou de evasão -, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090967/"&gt;Daunbailó&lt;/a&gt; é um filme de actores e personagens, uma pequena farsa de três tipos, que são basicamente as únicas pessoas em todo o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um estilo bastante simples e europeu - podemos referir o alheamento de Antonioni, por exemplo, ou indicar a opção estética pelo preto e branco do Wim Wenders inicial (e já nem vou entrar nas referências ao cinema russo/soviético) -, Jarmusch limita-se a enquadrar os seus actores e deixa-los viver (e dialogar) perante o espectador. Li certa vez uma citação do Pedro Costa (ou do Pedro Costa a citar Straub, não me lmebro bem), que dizia que cada plano de um filme devia ter fogo. Se não tivesse nada que ardesse, então não valia a pena usa-lo. Em Jarmusch - em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090967/"&gt;Daunbailó&lt;/a&gt; em particular -, cada plano tem incêndios inteiros apenas num enquadramento, com uma fotografia realista que remete para Edward Hopper, para a solidão urbana e a estagnação do homem a toda a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090967/"&gt;Daunbailó&lt;/a&gt; são três as personagens que marcam a diferença. Benigni claro, saído de uma comédia italiana (referência habitual na obra de Jarmusch), com o seu estilo exuberante e mau sotaque inglês; a banda-sonora composta pelo próprio John Lurie, cheia de swing e bebop; e Nova Orleães, que mais do que cenário, é ela própria personagem, fundindo-se com os actores. Não se vê Nova Orleães, sente-se. E nesta altura pós-Katrina, quase que vemos &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090967/"&gt;Daunbailó&lt;/a&gt; como um requiem pela cidade berço do jazz. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090967/"&gt;Daunbailó&lt;/a&gt; está para Nova Orleães assim como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0097940/"&gt;O Comboio Mistério&lt;/a&gt; está para Memphis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DJDJDJD é a arte de fazer grandes filmes simples, por Jim Jarmusch - lição número 1. Nota final: Le Big Mac. Até ao próximo semestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_DbAXbboXL08/TCKcPJekw7I/AAAAAAAAAIM/zLgGJXY7UBs/s1600/down+by+law.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5931690754738020036?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5931690754738020036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5931690754738020036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/vencidos-pela-lei-aka-daunbailo-titulo.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_DbAXbboXL08/TCKcPJekw7I/AAAAAAAAAIM/zLgGJXY7UBs/s72-c/down+by+law.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4489421897927875952</id><published>2011-11-04T09:43:00.001Z</published><updated>2011-11-05T00:49:07.301Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;AS AVENTURAS DE TINTIN - O SEGREDO DO LICORNE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0983193"&gt;The Adventures Of Tintin&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Steven Spielberg&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cinema.pt/wp-content/uploads/2011/08/filme-the-adventures-of-tintin-the-secret-of-the-unicorn.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da violação colectiva que foi &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0472181/"&gt;Os Smurfs&lt;/a&gt; (não bastava o filme ser uma merda, ainda tiveram que manter o nome original contra aquele pelo qual sempre conhecemos aquelas criaturas azuis, &lt;i&gt;estrunfes&lt;/i&gt;), todos nós nos preparámos novamente para o pior com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0983193"&gt;As Aventuras De Tintin - O Segredo Do Licorne&lt;/a&gt;. Afinal de contas, tudo o que é adaptação para cinema de banda-desenhada europeia tem sabido, uns mais que outros, a violação (olá &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0276830/"&gt;As Aventuras De Blueberry&lt;/a&gt;, olá &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0373690/"&gt;Arsene Lupin - O Ladrão Sedutor&lt;/a&gt;, olá &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0314121/"&gt;Mortadela E Salamão - A Grande Aventura&lt;/a&gt;). Contudo, o facto de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0983193"&gt;As Aventuras De Tintin - O Segredo Do Licorne&lt;/a&gt; ser assinado por Steven Spielberg deixou-nos mais descansados e já nos fez ir para o cinema sem medo por não termos levado a vaselina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou grande fã da tecnologia da captura de movimentos. Basta olhar para &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0338348/"&gt;Polar Express&lt;/a&gt;, por exemplo, que nem é peixe nem é carne. Para mim, que já nem acho piada quando os desenhos-animados aproximam as caras das personagens aos actores que lhes dão voz (olá &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0307453/"&gt;O Gang Dos Tubarões&lt;/a&gt;), ou é desenho-animado ou é imagem real. Contudo, até aceito que no caso de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0983193"&gt;As Aventuras De Tintin - O Segredo Do Licorne&lt;/a&gt; a coisa faça sentido. Porque está provado que actores com próteses não funciona (alguém sugeriu &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0133385/"&gt;Astérix &amp; Obélix Contra César&lt;/a&gt;) e porque o estilo ligne claire, de Hergé, até é semelhante à tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de adaptar dois livros e meio, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0983193"&gt;As Aventuras De Tintin - O Segredo Do Licorne&lt;/a&gt; tem o condão de se manter fiél ao original. Não é só na parte visual; felizmente, Spielberg não cai na tentação de dar uma origem qualquer a Tintin, o jornalista heróico a quem Hergé nunca deu uma vida para lá das suas aventuras. A única coisa que sabemos da sua vida é que tem uma cadela, Milu, e é repórter. Mas nem sequer sabemos para que jornal trabalha. Além disso, evita qualquer associação ideológica, preferindo antes a avetura lúdica pelos recantos do Mundo (quanto mais exóticos melhor), transformando-nos em aventureiros de sofá. Daí as suas comparações ao universo de Indiana Jones e, consequentemente, às matinés dos filmes de aventura de Errol Flynn. E convém dizer que há mais espírito e imaginação neste &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0983193"&gt;As Aventuras De Tintin - O Segredo Do Licorne&lt;/a&gt; do que no quarto volume do arqueólogo de Steven Spielberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0983193"&gt;As Aventuras De Tintin - O Segredo Do Licorne&lt;/a&gt; é assim uma "aventura de sofá" de Tintin, que não só nos introduz o jovem repórter como os seus principais compinchas (o irascível capitão Haddock, em mais uma composição genial de Andy Serkis (actor que todos conhecem, mas que poucos conseguem identificar a sua cara), ou os agentes Dupond e Dupont, aqui meros secundários comic-relief), como nos leva por aventuras cada vez maiores e mais irreais pelos cenários mais exóticos (piratas, sultanatos, desertos...), mas que aceitamos mais facilmente por estar a ver uns desenhos-animados do que quando acontecia, por exemplo, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0367882/"&gt;Indiana Jones E O Reino Da Caveira De Cristal&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que não equilibra na perfeição a parte história com a parte aventura, mas todo o imaginário criado por &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0983193"&gt;As Aventuras De Tintin - O Segredo Do Licorne&lt;/a&gt; é digno da obra de Steven Spielberg, o criador de ilusões que nunca tinha filmado em digital. Kudos para ele e um McRoyal Deluxe por ter tido o bom-senso de manter a habitual alusão aos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://ci.i.uol.com.br/album/the_adventures_of_tintin_2011_f_002.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4489421897927875952?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4489421897927875952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4489421897927875952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/as-aventuras-de-tintin-o-segredo-do.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2179671724689258272</id><published>2011-11-03T09:51:00.001Z</published><updated>2011-11-03T19:31:06.392Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;POR FAVOR NÃO ME MORDA O PESCOÇO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0061655/"&gt;The Fearless Vampire Killers&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Roman Polanski&lt;br /&gt;Ano: 1967&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images2.fanpop.com/images/photos/8200000/The-Fearless-Vampire-Killers-vampires-8248321-323-519.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era puto, havia dois filmes que davam regularmente na televisão e que eu sempre me recusei a ver, graças aquele sistema de avaliação infalível que era &lt;i&gt;filmes com títulos estúpidos são filmes estúpidos&lt;/i&gt;. O primeiro dava todos os Natais e o meu pai obrigava-me sempre a gravar, mas eu nunca o fazia; era &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0060196/"&gt;O Bom, O Mau E O Vilão&lt;/a&gt;. E o segundo era &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0061655"&gt;Por Favor Não Me Morda O Pescoço&lt;/a&gt;. Claro que depois, anos mais tarde, acabei mesmo por ver o clássico de Sergio Leone e caiu-me tudo ao chão. E antes de ir ver o resto da trilogia dos dólares, fui logo buscar &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0061655"&gt;Por Favor Não Me Morda O Pescoço&lt;/a&gt;, aprendendo da pior maneira que &lt;i&gt;you can't judge a book by its cover&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que na altura não fazia ideia quem era Roman Polanski, o mestre polaco que, em 1967, mostrou ao mundo que havia vida para os filmes de vampiros para lá das produções mumificadas da Hammer. Crises à parte, a classe vampiresca necessitava hoje de um filme como este, para que os filmes de vampiros não fiquem de futuro associdos a boiolice. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que pode afastar o espectador de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0061655"&gt;Por Favor Não Me Morda O Pescoço&lt;/a&gt; é o seu humor, já que pode parecer que o filme não se leva a sério. No entanto, Polanski recorre ao burlesco e ao absurdo apenas para dar um toque muito próprio a um dos melhores filmes de vampiros da história do cinema de vampiros. Um dos seus principais trunfos tem a ver logo com a atmosfera criada. Apesar de muitas outras obras do género se passarem também na Transilvânia, nenhuma transmite o mesmo grau de isolamento de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0061655"&gt;Por Favor Não Me Morda O Pescoço&lt;/a&gt;, com Polanski a captar na perfeição o ambiente dos Balcãs pré-Kusturica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí - do momento em que o professor Abronsius e o seu ajudante (Jack MacGowran e o próprio Polanski, respectivamente) - chegam à Transilvânia, para descobrirem o conde Krolock (Iain Quarrier), é o desfilar de códigos e sinais de vampiragem, desde os mais conhecidos - o alho, os crucifixos, os caninos - aos que acabaram por se fixar e formar norma. E tudo culmina no ponto alto do filme: infiltrados num baile de vampiros, filmado com graciosidade e protocolo barroco, os heróis são descobertos ao serem os únicos reflectidos no enorme espelho do salão. A cena é tão marcante que, ela própria, deu origem a uma versão musical do filme, composta pelo mesmo Polanski, na Áustria, em 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0061655"&gt;Por Favor Não Me Morda O Pescoço&lt;/a&gt; tem ainda o interesse mórbido de ser o filme em que Roman Polanski conheceu Sharon Tate, que viria a ser sua esposa e, depois, assassinada cruelmente pela Família, de Charles Manson. Tate é um raio de luz que atravessa as sombras, a neve e o claro-escuro de todo o filme, não propriamente pelas suas qualidades de representação (até porque o filme não lhe exige grande esforço), mas sobretudo pelo seu longo cabelo escarlate e fotogenia. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0061655"&gt;Por Favor Não Me Morda O Pescoço&lt;/a&gt; é um saboroso McBacon, acompanhado pelas respectivas doses de sangue para apurar o paladar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.wadelhardt.eu/B/s1/Tate1.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2179671724689258272?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2179671724689258272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2179671724689258272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/por-favor-nao-me-morda-o-pescoco-titulo.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4283021398687484269</id><published>2011-11-01T21:39:00.000Z</published><updated>2011-11-02T11:54:37.682Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CAPITÃO AMÉRICA - O PRIMEIRO VINGADOR:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0458339/"&gt;Captain America: The First Avenger&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Joe Johnston&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.best-cine.com/wp-content/uploads/2011/07/cinema-Captain-America-The-First-Avenger.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é para ser conveniente, mas o meu herói favorito quando era puto era mesmo o Capitão América. Aliás, ainda guardo bem acomodados todos os livros das principais sagas dos anos 80 e 90 - aquela em que ele fica velho, a outra em que ele é "despedido"... Só tenho pena já não conseguir gostar de as ler. Mas, se virmós bem as coisas, até faz sentido, já que cresci em plena euforia Reagan, em que só consumíamos cultura (pró)norte-americana (Rambos, Rockys e afins) e víamos os Estados Unidos como a potência invencível que só foi quebrada com o 11 de Setembro. Por isso, nos dias que correm, adaptar o Capitão América ao cinema, além de chegar atrasado, podia assumir contornos de propaganda ridícula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciente disso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0458339/"&gt;Capitão América - O Primeiro Vingador&lt;/a&gt; rejeita qualquer leitura política e ideológica, fazendo até uma sátira a essa condição de símbolo americano do Capitão América. O pessoal tem criticado o facto de os nazis, que são omnipresentes em todo o filme, não aparecerem uma única vez - quem aparece é a HIDRA, o braço armado e ocultista do Reich, liderados pelo némesis do Capitão América, o Caveira Vermelha (Hugo Weaving, que continua a fazer o seu doutoramente em papéis de mau) -, mas esse descomprometimento acentua o lado lúdico do filme, aproximando-o das matinés aventureiras. Ou então do cinema xunga que proliferou nos anos 80 (olá Comando), não sei bem. É que sempre que vejo filmes com armas com munições infinitas fico sempre baralhado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o produtor Avi Arad, o maior trunfo de adaptar o Capitão América ao grande ecrã era aproveitar o facto de ser &lt;i&gt;um homem fora do seu tempo&lt;/i&gt;. Para quem não sabe, o Capitão América nasceu nos anos 60, combateu ao lado dos Aliados e depois ficou congelado involuntariamente até aos dias de hoje, não envelhecendo. Contudo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0458339/"&gt;Capitão América - O Primeiro Vingador&lt;/a&gt; deixa isso para uma (provável) sequela, já que se mantém apenas na Segunda Guerra Mundial, numa explosão retro supreendemente musculada: quem é que esperava um Capitão América de metralhadora a matar maus? E é esse ar de war movie a melhor coisa de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0458339/"&gt;Capitão América - O Primeiro Vingador&lt;/a&gt;, se bem que o preferíssemos mais sujo e lamacento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de polido para toda a família, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0458339/"&gt;Capitão América - O Primeiro Vingador&lt;/a&gt; não é um nada descartável entretenimento aventureiro de matiné domingueira. Começa por se demorar um pouco na origem de Steve Rogers (Chris Evans, numa opção de casting no mínimo estúpida, já que é ele o Tocha Humana, do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120667/"&gt;Quarteto Fantástico&lt;/a&gt; - e se o mesmo actor fizesse todos os heróis do cinema?), um magricelas que sonha tanto em proteger o seu país que se voluntaria para uma experiência que o transforma num supersoldado, e depois avança na sua transformação de estrela de propaganda das forças armadas americanas a arma secreta no combate às tropas de Hitler. Pelo meio, muita falcatrua à banda-desenhada original, se bem que a maioria compreensiva devido a efeitos dramáticos. Escusava-se a parceria romântica forçada a martelo com Hayley Atwell e o sidekick Bucky, (Sebastian Stan), que não aquece nem arrefece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pronto, lá ficam as cartas todas na mesa para o super-filme que aí vem de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0458339/"&gt;Capitão América - O Primeiro Vingador&lt;/a&gt;, com o cameo habitual de Samuel L. "Nick Fury" Jackson e uma piscadela de olho a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1228705/"&gt;Homem-De-Ferro 2&lt;/a&gt;. McBacon simpático, que me faz lembrar que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0103923/"&gt;As Aventuras De Capitão América&lt;/a&gt; dos anos 90 até nem tinha tão mau aspecto quando isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.moviedade.com/wp-content/uploads/2011/03/captainAmericaSuit-CROP.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4283021398687484269?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4283021398687484269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4283021398687484269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/11/capitao-america-o-primeiro-vingador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-967473752215298760</id><published>2011-10-31T10:10:00.001Z</published><updated>2011-11-02T11:56:52.117Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;THE MAN FROM EARTH:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0756683/"&gt;The Man From Earth&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Richard Schenkman&lt;br /&gt;Ano: 2007&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cf1.imgobject.com/posters/d34/4d4230e15e73d65729000d34/the-man-from-earth-original.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o entusiasmo &lt;a href="http://cinemaxunga.net/blog/2011/07/09/the-man-from-earth-2007/"&gt;com que escreveu&lt;/a&gt; sobre &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0756683/"&gt;The Man From Earth&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://www.cinemaxunga.net"&gt;Pedro&lt;/a&gt; convenceu-me a ir ver este modesto filme de baixo orçamento, do qual nunca tinha ouvido falar até há data. Mas se há coisa que me convence facilmente costumam ser filmes que não descuram o valor da palavra. Ou seja, filmes que não se contentam com fogo-de-artífico e masturbação digital à parva ou jerricans de sangue entornados (se bem que não há nada de mal em filmes que se limitam a entornar jerricans de sangue).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0756683/"&gt;The Man From Earth&lt;/a&gt; é um daqueles filmes que nos restituem a fé no cinema, lembrando a todos que o que realmente interessa num filme é uma boa história. Seguindo um exemplo bem conhecido (e que se tornou pedra de toque neste tipo de filmes), &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0756683/"&gt;The Man From Earth&lt;/a&gt; remete para &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085244/"&gt;Os Amigos De Alex&lt;/a&gt;: um grupo de amigos professores catedráticos que se reúnem para se despedirem de um outro, John Oldman (David Lee Smith), que vai partir inesperadamente ao fim de dez anos de trabalho na mesma escola. Apenas um grupo de actores, uma boa conversa e um cenário (a casa do amigo prestes a abalar), o que nos remete para outro exemplo de culto no que diz respeito a filmes que se passam apenas num decór: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0050083/"&gt;Doze Homens Em Fúria&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia é gira e a premissa ainda é melhor: ao repararem como o amigo não envelheceu nada em 10 anos, este acaba por confessar que é um homem primitivo que nasceu há 14 mil anos e que, por qualquer razão obscura, nunca morreu. Os amigos, como bons catedráticos que são, começam por levar a coisa para a piada do exercício académico, mas há medida que vão ficando convencidos com os testemunhos de John Oldman (percebem o trocadilho do nome?), a coisa ganha contornos mais sérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta que são 14 mil anos percorridos, imaginamos logo uma versão long extended de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0109830/"&gt;Forrest Gump&lt;/a&gt;, mas John Oldman é lesto em nos avisar: sou apenas um Homem no Mundo inteiro, não participei na História toda. Contudo, acabou por conhecer meia-dúzia de tipos famosos, como Van Gogh ou o Buda. E, de repente, há a possibilidade de ter sido o próprio Jesus Cristo. A coisa estava a ir bem, mas de repente, ao chegar ao campo da religião, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0756683/"&gt;The Man From Earth&lt;/a&gt; encrava e já não sai dali. Então e o resto? Conheceu mais alguém famoso? Como foi a evolução da música? Como foram as guerras? Como, como, como? Uma série de questões que ficam sem resposta - aliás, sem serem colocadas - apenas pela insistência de bater na tecla da religião e do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só isso que irrita em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0756683/"&gt;The Man From Earth&lt;/a&gt;. Além disso, irrita a banda-sonora, demasiado trágica e omnipresente. Mas porque raio não se cala aquele piano? Chega a uma altura e estamos convencidos de que há um pianista a tocar no canto em que a câmara não alcança. E é sempre uma toada tão triste que parece que vai morrer alguém. Desde que começa até à última cena. Não tão irritanta é o registo teatral de algumas sequências em que as reacções dos presentes são forçadas ao limite ou o tom granulado do filme, filmado apenas com duas camcorders manhosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0756683/"&gt;The Man From Earth&lt;/a&gt; desilude por desaproveitar tanto potencial. E dá a ideia que não é por incapacidade, mas antes pela preguiça de não desenvolver o suficiente certos pontos. Por isso, o McChicken vai quase por inteirinho para a ideia (que, ao que descobri posteriormente, foi baseada na história verídica de um tal Krim Rosü, que também alegava ter milhares de anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://cinezonalivre.files.wordpress.com/2010/02/the-man-from-earth.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-967473752215298760?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/967473752215298760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/967473752215298760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/man-from-earth-titulo-man-from-earth.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3067436149708702154</id><published>2011-10-30T21:24:00.002Z</published><updated>2011-10-30T21:25:51.641Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TAKE - CINEMA MAGAZINE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Número 27, Novembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uk7Q2RWfVb0/Tq3AvEaRF2I/AAAAAAAAACg/DXE082NeJKw/s1600/Take27_300.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669399420799620962" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-uk7Q2RWfVb0/Tq3AvEaRF2I/AAAAAAAAACg/DXE082NeJKw/s320/Take27_300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.take.com.pt/"&gt;Página oficial&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3067436149708702154?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3067436149708702154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3067436149708702154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/take-cinema-magazine-numero-27-novembro.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uk7Q2RWfVb0/Tq3AvEaRF2I/AAAAAAAAACg/DXE082NeJKw/s72-c/Take27_300.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-7333132664039795445</id><published>2011-10-27T09:41:00.002Z</published><updated>2011-10-27T10:02:23.742Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;stronG&gt;AMERICAN MOVIE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181288/"&gt;American Movie&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Chris Smith&lt;br /&gt;Ano: 1999&lt;br /&gt;&lt;img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/a/aa/Americanmovie.jpg/220px-Americanmovie.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem estórias que são tão bestiais que custa a acreditar. Estórias tão improváveis que, se fossem escritas, seriam extremamente irrealistas; e que são tão loucas que só podem ser verdadeiras. Perante estas estórias, um documentarista só tem que apontar a câmara e o filme conta-se sozinho. Já diz o adágio que a realidade é mais estranha que a ficção. A sabedoria popular é do caraças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1157605/"&gt;The Story Of Anvil&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0923752/"&gt;The King Of Kong&lt;/a&gt;, por exemplo, fazem arcos narrativos tão perfeitos que nenhum argumentista os poderia ter criado. E é no seguimento desta família de estórias sobre personagens tão reais quanto comuns (aposto que todos vocês conhecem pelo menos uma pessoa assim) que se insere &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181288/"&gt;American Movie&lt;/a&gt;, documentário de culto de Chris Smith.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181288/"&gt;American Movie&lt;/a&gt; documenta a demanda muito pessoal de Mark Borchardt, um norte-americano do interior que ambiciona ser um realizador de sucesso e fazer o seu filme de vida - &lt;i&gt;Northwest&lt;/i&gt;. A sua paixão, a determinação e empenho são inquestionáveis, mas olhamos para a sua figura e percebemos logo o que nos espera. Mark Borchardt tem 30 e tal anos, uma mullet e um bigode bem foleiro, um emprego ainda como paperboy, passa as noites a embebedar-se e a fumar erva e colecciona dívidas, seja ao seu tio castiço e muito velho, seja ao banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer &lt;i&gt;Northwest&lt;/i&gt;, Mark Borchardt conta apenas com 3 mil dólares e a fidelidade do seu melhor amigo, Mike Schank, que tem o cérebro paralizado pela droga e responde invariavelmente por monossílabos e/ou sorrisos nervosos. Mark Borchardt enumera ainda as suas ifluências cinematográficas: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077402/"&gt;Zombie - A Maldição Dos Mortos-Vivos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0063350/"&gt;A Noite Dos Mortos-Vivos&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0072271/"&gt;Massacre No Texas&lt;/a&gt;. Ou seja, estamos na presença de um loser eterno e viciado em terror de série b, que ambiciona fazer filmes em super 8, com montes de ketchup. Mas a fornma sincera com que acredita no que faz deixa-nos de tal modo dsarmados, que ficamos incapazes de o contestar ou criticar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No registo de cinema verdade - mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181288/"&gt;American Movie&lt;/a&gt; é mais verdadeiro do que a realidade -, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181288/"&gt;American Movie&lt;/a&gt; acompanha a vida e obra deste homem, que ainda por cima tem o azar (que é a sorte de nós, espectadores) de coleccionar tragédias qye ameaçam o filme de nunca se realizar. Tal como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1157605/"&gt;The Story Of Anvil&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181288/"&gt;American Movie&lt;/a&gt; uma comédia triste e um elogio à determinação. Mark Borchardt não é a quintessência do cinema americano, como acredita piamente, mas é underdog, daqueles que o cinema clássico de Hollywood tanto gosta. Ao documentário só a apontar alguma confusão na edição, com saltos temporais que por vezes tardamos em conseguir logo identificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drama, comédia, tragédia... &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181288/"&gt;American Movie&lt;/a&gt; tem todos os ingredientes que fazem um bom filme. E apesar de (ainda) não ter conseguido realizar o seu filme de sinho, Mark Borchardt consegui terminar &lt;i&gt;Coven&lt;/i&gt;, mais uma curta de terror série z disponibilizada pelo fabuloso mundo do youtube. Nisto tudo, só me assusta uma coisa; Mark Borchardt já em três filhos. N Ã O !!, estas pessoas não deviam poder reproduzir-se. Será que não se contentam com um McBacon, como bons americanos que são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe width="450" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/WhQ64V-KdFA" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-7333132664039795445?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7333132664039795445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7333132664039795445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/american-movie-titulo-american-movie.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/WhQ64V-KdFA/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-7374622031456709095</id><published>2011-10-26T10:30:00.001Z</published><updated>2011-10-26T10:30:00.790Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;RELATÓRIO MINORITÁRIO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689/"&gt;Minority Report&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Steven Spielberg&lt;br /&gt;Ano: 2002&lt;br /&gt;&lt;img src="http://brattlefilm.org/brattle/wp-content/uploads/2011/03/Minority-Report.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philip K. Dick está para a literatura de ficção científica assim como Stephen King está para a literatura de terror. A diferença é que enquanto os filmes que adaptam dos livros deste último são, na generalidade, uma treta, os dos primeiro costumam ser bons. Temos o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0083658/"&gt;Blade Runner - Perigo Iminente&lt;/a&gt; que, bem, é o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0083658/"&gt;Blade Runner - Perigo Iminente&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0405296/"&gt;A Scanner Darkly - O Homem Duplo&lt;/a&gt; é girote e o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0100802/"&gt;Desafio Total&lt;/a&gt; é porreiro. Por falar em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0100802/"&gt;Desafio Total&lt;/a&gt;, sabiam que este &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689"&gt;Relatório Minoritário&lt;/a&gt; era para ser, originalmente, uma sequela do filme do Paul Verhooven? Felizmente que apareceu Steven Spielberg e com o seu bom gosto e dom nato para as imagens assinou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689"&gt;Relatório Minoritário&lt;/a&gt;, um dos melhores filmes de Hollywood adaptado de um livro de Philip K. Dick, o Pelé dos filmes sci-fi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As utopias (distopias?) perfeccionistas e super-controlas (olá Orwell, olá Big Brother) sempre foram um tema querido de Philip K. Dick. Aliás, o autor dos melhores livros da colecção Argonauta parecia que tinha uma bola de cristal, tal foi a forma como preconizou muito do que é agora o presente da nossa sociedade. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689"&gt;Relatório Minoritário&lt;/a&gt; passa-se em 2052, num hipotético futuro em que o crime foi erradicado, devido a um sistema que conjuga uns mutantes sobredotados e uma máquina de esculpir bolas em madeira, que antecipam os crimes que vão acontecer. A polícia do pré-crime só tem que descobrir onde está o agressor e ir prende-lo. Mas o que acontecerá quando o principal agente da força, Tom Cruise claro, aparecer na próxima previsão a matar um tipo? Uma perseguição do rato e do gato, obviamente, com Cruise a tentar provar a sua inocência ainda antes de ter algo para justificar, e Collin Farrell a persegui-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa história de ficção-científica é aquela em que utiliza o futuro para questionar o presente. E é isso que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689"&gt;Relatório Minoritário&lt;/a&gt; faz, numa reflexão sobre a sociedade sobre-vigiada e a falta de privacidade, mas também sobre o destino, o livro arbítrio e o efeito causa-efeito (uma criação da mente humana, arrasando por completo a fraude &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0289879/"&gt;Efeito Borboleta&lt;/a&gt;). Steven Spielberg sabe como poucos cruzar a reflexão com o poder das imagens e, por isso, embrulha tudo muito bem embrulhadinho, num ambiente cyberpunk de carros deslizadores, atmosferas azuladas e computadores mac, com a banda-sonora do sempre acertado John Williams.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spielberg faz com que o filme seja ainda mais envolvente com um anti-herói pouco comum na sua filmografia. É certo que é um núcleo familiar fragmentado (Sean, o filho de Cruise, foi raptado há anos), mas os heróis de Spielberg não costumam ter esqueletos no armário. E aqui é a bagagem de Philip K. Dick, para quem a droga também foi um tema nos seus escritos. Tom Cruise, devastado pelo desaparecimento do filho, afoga a frustração num cocktail de drogas diário. Poderia ser mais negro? Podia, mas para noir-cyberpunk já temos &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0083658/"&gt;Blade Runner - Perigo Iminente&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ainda influenciado pelo seu filme anterior, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0212720/"&gt;AI - Inteligência Artificial&lt;/a&gt;, Spielberg não consegue escapar à influência de Stanley Kubrick em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689"&gt;Relatório Minoritário&lt;/a&gt;, com um cinema algo formal (soberbo travelling na sequência-cartão-de-visita do filme, vista de cima, em que robots-aranha procuram Cruise num prédio de apartamentos enquanto este se esconde numa banheira cheia de gelo), que tanto faz lembrar &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0062622/"&gt;2001: Odisseia No Espaço&lt;/a&gt; como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066921/"&gt;Laranja Mecânica&lt;/a&gt;. Mas não só. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689"&gt;Relatório Minoritário&lt;/a&gt; rima ainda com outro belo exemplar cyberpunk da ficção-científica (mas mais extravagante), &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119116/"&gt;O Quinto Elemento&lt;/a&gt;, com Samantha Morton a fazer as vezes de Milla Jovovich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0181689"&gt;Relatório Minoritário&lt;/a&gt; sofre do mesmo problema de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0212720/"&gt;AI - Inteligência Artifical&lt;/a&gt;: não sabe acabar na altura exacta. Spielberg cede à tentação do happy ending e depois do filme encerrar um círculo perfeito, deixando à consideração do espectador a resolução daquele sistema paradoxal e aparentemente infalível de antevisão do crime, prolonga-se por mais 20 minutos de filme de conspiração que não interessa à Carochinha. Por isso, lamentamos o McBacon quando podia ser, à vontade, o McRoyal Deluxe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.cyberpunkreview.com/images/minority_report09.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-7374622031456709095?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7374622031456709095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7374622031456709095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/relatorio-minoritario-titulo-minority.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5147745289105618936</id><published>2011-10-25T12:09:00.000Z</published><updated>2011-10-25T12:09:00.162Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MARJOE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0068924/"&gt;Marjoe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realziador: Sarah Kernochan &amp; Howard Smith&lt;br /&gt;Ano: 1972&lt;br /&gt;&lt;img src="http://thispilgrimland.com/wp-content/uploads/2010/05/marjoe-3351.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marjoe Gortner. &lt;br /&gt;O nome diz-vos alguma coisa?&lt;br /&gt;Ajuda se vos disser que foi um actor de filmes de série-b entre os anos 70 e 80? Talvez o tenham visto em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0071455/"&gt;Terramoto&lt;/a&gt;, o filme-catástrofe de 74 com O Charlton Heston, no &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0486358/"&gt;Um Ninja Americano 3&lt;/a&gt; ou mesmo como secundário em algum episódio de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0084967/"&gt;Os Soldados Da Fortuna&lt;/a&gt;. Não?&lt;br /&gt;E se eu vos disser que Marjoe Gortner foi, nos anos 60, o evangelhista mais novo do Mundo, que começou a pregar aos 4 anos de idade? Provavelmente também não diz vos diz nada, mas aposto que agora já vos despertei a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, Marjoe Gortner foi uma criança evangelista bastante famosa nos Estados Unidos - aliás, uma das mais conhecidas no circuito das fraudes em nome de Deus -, que desmascarou tudo em 1972, neste documentário que venceu o respectivo Oscar desse ano. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0068924/"&gt;Marjoe&lt;/a&gt; é um documentário de processos muito simples. Uma equipe de filmagem acompanha Marjoe Gortner pela sua última "digressão" por casas de culto, antes de se "reformar" e ir aproveitar os seus dotes de representação noutros palcos (os do cinema de segunda categoria). Primeiro, nos quartos de hotel, ele é um tipo normal, como nós, que conta umas piadas e explica o que vai fazer e como é que vai influenciar os fiéis através do poder da sguestão; e depois, em palco, vemos outro homem, um performer, que actua em nome de Deus, enquanto as pessoas dançam, caem no chão em transe e oferecem dinheiro. E no final de cada sessão vemo-los a todos a contarem maços e maços de notas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0068924/"&gt;Marjoe&lt;/a&gt; é como o perturbador &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0486358/"&gt;Jesus Camp&lt;/a&gt;, mas com adultos em vez de crianças. Além disso, desmascara todo este mundo de fraude, suportado por uma audiência ignorante e desesperadamente a precisar de acreditar em algo. Marjoe confessa-se e explica, de forma chocante, de como os seus pais manipularam toda a sua vida com uma frieza calculista de arrepiar. Basta ver que o seu invulgar nome, Marjoe, é uma fusão de Maria com José, o que prova que os seus pais já estavam a planear o seu futuro antes de ele próprio nascer. E ficamos a saber como a sua mãe o espancava enquanto ele não decorava os sermões, de como ela lhe fazia sinais para que ele aumentasse ou diminuisse o vigor durante as actuações, de como ele se revoltou quando teve idade para ter juízo, de como regressou ao mundo da religião por falta de dinheiro e oportunidades e de como decidiu revelar tudo neste filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0068924/"&gt;Marjoe&lt;/a&gt; tem os condimentos todos de um bom documentário: choque, investigação, drama, biografia e espírito cinematográfico, com aquela aura de contracultura que pairou sobre todo o cinema norte-americano na década de 70. E tudo isso é recompensado com um McRoyal Deluxe. Aleluia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://nemoalius.files.wordpress.com/2010/12/jesus-heals.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5147745289105618936?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5147745289105618936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5147745289105618936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/marjoe-titulo-marjoe-realziador-sarah.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2867841511959999937</id><published>2011-10-23T17:36:00.005Z</published><updated>2011-10-24T13:17:39.867Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MEIA-NOITE EM PARIS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1605783/"&gt;Midnight In Paris&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Woody Allen&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-pms4ibqxGR0/Td27YuvNtaI/AAAAAAAAB9w/1gJ2FjxKBbY/s1600/paris.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimso anos, a carreira de Woody Allen tem sido mais ou menos como a dos Rolling Stones, mas com filmes em vez de concertos. Ele é filmes em Londres, em Barcelona, em Nova Iorque, em Londres novamente e, agora, chegou a vez da sua tourneé parar em Paris. Com a facilidade com que a nossa capital europeia da cultura despediça dinheiro à parva, só me admira como é que não convidaram Allen para vir fazer um filme a Guimarães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo li algures, escrito não sei por quem (adoro a precisão deste meu texto), a melhor descrição de sempre do trabalho de Woody Allebn. Dizia que, e estou a citar e cabeça, a diferença entre um bom e um mau filme de Allen é nenhuma. De facto, quem lhe vê um filme vê todos. Por isso, às vezes, o que faz mesmo a diferença é a nossa identificação com a história, o tema ou os actores, ou simplesmente o nosso estado de humor nesse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1605783"&gt;Meia-Noite Em Paris&lt;/a&gt; estão lá todos os elementos-chave da filmografia de Allen. Primeiro que tudo, o habitual roteiro turístico pela cidade, apresentando Paris ao espectador numa colecção de imagens de postais de visita logo no início do filme. Depois é a banda-sonora jazz, o caos felliniano de algumas situações e Woody Allen como protagonista que, como neste caso, não implica necessariamente ser interpretado pelo próprio Allen. Em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1605783"&gt;Meia-Noite Em Paris&lt;/a&gt; o seu alter-ego é Owen Wilson que, como é habitual nos actores que fazem o mesmo papel, não consegue evitar os maneirismos do neurótico Allen, o que se torna irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande novidade de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1605783"&gt;Meia-Noite Em Paris&lt;/a&gt; acaba mesmo por ser o seu elenco de luxo. Já falámos de Wilson, falta mencionar Rachel McAdams, Marion Cotillard, Michael Sheen, Kathy Bates, Carla Bruni a fazer o mesmo que o bibelô que tenho ali em cima da lareira e que comprei em Munique - decorar! - e o cameo delicioso de Adrien Brody enquanto Salvador Dali. Dali, o pintor? Mas que raio de filme é este?, questinoa o curioso internauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1605783"&gt;Meia-Noite Em Paris&lt;/a&gt; é, não só, a homenagem de Allen a Paris, mas essencialmente à época de ouro parisiense, no início do século XX; em que esta era o centro cultural do universo, uma festa em movimento (Hemingway dixit) em que se cruzavam os melhores artistas da altura de todas as áreas: Hemingway, sim, mas também TS Elliot ou Scott Fitzgerald; Daço, Miró ou Modigliani; Dali, Buñuel ou Man Ray; ou Cole Porter e Gertrude Stein. Owen Wilson é um aspirante a escrito, com dúvidas quanto ao seu casamento, que todas as noites às doze badaladas apanha um táxi que o leva atrás no tempo. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1605783"&gt;Meia-Noite Em Paris&lt;/a&gt; é, assim, uma versão de época de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0088763/"&gt;Regresso Ao Futuro&lt;/a&gt;. Ou melhor, uma espécie de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0477347/"&gt;À Noite, No Museu&lt;/a&gt;, tendo em conta a série de personagens trazidas à vida. E fica assim composto o cenário perfeito do humor que apela à cultura de Woddy Allen, como a discussão sobre as pinturas de Dali ou Wilson a sugerir a uñuel fazer um filme sobre um grupo de pessoas que não conseguem sair de uma sala. &lt;i&gt;Mas não conseguem porquê?&lt;/i&gt;, questiona o espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allem aprovieta a situação para, de forma muito racional, contestar aqueles que estão sempre a dizer que dantes é que eram mas sem particular génio cinematográfico. Já o vimos em menos modo automático, mas como diz o ouro, a diferença entre um bom e um mal filme de Allen é nenhua. Ou seja, não é brilhante, não é mau, é apenas mais um McChicken a la moda de Woody Allen. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://ci.i.uol.com.br/album/meia_noite_em_paris_2011_f_020.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2867841511959999937?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2867841511959999937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2867841511959999937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/meia-noite-em-paris-titulo-midnight-in.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-pms4ibqxGR0/Td27YuvNtaI/AAAAAAAAB9w/1gJ2FjxKBbY/s72-c/paris.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8303889904411488773</id><published>2011-10-20T22:11:00.000Z</published><updated>2011-10-20T22:11:00.413Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ROXANNE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0093886"&gt;Roxanne&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Fred Schepisi&lt;br /&gt;Ano: 1987&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.fredschepisi.com/filmpics/roxanne.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma comédia romântica com Steve Martin e Daryl Hannah, dos anos 80, chamado Roxanne e que não tem a música homónima dos Police na banda-sonora? Oh diacho, algo se passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, a omissão é de fácil explicação. Apesar de ser mesmo uma comédia romântica dos anos 80, &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0093886"&gt;Roxanne&lt;/a&gt; é um pouco mais ambicioso, já que é uma adaptação à época do romance &lt;i&gt;Cyrano De Bergerac&lt;/i&gt;, a tragédia romântica de um tipo com um nariz enorme condenado ao desamor da sua bela Roxanne. Contudo, não deixavamos de estar na década em que a noção de gosto esteve dormente e, portanto, &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0093886"&gt;Roxanne&lt;/a&gt; não escapa ao suplício do kitsch, do mau guarda-roupa, da música má e dos diálogos naifs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo reza a biografia romanceada de Edmond Rostand (já adaptado ao cinema por várias vezes - a melhor em 1990, com Gerard Depardieu no principal papel, e a mais &lt;br /&gt;famosa em 1950, que valeu um Oscar a Jose Ferrer), Cyrano De Bergerac (que existiu mesmo) era um temido e respeitado espadachim e romancista, com língua tão afiada quanto a sua espada. Devido a esses dons natos, Cyrano podia-se dar ao luxo de ser insolente, o que fazia com que fosse amado por uns e odiado por outros tantos. Infelizmente, Deus tinha-o também dotado de um grande nariz. A variação para os anos 80 transforma Steve Martin em narigudo, é certo, mas em vez de ser espadachim é um bombeiro ginasta(?), cuja eloquência é mais a de quem faz stand-up comedy, do que de um romântico inveterado (mesmo assim, sem a piada de Eddie Murphy, enquanto o exuberante Buddy Love, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0117218/"&gt;O Professor Chanfrado&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.imdb.com/title/tt0093886"&gt;Roxanne&lt;/a&gt; decorre num subúrbio qualquer norte-americano (clichet alert!!), onde o presidente local é um playboy cheio de ideias malucas, mas com pouco tempo de antena (infelizmente). E Roxanne (Daryl Hannah) é a boazona nova no pedaço, que vai arrebatar o coração de Steve Martin e do outro bonitão local, Rick Rossovich. Martin vai fazer passar-se por ele para conquistar o coração de Hannah e, claro, no final, Rossovich vai revelar-se um canastrão e Steve Martin consegue mesmo ultrapassar os preconceitos recalcados da sua enorme protuberância facial e ficar com a actriz-ícone dos anos 80 (posição que nunca ninguém soube explicar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0093886"&gt;Roxanne&lt;/a&gt; é considerado o melhor filme de Steve Martin e o próprio confessa que foi aqui que, pela primeira vez, se sentiu respeitado enquanto actor (é verdade que também não ajuda fazer tanta comédia pateta, não é?). Contudo, perante o charme datado dos anos 80, &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0093886"&gt;Roxanne&lt;/a&gt; não é assim tã especial quanto isso. Nem tão pouco o guilty pleasure que alguns fãs tentam justificar que é. Primeiro, porque a variação de Cyrano de Bergerac de Steve Martin não é nada de especial. Falta-lhe a eloquência do original, que desarmava, enxovalhava, humilhava e enfurecia os seus inimigos. Eloquência é mais do que falar depressa, dizer palavras caras e contar umas chalaças inteligentes. E depois porque nunca há química entre o casal de protagonistas. E numa comédia romântica que aposta tudo nisso, dispensando qualquer química screwball para apimentar as coisas, é um tiro em seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0093886"&gt;Roxanne&lt;/a&gt; só pode ser filme favorito de quem nunca viu as adaptações do Cyrano original. E quanto à prestação de Martin, continuo a preferir o seu Dr. Maxwell Edison, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0078239/"&gt;Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band&lt;/a&gt;. Comédia sincera, sim, mas deveras insonsa, não mais do que um Cheeseburger, desculpem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.top10films.co.uk/img/roxanne_filmimage.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8303889904411488773?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8303889904411488773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8303889904411488773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/roxanne-titulo-roxanne-realizador-fred_20.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-7588381866252645985</id><published>2011-10-19T22:05:00.000Z</published><updated>2011-10-19T22:05:00.258Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SUBMARINO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="www.imdb.com/title/tt1440292"&gt;Submarine&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Richard Ayoade&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://twitchfilm.com/news/SubmarinePoster.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richard Ayoade é um razoável comediante britânico e o seu filme de estreia para cinema, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440292/"&gt;Submarino&lt;/a&gt;, pré-estreou no passado Festival de Humor de Lisboa, que teve a sua primeira edição em Julho último. Contudo, se estiver à espera de uma comédia, pode tirar o seu cavalinho da chuva. Eu não sabia e agora o meu cavalo está todo molhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440292/"&gt;Submarino&lt;/a&gt; é a história de Oliver Tate (Craig Roberts), um jovem não muito popular de um liceu de um lugar perdido no meio do País de Gales, naquela fase complicada da puberdade, entre as preocupações normais de perder a virgindade, ser popular na escola e, simplesmente, ser cool. Contudo, se com a rapariga dos seus sonhos, Jordana (Yasmin Paige), a coisa até parece bem encaminhada (apesar de ela ser um pouco... estranha), Oliver ainda vai ter que resolver um inesperado problema: a crise conjugal dos seus pais, o tímido Lloyd (Noah Taylor) e a ex-aspirante a actriz Jill (Sally Hawkins), cujo matrimónio fica ameaçado com a entrada em cena do místico-ninja(!) Graham Purvis (Paddy Considine).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, eis uma versão seca e muito british (leia-se auto-depriciativa) de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0163651/"&gt;American Pie - A Primeira Vez&lt;/a&gt;, com uns pozinhos de nouvelle vague (Godard telefonou a pedir os títulos gigantes em fundo azul de volta) e aquele ambiente dde cinema indie, que filmes como Garden State tentam emular de forma artificial. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440292/"&gt;Submarino&lt;/a&gt; é como a versão de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0446029/"&gt;Scott Pilgrim Contra O Mundo&lt;/a&gt; realizada por Wes Anderson. E já que estou numa de associações, lembra ainda &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0446029/"&gt;Mundo Fantasma&lt;/a&gt; pela forma simples como diz coisas importantes e reais do difícil mundo de ser adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440292/"&gt;Submarino&lt;/a&gt; cria ainda um par de bonecos memoráveis, quase cartunescos, também graças aos seus actores. O primeiro é o pai de Oliver, Noah Taylor (que, curiosamente, estava na tripulação de Steve Zissou, de Wes Anderson), um muito (demasiado?) racional biólogo marinho com o cabelo todo escorrido como se tivesse sido lambido por uma vaca; e o segundo é Paddy Considine (vénia), na pele de um místico vendedor da banha da cobra, a meio cainho entre o psicadelismo dos Pink Floyd circa &lt;i&gt;Dark side of the moon&lt;/i&gt; e a fraude dos discursos motivadores. Considine está para &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440292/"&gt;Submarino&lt;/a&gt; assim como a personagem de Tom Cruise estava para &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0175880/"&gt;Magnólia&lt;/a&gt;. E, por fim, ainda há um rebuçado que é a banda-sonora de Alex Turner, o senhor dos Arctic Monkeys.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440292/"&gt;Submarino&lt;/a&gt; é cinema-indie britânico, que nasce espontâneo à sombra da britcom. Vale um McBacon e um post-it a lembrar que Richard Ayoade será, provavelmente, um nome a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://files.stv.tv/img/articles/229448-submarine-richard-ayoade-film-review-410x230.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-7588381866252645985?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7588381866252645985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7588381866252645985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/submarino-titulo-submarine-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-498759880464865253</id><published>2011-10-18T09:18:00.004Z</published><updated>2011-10-24T11:26:40.760Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MILLENIUM 1. OS HOMENS QUE ODEIAM AS MULHERES:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1132620/"&gt;Män Som Hatar Kvinnor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Niels Arden Oplev&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-_weCr9ZbRO8/TbRLk9E2eXI/AAAAAAAAAoM/8Tx_75Z3FDA/s1600/man-som-hatar-kvinnor-affisch_41453212.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta uma pesquisa rápida pela net para encontrarmos toneladas de fan pages, milhões de leitores convertidos e paletes de testemunhos apaixonados de pessoas que passaram a noite em claro a ler de uma assentada os livros da série. Falo do fenómeno &lt;i&gt;Millenium&lt;/i&gt;, a trilogia de Stieg Larsson que revitalizou o romance policial, com a sua escrita económica e directa e uns pozinhos de ambiguidade. Fazem-me confusão os fenómenos da literatura de hipermercado, mas se em &lt;i&gt;O Código Da Vinci&lt;/i&gt; eu ainda percebia que a polémica e as ideias abordadas justificassem o entusiasmo, aqui não consigo mesmo entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é certo é que até David Fincher já se rendeu aos encantos do jornlista de investigação, Mikael Blomkvist, e a investigadora-hacker-anoréctica-punk, Lisbeth Salander, e está a adaptar o primeiro livro ao cinema. O que se calhar pouca gente sabe é que toda a trilogia já foi adaptada para o grande ecrã pelos suecos. E basta mais uma pesquisa rápida pela internet para encontrar uma infindável série de idiotas fundamentalistas a defenderem estes filmes em detrimento do de Fincher, que ainda nem sequer está feito. Então está bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1132620/"&gt;Os Homens Que Odeias As Mulheres&lt;/a&gt; é a primeira parte dessa trilogia, em que o jornalista de investigação, Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), fundador da revista Millenium, é contratado por um empresário velhote para tentar descobrir o que aconteceu a uma sobrinha desaparecida/morta há 40 anos atrás. Blomkvist vai contar com a ajuda de uma investigadora-hacker com um passado problemático, Lisbeth (Noomi Rapace), no desvendar de um caso que envolve nazis, serial killers psicopatas e muita, mas mesmo muita tensão familiar. Ta na na na!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história original de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1132620/"&gt;Os Homens Que Odeias As Mulheres&lt;/a&gt;, apesar da escrita económica, tem uma aura negra de ambiguidade, já que rima com misoginia, incesto, violação e violência doméstica. Contudo, qualquer possibilidade de montar um thriller neo-noir pertubador e mindblowing cai por terra pela necessidade de compactar no mesmo filme a introdução às personagens, ao mesmo tempo que desenrola a trama principal. Niels Arden Oplev faz o seu melhor, adaptando fielmente o livro qb, deixando cair por terra alguma informação acessória, mas perde oportunidade de colocar a sua marca pessoal no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1132620/"&gt;Os Homens Que Odeias As Mulheres&lt;/a&gt; é um filme narrativamente competente (salvo um ou outro pormenor na investigação), mas cinematograficamente anónimo. Naomi Rapace é uma personagem interessante, mas também falta-lhe aquela aura negra e misteriosa que devia fazer dela uma pedra de toque do filme. Por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1132620/"&gt;Os Homens Que Odeias As Mulheres&lt;/a&gt; fica-se pelo Cheeseburger, enquanto aguardamos pelo que David Fincher vai fazer do filme. E fica também aqui escrito que não vou ler o resto da trilogia, não tenho paciência, prefiro gastar o meu tempo em outras coisas. Tenho dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://escapefromhollywood.com/efh/wp-content/uploads/2010/08/girl-with-the-dragon-tattoo-man-som-hatar-kvinnor-02.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-498759880464865253?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/498759880464865253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/498759880464865253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/millenium-1.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_weCr9ZbRO8/TbRLk9E2eXI/AAAAAAAAAoM/8Tx_75Z3FDA/s72-c/man-som-hatar-kvinnor-affisch_41453212.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-1196616990308479577</id><published>2011-10-17T17:48:00.000Z</published><updated>2011-10-17T17:48:00.049Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PERTO DEMAIS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0376541/"&gt;Closer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Mike Nichols&lt;br /&gt;Ano: 2004&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.movieposter.com/posters/archive/main/23/MPW-11946" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0376541"&gt;Perto Demais&lt;/a&gt; começa com um encontro fortuito entre Natalie Portman e Jude Law nas ruas de Londres, prolongando-se por um encontro não-planeado. Por momentos, pensamos estar na presença duma história romântica como a de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0112471/"&gt;Antes Do Amanhecer&lt;/a&gt; ou mesmo - perante o roteiro turístico de Londres - diante de um daqueles filmes casuais de Woody Allen (mas com música clássica em vez de jazz). Mas na cena seguinte vemos Jude aw a seduzir Julia Roberts e, antes mesmo de pensarmos em qualquer piada fácil com a sua vida real, lembramo-nos que afinal &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0376541"&gt;Perto Demais&lt;/a&gt; é antes um filme de Mike Nichols, senhor consagrado que integra a limitada galeria dos que já venceram os principais prémios do grande e do pequeno ecrã (Oscar, Grammy, Emmy e Tony) e que é mestre na crítica social e na observação humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0376541"&gt;Perto Demais&lt;/a&gt; desenha-se com relativa facilidade e extrema elegância um quadrado romântico, que coloca de um lado Jude Law e Natalie Portman e do outro Julia Roberts e Clive Owen, mas cujos vértices se vão encontrar (e desencontrar) ao longo do filme, resolvendo os seus problemas com muita sensatez e racionalismo. Primeiro do que tudo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0376541"&gt;Perto Demais&lt;/a&gt; é um filme sobre relações humanas e sobre a especificidade do ser humano, mergulhando e escarafunchando em temas como a obsessão, o ciúme, a traição e, especialmente, a mentira. Ou seja, tudo temas desconfortáveis, que fazem de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0376541"&gt;Perto Demais&lt;/a&gt; um filme mais negro e perturbador do que parece. E depois, é um filme de personagens (são apenas quatro e nada mais), em que cada actor tem liberdade suficiente para desenvolver o seu boneco numa tridimensionalidade bastante perto da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dabdo rédea solta aos seus actores, Mike Nichols diverte-se em manipular os cordelinhos do argumento, levando-os pelos caminhos sinuosos da psique humana, aproveitando para analisar relações e comportamentos humanos, qual Buñuel. E quanto mais acidentado o caminho, mais Nichols se diverte, com um cinema muito british, elegante, banda-sonora entre o erudito e a bossa nova de Bebel Gilberto e planos seguros, pouco móveis, mas extremamente livres (paradoxal, eu sei).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0376541"&gt;Perto Demais&lt;/a&gt; marca ainda o momento-chave da carreira de Natalie Portman. Foi aqui que ela amadureceu enquanto actriz e passou a ficar habilitada de poder fazer de mulher. Foi aqui que Portman ultrapassou definitivamente o rótulo de jovem actriz promessa, com um futuro promissor à sua frente. Aqui ela ultrapassou o seu futuro. E nem foi pela famosa cena do striptease ou por andar a insinuar o corpo; foi mesmo pela segurança com que se entregou ao papel, sem se intimidar pelos tubarões à sua volta, especialmente Julia Roberts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, fica a mensagem: o ser humano é um sacana de um mentiroso, seja ele quem for. Não pode fazer nada contra isso, por isso habitue-se. E, enquanto isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0376541"&gt;Perto Demais&lt;/a&gt; é uma pequena pérola quase perfeita, um Le Big Mac cheio de molho e batatas fritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://19.media.tumblr.com/tumblr_kpsb22t0UX1qa1xnko1_500.gif" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-1196616990308479577?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1196616990308479577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1196616990308479577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/perto-demais-titulo-closer-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-6496955326884591876</id><published>2011-10-14T08:33:00.001Z</published><updated>2011-10-14T08:33:00.112Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FORREST GUMP:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0109830"&gt;Forrest Gump&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Robert Zemeckis&lt;br /&gt;Ano: 1994&lt;br /&gt;&lt;img src="http://runmovie.com/wp-content/uploads/2011/02/Forrest-Gump-poster.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0109830/"&gt;Forrest Gump&lt;/a&gt; é considerado um dos casos mais injustos nas atribuições dos Oscares para melhor filme e é estudado recorrentemente nos mestrados sobre os critérios das escolhas da Academia de Hollywood (esta última parte é mentira, mas se houvessem tais mestrados seria verdade, de certeza). Não é que o filme de Robert Zemeckis seja um mau filme, antes pelo contrário; o problema é que, em 1994, havia um outro filme chamado... &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110912/"&gt;Pulp Fiction&lt;/a&gt; (e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0111161/"&gt;Os Condenados De Shawshank&lt;/a&gt;, mas isso já é outra história). Mas apesar de eu ser um aficcionado do filme de Quentin Tarantino, a vitória de &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0109830"&gt;Forrest Gump&lt;/a&gt; não me indigna tanto como a de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0299658/"&gt;Chicago&lt;/a&gt;, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0109830/"&gt;Forrest Gump&lt;/a&gt; é a história de Tom Hanks, então em pleno processo de transformação em papa-Oscares (antes houvera &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0107818/"&gt;Filadélfia&lt;/a&gt; e no ano seguinte &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0112384/"&gt;Apollo 13&lt;/a&gt;), um saloio sulista com um ligeiro atraso, desde a sua infância aos dias de hoje. Aparentemente, a vida de Gump, que nascera com a espinha torta e um QI abaixo do normal, parecia condenada ao anonimato, mas contra todas as previsões, acabou por se tornar num agente determinante em cerca de três décadas de história norte-americana. Ou seja, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0109830/"&gt;Forrest Gump&lt;/a&gt; é a tão habitual fábula do underdog que os americanos tanto gostam e que provam que o sonho americano contiua a existir para qualquer um que ouse sonhar. Ou não fossem os Estados Unidos a terra das oportunidades. God bless the USA. Bandeiras desfraldadas ao vento, música orquestral e fade out até passarem os créditos finais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como se isso não bastasse, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0109830/"&gt;Forrest Gump&lt;/a&gt; é ainda uma aula de História dos Estados Unidos em forma compactada. Um resumo que começa na segregação racial dos anos 50, passa pelo flower power dos anos 60, a guerra do Vietname e a ascenção da contra-cultura nos anos 70 até aos primeiros cartuchos do disco pós-Guerra Fria. American History for dummies, dizem vocês. Não são dummies, corrijo eu, são simplesmente norte-americanos. E, como se isso não bastasse, a própria personagem Forrest Gump é mesmo determinante em muitos episódios históricos, através da manipulação da História e da manipulação digital, que o metem a interagir em found footage real com os presidente americanos (John F. Kennedy, Richard Nixon, Lyndon Johnson e Gerald Ford) ou a ensinar o Elvis a dançar ou a ser o garganta funda que denunciou Watergate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0109830/"&gt;Forrest Gump&lt;/a&gt; é feito à medida dos norte-americanos, mas com um sentido de humor inteligente e uma aura feelgood com que Zemeckis nos habituou na trilogia &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0088763/"&gt;Regresso Ao Futuro&lt;/a&gt;. E trespassando o filme de uma ponta à outra está um optimismo latente, daqueles que nos deixa o coração aquecido mesmo quando nos faz chorar: é o espírito Frank Capra, que Zemeckis pediu emprestado a Steven Spielberg, produtor deste épico para toda a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, Forrest Gump deixa ainda uns bombons pelo caminho, para nos adocicar a boca. Já nos havia preso pelos olhos e depois prende-nos pela barriga. Há a banda-sonora, verdadeira jukebox de hits dos anos 50 ao final dos 70 (Clarence Frogman Henry, Bob Dylan, Joan Baez, CCR, Hendrix, Doors...), há a versão azeda e sem pernas de Gary Sinise do tenente-coronel Bill Kilgore ou até um debutante Haley Joel Osment. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110912/"&gt;Pulp Fiction&lt;/a&gt; é melhor e merecia gahnhar o Oscar? Sim, mas a culpa não foi de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0109830/"&gt;Forrest Gump&lt;/a&gt;. A culpa foi da casualidade de ter um ano com dois Royale With Cheese tão apetitosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://images2.fanpop.com/images/photos/4100000/Forrest-Gump-forrest-gump-4174383-1014-419.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-6496955326884591876?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6496955326884591876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6496955326884591876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/forrest-gump-titulo-forrest-gump.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-1993866830158587816</id><published>2011-10-13T09:29:00.001Z</published><updated>2011-10-14T18:45:40.955Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;HOMENS DE NEGRO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119654/"&gt;Men In Black&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Barry Sonnenfeld&lt;br /&gt;Ano: 1997&lt;br /&gt;&lt;img src="http://livingfreenyc.com/wp-content/uploads/2011/07/Men-In-Black-1997.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1997, Will Smith fazia uma versão pateta do seu filme de extraterrestres do ano anterior, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0116629/"&gt;Dia Da Independência&lt;/a&gt;. E, como tudo o que tocava na altura, também &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119654"&gt;Homens De Negro&lt;/a&gt;, realizado pelo competente tarefeiro Barry Sonnenfeld (daqueles que não dão mau nome à profissão) se transformou em ouro. Smith era o Midas de Hollywood no final dos anos 90, visto como o novo Eddie Murphy (que raio, Murphy ainda está aí para as curvas, hão-de ver na próxima edição dos Oscares), e conseguia com um buddy movie de ficção-científica o mesmo êxito de um épico blockbuster-catástrofe de Roland Emmerich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119654"&gt;Homens De Negro&lt;/a&gt; é uma comédia de ficção-científica com toques de filme de acção. Faz lembrar ficção-científica camp de clássicos da década anterior, como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0087332/"&gt;Os Caça-Fantasmas&lt;/a&gt; ou mesmo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0087363/"&gt;O Pequeno Monstro&lt;/a&gt;, mas segundo a estrutura buddy movie, na qual Will Smith provara dar-se bem com a sua forma de ser desbocada e corpo para dar ao manifesto em cenas de acção (alguém mencionou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0112442/"&gt;Os Bad Boys&lt;/a&gt;?). &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119654"&gt;Homens De Negro&lt;/a&gt; é um divertido e descontraído filme de extraterrestres, mas segundo a fórmula Jim Henson (na verdade as criaturas saíram todas da imaginação de Rick Baker, que basicamente é a mesma coisa) e o humor de Douglas Adams e o seu &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0371724/"&gt;À Boleia Pela Galáxia&lt;/a&gt;, o clássico da comédia sci-fi - goza com ela, mas de forma inteligente, sem ofender os geeks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Will Smith é então um polícia que é convidado a entrar para os Homens de Negro, uma instituição secreta, mas tão secreta, que nem o Governo norte-americano a conhece. O objectivo: governar o planeta Terra, interposto galáctico para extraterrestres em missões diplomáticas, em busca de asilo político ou, simplesmente, de passagem. Como descreve Tommy Lee Jones, a Terra é como o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0034583/"&gt;Casablanca&lt;/a&gt;, mas sem nazis. O cariz subversivo de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119654"&gt;Homens De Negro&lt;/a&gt; começa a desenhar-se neste thriller conspirativo, mas dá ainda umas ferroadas na sociedade civil norte-americana, principlamente quando começa com uma caça a um &lt;i&gt;alien&lt;/i&gt; que se mascara de mexicano e tenta entrar clandestinamente nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119654"&gt;Homens De Negro&lt;/a&gt; apoia-se nas costas de Will Smith grande parte das vezes, que por sua vez aproveita o contraponto cool de Tommy Lee Jones (que nos anos 90 fez uma série de filmes como este para ver se as pessoas não se esqueciam dele de futuro, o que parece ter resultado), para esgalharem gagues divertidos, boas cenas de acção (uma perseguição a pé pelo Guggenheim fica sempre bem em qualquer lado, mesmo que faça lembrar o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0321781/"&gt;Cremaster 3&lt;/a&gt;) e hora e meia de entretenimento mais ou menos pateta, que se imiscui com a realidade, dando alfinetadas em Stallone ou Dennis Rodman. Pode parecer estranho, mas da carreira de Will Smith, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119654"&gt;Homens De Negro&lt;/a&gt; até é dos melhores McBacons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.jonathanrosenbaum.com/wp-content/uploads/2011/02/meninblackbem.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HOMENS DE NEGRO 2:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120912/"&gt;Men In Black II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Barry Sonnenfeld&lt;br /&gt;Ano: 2002&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_oDY2neBy6G4/SpfnukwHLdI/AAAAAAAAB5o/xHttfkjSzrA/s1600/men-in-black.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso do primeiro &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119654/"&gt;Homens De Negro&lt;/a&gt; explicava-se pela conjugação dos seguintes factores: o revitalizar da horror comedy, subgénero que estava moribundo desde &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0087332/"&gt;Os Caça-Fantasmas&lt;/a&gt; mais ou menos; o tom descontraído e muito cool; e a equação feliz (Tommy Lee Jones + Will Simth) + Rick Baker + Danny Elfman. Por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120912"&gt;Homens De Negro 2&lt;/a&gt; era mais do que inevitável. Infelizmente, enquanto que da primeira vez, Barry Sonnenfeld tinha-se preocupado em fazer um filme, aqui preocupou-se única e simplesmente em fazer dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120912"&gt;Homens De Negro 2&lt;/a&gt; parece ter sido escrito num workshop de cinema de dois dias na APPACDM, por meninos com trissomia 21. Completamente ingénuo, sem chama, apinhado de lugares-comuns e uma boçalidade gritante, que me faz querer ir procurar um diccionário de adjectivos só para lhe cascar em cima. É tão mau que nem parece uma continuação do primeiro. Quando começa, o parceiro de Will Smith já não é Linda Fiorentino, mas antes (o sempre genial) Patrick Warburton. Descobrimos então que Smith se tornou num neurolizador compulsivo e, daqui até ir desempoeirar uma estória antiga de amor que põe em causa o futuro do universo que exige retirar Tommy Lee Jones da prateleira, é um pulinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tommy Lee Jones regressa então a meio do filme e, surpresa!, vem em modo badass. Não nos lembrávamos que, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119654/"&gt;Homens De Negro&lt;/a&gt;, Tommy Lee Jones conseguisse fazer tais coisas. Se calhar houve outro filme da série que perdemos... Mas depois percebemos que, se calhar, foi mesmo Barry Sonnenfeld que se esqueçeu do tom do seu filme anterior, no meio de tanta masturbação digital, com um CGI exagerado que, além de não convencer, ofusca as criações geniais de Rik Baker. Por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120912"&gt;Homens De Negro 2&lt;/a&gt; aposta tudo no cão que fala (e canta Gloria Gaynor) e na piada improvisada de Will Smith que, em 2005, rodou até ficar mais do que gasta - &lt;i&gt;Actually it came with a black dude, but he kept getting pulled over&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto somado a algumas piadas que às vezes parecem os gags maus de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0095705/"&gt;Aonde Pára A Polícia&lt;/a&gt;, um Johnny Knoxville irritante e uma Rosario Dawson cuja expressão de espanto é equivalente à capacidade dramática dum pimentão que tenho ali no frigorífico, faz com que chegue a uma altura que já nos estamos nas tintas para o cameo do Michael Jackon (RIP) e para um filmezinho-série-z que resume toda a história passada do filme, estrelando o grande Peter Graves. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120912"&gt;Homens De Negro 2&lt;/a&gt; é um Happy Meal decepcionante que me faz perder toda a vontade de ver esta sequela tardia que aí vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_XlRdOtBbiWs/TLRUc82-fCI/AAAAAAAAeR8/REDItkpz9LY/s1600/Men-In-Black-II.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-1993866830158587816?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1993866830158587816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1993866830158587816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/homens-de-negro-titulo-men-in-black.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oDY2neBy6G4/SpfnukwHLdI/AAAAAAAAB5o/xHttfkjSzrA/s72-c/men-in-black.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-7423645615373974688</id><published>2011-10-11T18:56:00.001Z</published><updated>2011-10-12T09:23:31.608Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;GI JOE - O ATAQUE DOS COBRA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1046173"&gt;GI Joe - The Rise Of Cobra&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Stephen Sommers&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;&lt;img src="http://saint-michael.trap17.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/hr_GI_Joe_Exclusive_Poster.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era puto se havia coisa que eu curtia mesmo eram os GI Joes. Tinha dezenas de bonecos desses e só não tinha mais porque não mos compravam. Havia qualquer coisa naqueles action figures articulados que só encontrava rival no spectrum (isto foi muito antes de aparecerem as consolas da Sega e da Nintendo), mas com a vantagem de não ter de estar à espera vinte minutos sempre que queria brincar. Por isso, quando estreou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1046173/"&gt;GI Joe - O Ataque Dos Cobra&lt;/a&gt; soltei um riso miudinho, que fiz questão de esconder de todas as pessoas que pensam que eu sou uma pessoa de bem, com gostos eruditos e interesses intelectuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1046173/"&gt;GI Joe - O Ataque Dos Cobra&lt;/a&gt; e, mesmo não reconhecendo nenhuma personagem (eu não via os desenhos-animados, confesso), senti-me como se tivesse novamente 5 anos e estivesse a brincar com os GI Joes. É que vale tudo no filme, fazendo lembrar as discussões de quando eramos gaiatos: &lt;i&gt;O meu boneco é mais forte que o teu, derrotei-te. Não não, o meu é que é mais forte, porque salta mais alto. Salta mais alto porquê? Hmm.. porque tem um fato especial que o faz saltar mais alto.&lt;/i&gt;. Sim, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1046173/"&gt;GI Joe - O Ataque Dos Cobra&lt;/a&gt; existem fatos aceladores que fazem os heróis correrem mais depressa, saltarem mais alto e baterem com mais força que os seus inimigos, esticando os gadgets do James Bond ao limite do irrealismo. Mesmo que o realizador, Stephen Sommers, diga que toda a tecnologia do filme possa estar inventada em 20 anos, não acredite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen Sommers está completamente descontrolado em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1046173/"&gt;GI Joe - O Ataque Dos Cobra&lt;/a&gt;, filme de acção em que vale tudo. É como Armaggedon, que até valia fazer fogo no espaço, desde que isso possibilitasse mais uma explosão e uma cena emocionante, mas ainda mais exagerado. Tão exagerado que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1046173/"&gt;GI Joe - O Ataque Dos Cobra&lt;/a&gt; aproxima-se perigosamente do camp, como aquele flagelo que foi &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118688/"&gt;Batman &amp; Robin&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem, para quem não sabe, os &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1046173/"&gt;GI Joe - O Ataque Dos Cobra&lt;/a&gt; são uma força militar internacional e secreta que junta os melhores operacionais de todas as forças especiais do Mundo. Curiosamente, olhamos para o filme e, exceptuando um marroquino (Saïd Taghmaoui), são todos norte-americanos (ah, há uma inglesa, que é a ideia mais próxima de multiculturalidade dos americanos), loiros, olhos azuis e queixo quadrado (e claro que existe o preto brutamontes e o preto que debita one-liners para o comic relief), ou não fossem os Estados Unidos e polícia do Mundo. Mais curioso ainda é, no final, os heróis principais e os vilões serem todos da mesma família e ex-namorados, provando que, até para estas agências internacionais, o mundo é apenas uma aldeia grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pseudo-argumento, que mais não é do que um ligeiro motivo para ir avançando o filme de sequência de acção em sequência de acção cada vez mais grandiosa, engloba um negociante de armas descendente de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120744/"&gt;O Homem Da Máscara De Ferro&lt;/a&gt; (juro!) e nanotecnologia verde, que desde o remake de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0970416/"&gt;O Dia Em Que A Terra Parou&lt;/a&gt; tem sido o sonho molhado de tudo o que é realizador insano de filmes de acção. E por falar em realizadores insanos de filmes de acção, quem diria que Michael Bay iria encontrar em Sommers um rival de peso no campeonato mundial dos blockbusters pueris e superficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há algo que me faz confusão em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1046173/"&gt;GI Joe - O Ataque Dos Cobra&lt;/a&gt; e que tem a ver com o elenco. Olhamos para os nomes envolvidos e percebemos que Dennis Quaid tenha aceite o papel para fazer o gosto ao filho, percebemos que Sienna Miller tenha aceite o papel para ter, finalmente, uma oportunidade de não fazer de puta drogada, percebemos que os outros todos tenham aceite o filme para ver se tinham alguma visibilidade, mas.... não percebemos o que faz Joseph Gordon-Levitt num filme como este, por mais que tentemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pronto, diverti-me à brava a ver o filme e aposto que ainda vou gostar mais da sequela, que parece que vai mudar tudo outra vez, elenco e realizador incluído. Enfim, se brincou com GI Joes quando era mais novo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1046173/"&gt;GI Joe - O Ataque Dos Cobra&lt;/a&gt; pode ser um Cheeseburger para recordar os bons velhos tempos. Se não, algo mais do que o Happy Meal é insulto ao cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.filmofilia.com/wp-content/uploads/2009/06/gijoe_9.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-7423645615373974688?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7423645615373974688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7423645615373974688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/gi-joe-o-ataque-dos-cobra-titulo-gi-joe.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8544617635748233381</id><published>2011-10-10T09:04:00.001Z</published><updated>2011-10-10T11:42:35.037Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Esmir Filho&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.dignow.org/pimages/imgfaed9c45801a4690bcfc7ca6a471eb8b.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que nos chega um filme brasileiro que não encaixa no realismo de favela com que eles nos têm inundado desde &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0317248/"&gt;Cidade De Deus&lt;/a&gt;. Aliás, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt; (título esquisito) não podia ser mais diferente. Não há cá cores quentes e saturadas, ritmo trepidante e sons exóticos; o cenário é antes uma aldeia do interior, cheia de caipiras, o horizonte sempre com um nevoeiro messiânico e a música, bom... a banda-sonora daquele local é um misto de rancho folclórico com música de carrinhos de choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt; é a longa-metragem de estreia de um jovem de apenas 20 e tal anos, Esmir Filho, o que mete particular raiva. Ninguém tem 25 anos, muito menos a filmar com uma maturidade assim. Mas para nós, geração internet, Esmir Filho não é um nome totalmente desconhecido, já que é ele o autor da curta &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0945517/"&gt;Tapa Na Pantera&lt;/a&gt;. Provavelmente não estão a associar o nome ao vídeo, até porque muitas vezes ele aparece anónimo, mas depois de &lt;a href="www.youtube.com/watch?v=6rMloiFmSbw"&gt;clicarem aqui&lt;/a&gt; vão ver o que é. E depois deste manfiesto pró-erva, entendemos melhor a liberdade conceptual de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, mesmo se tivermos em conta o novo cinema brasileiro, aquele que é tão louvado, mas que teima em nunca chegar às nossas salas (aquele que existe além da &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0317248/"&gt;Cidade De Deus&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0861739/"&gt;Tropa De Elite&lt;/a&gt;), &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt; é obra estranha, que não encaixa no molde. Caetano Veloso, pessoa insuspeita, tem sido um dos nomes que tem posto &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt; nas palminhas. E nós não estranhamos, já que o filme até rima com o psicadelismo e o avant-garde do tropicalismo e da marginália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt; é a história de Juliaen (Ismael Caneppele), um jovem de uma aldeola caipira, que vive consumido pelo próprio local e pelas limitações geográficas. O seu escape é o Bob Dylan, o flickr de uma tipa de quem deduzimos ter acontecido algo trágico e, claro, a internet. Mas neste ponto a dúvida existencial é se &lt;i&gt;estar perto não é físico&lt;/i&gt; - frase-chave do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obra poética, mais reflexiva do que contemplativa, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt; encontra paralelo no cinema europeu do alheamento (olá Antonioni), mas sobretudo na obra sul-americana de Lucrecia Martel. Contudo, em comparação com estes, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt; é menos despegado do físico e menos pausado - aí está o legado da geração internet, nada demora demasiado tempo. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt; é ainda misterioso e sombrio, sempre com uma aura de morte a pairar, materializada numa ponte de ferro onde os caipiras se suicidam aos mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos a tentar e não acreditamos como é que Esmir Filho só tem 20 e tal anos. Mas só um jovem para entender o que é ser jovem e cristalizar em imagens a angústia juvenil (teenage angst, sic), não é? &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1483795/"&gt;Os Famosos E Os Duendes Da Morte&lt;/a&gt; é um ovni em português tipo McChicken.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-xX7PPfPJqaU/TWMng-oa6JI/AAAAAAAAAps/0f-zeEsZHno/s1600/os%2Bfamosos3.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8544617635748233381?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8544617635748233381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8544617635748233381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/os-famosos-e-os-duendes-da-morte-titulo.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xX7PPfPJqaU/TWMng-oa6JI/AAAAAAAAAps/0f-zeEsZHno/s72-c/os%2Bfamosos3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-216676570303382258</id><published>2011-10-07T08:13:00.000Z</published><updated>2011-10-07T08:13:00.969Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FAVORES EM CADEIA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0223897"&gt;Pay It Forward&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Mimi Leder&lt;br /&gt;Ano: 2000&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_ZyBGdXZ4e5A/TKXe8bF0LbI/AAAAAAAASu0/NBeuJagw5hk/s1600/supercine-anarquia.blogspot.com.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2011 é o Ano Europeu do Voluntariado e &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0223897"&gt;Favores Em Cadeia&lt;/a&gt; será, quiçá, o melhor filme para lhe prestar tributo. Mesmo não sendo um super-filme, é suficiente para passar a mensagem de altruismo do voluntariado. Contudo, também é necessário sensibilizar as pessoas para uma responsabilização social do voluntariado, principalmente acabando com as ideias feitas: ser voluntário não é trabalhar de graça e ser voluntário não é só fazer o bem, é fazê-lo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que já terminei o sermão, vamos ao filme. &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0223897"&gt;Favores Em Cadeia&lt;/a&gt; é o filme em que Haley Joel Osment, quando ainda conseguia convencer o pessoal de Hollywood com os seus olhos de anime, inventa um esquema em pirâmide para fazer o bem. Se cada pessoaajudar três pessoas, de forma sincera e sem esperar nada em retorno, e se cada uma dessas pessoas ajudar outras três pessoas - e por aí fora -, o Mundo tornar-se-ia um sítio melhor. Assim, Haley Joel Osment começa por ajudar um sem-abrigo heroínomano (Jim Caviezel), tenta ajudar um colega a não levar uma tareia descomunal dum puto latino e ajuda o seu professor queimado a ter sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos tivemos algum professor que nos marcou (no bom sentido, claro), pela sua experiência ou pela forma como nos identificamos com o que dizia (ou como o que dizia nos transformou). A Haley Joel Osment foi Kevin Spacey, com a sua lábia engana-tolos e à-vontade apesar de ter a cara feita em merda; por isso, a forma que arranjou para o ajudar foi atiçar-lhe a mãe, uma white-trash alcoólica (Helen Hunt na sua última oportunidade de ter um papel que pudesse andar de mini-saia e decote até ao umbigo). Wait, what? Como se isso não bastasse, as outras acções de altruísmo que a realizadora, Mimi Leder, nos mostra são, por exemplo, uma velha bêbada que ajuda um preto a roubar um rádio ou um preto que dá uns tiros no hospital(!) para que uma miúda com asma seja atendida(!!). Hmm, alguém está aqui baralhado com algumas definições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.imdb.com/title/tt0223897"&gt;Favores Em Cadeia&lt;/a&gt; procura ainda manipular-nos, primeiro com os olhos grandes de Haley Joel Osment, e depois com o facto de ele: 1) ter um pai que bate na mãe 2) ter uma mãe bêbada 3) ter uma mãe stripper 4) ter uns pais que o negligenciam. Com tanta tragédia na família, estava-se mesmo a ver que Mimi Leder ia esticar a corda para tentar o tearjerker final. E voilá! Afinal o puto latino com mau feitio servia mesmo para alguma coisa. Para perceber como &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0223897"&gt;Favores Em Cadeia&lt;/a&gt; é tão limpinho e polidinho. basta dizer que quem faz de pai wifebeater e saloio é... Jon Bon Jovi. Como é que algum filme sobrevive a algo mais do que um Double Cheeseburger com isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://cbswbbav.files.wordpress.com/2011/08/pay-it-forward.jpg?w=385&amp;amp;h=240" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-216676570303382258?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/216676570303382258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/216676570303382258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/favores-em-cadeia-titulo-pay-it-forward.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ZyBGdXZ4e5A/TKXe8bF0LbI/AAAAAAAASu0/NBeuJagw5hk/s72-c/supercine-anarquia.blogspot.com.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2352278664995956217</id><published>2011-10-06T08:10:00.000Z</published><updated>2011-10-06T08:10:00.379Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;OS PÁSSAROS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0056869"&gt;The Birds&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Alfred Hitchcock&lt;br /&gt;Ano: 1963&lt;br /&gt;&lt;img src="http://rwnd.files.wordpress.com/2010/06/birds.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.imdb.com/title/tt0056869"&gt;Os Pássaros&lt;/a&gt; será um dos filmes mais inquietantes e misteriosos de Alfred Hitchcock, mas também um dos mais violentos. Aliás, o mestre terá mesmo garantido que este seria o seu trabalho mais assustador até há data e isso, tendo em conta que o seu filme anterior fora o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0054215/"&gt;Psico&lt;/a&gt;, era obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer estranho que um filme sobre pássaros - gaivotas e corvos, sobretudo, mas também tentilhões e pardais -, criaturas pacíficas e fofas que&lt;i&gt;só existem para trazer beleza ao Mundo&lt;/i&gt;, como refere uma ornitóloga durante o filme, sejam o motivo de um dos mais terríficos filmes da sétima arte. Mas por mais monstros, zombies ou alienígenas que o cinema invente, nunca há de aparecer nada mais assustador do que criaturas comuns do nosso dia-a-dia. Porque, no fundo no fundo, sabemos sempre que monstros não existem e é tudo fruto da nossa imaginação; enquanto que pássaros (e quem diz pássaros diz tubarões ou saloios) são bem reais e estão aqui bem ao nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.imdb.com/title/tt0056869"&gt;Os Pássaros&lt;/a&gt; é o filme que inaugurou o sub-género do filme tragédia que tem a ver com a revolta da Natureza (e que teve o seu culminar com o absurdo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0949731/"&gt;O Acontecimento&lt;/a&gt;). Num lugarejo costeiro, Bodega Bay, cheio de marinheiros de água doce e pescadores, os pássaros da região começam a juntar-se em ataques em massa planeados e regulares, trazendo o terror à socialite Melanie Davies (Tippi Hedren) e o médico e menino-da-mamã Mitch Brenner (Rod Taylor), recém-apaixonados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hitchcock começa por introduzir os seus personagens. Melanie Davies e Mitch Brenner conhecem-se na cidade, num encontro malandro orquestrado por ele numa loja de animais. Ela, fascinada por ele, segue-o até Bodega Bay para lhe pregar uma partida, num flirt delicioso entre macho e fêmea, daqueles que o mestre - grande observador da natureza humana - fazia tão bem. Introduzidas as personagens e devidamente contextualizadas (não tanto ela, que sabemos ser uma socialite boémia, mas ele, a braços com uma mãe possessiva (Jessica Tandy) e uma irmã demasiado nova), Hitchcock inicia a escalada de suspense, primeiro com uns ataques pontuais de pássaros, e depois com o terror todo de uma só vez, encurralando os heróis numa casa cercada, lembran do os westerns clássicos em que os cowboys ficavam sitiados nos seus fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0056869/"&gt;Os Pássaros&lt;/a&gt; é um dos filmes mais estudados de Alfred Hitchcock. Uma vez que nunca é dada uma explicação para o ataque das aves - e tendo em conta que, para além de mestre no suspense, Hitchcock era um mestre da psicologia humana -, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0056869/"&gt;Os Pássaros&lt;/a&gt; tem sido abordado ao longo dos anos de vários ângulos e por vários filósofos (já ouviram falar de Slavoj Zisek?). Há quem defenda que os pássaros são uma metáfora para o amor romântico, outros para a Humanidade e até quem os veja sob uma perspectiva de géneros. Eu, pessoalmente (e mesmo que o amor daquela mãe possessiva dê pano para mangas), continuo a preferir ver o filme como um simples acto de vingança irracional dos animais, a favor do casal de periquitos que acompanha os heróis durante todo o filme numa gaiola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado ao fim, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0056869/"&gt;Os Pássaros&lt;/a&gt; termina com um final aberto sem qualquer explicação. Hitchcock evitou o habitual &lt;i&gt;the end&lt;/i&gt; porque queria mostrar que o terror continuava, sem previsões de terminar. Percebe-se a ideia, mas não deixa de ser extremamente irritante para quem está a ver o filme. E é isso que me faz ficar pelo McRoyal Deluxe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.filminamerica.com/Movies/TheBirds/birds24.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2352278664995956217?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2352278664995956217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2352278664995956217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/os-passaros-titulo-birds-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-211892654736002481</id><published>2011-10-05T08:06:00.001Z</published><updated>2011-10-05T08:06:00.051Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O PANDA DO KUNG FU 2:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1302011/"&gt;Kung Fu Panda 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Jennifer Yuh&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://baixarfilmesonline.tv/wp-content/uploads/2011/06/kung-fu-panda-2.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve qualquer no primeiro &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0441773/"&gt;O Panda Do Kung Fu&lt;/a&gt; que me tocou. Não tenho a certeza se foi o facto de ser ligeiramente superior que os outros desnehos-animados da Dreamworks, desde o já longínquo Shrek inicial, ou se foi apenas por recriar, de forma animada, o mundo das artes marciais dos filmes de Hong Kong, com Cheh Chang à cabeça. que foram um pilar fundamental da minha educação cinéfila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dissipado o factor novidade, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1302011/"&gt;O Panda Do Kung Fu 2&lt;/a&gt; é uma sólida aventura de artes marciais de um grupo de animais antropormofizados, liderados por um trapalhão e desajeitado panda, Po (voz de Jack Black), mas com uma inesperada insistência no melodrama. É que, no fundo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1302011/"&gt;O Panda Do Kung Fu 2&lt;/a&gt; é um filme sobre a origem de Po, o choosen one do kung fu numa China feudal mitificada, mergulhando no seu passado e deixando automaticamente uma porta aberta para a próxima sequela. Afinal de contas, não era nada que não estivessemos à espera. Pelo menos, falo por mim, que sempre desconfiei que o ganso de James Hong  não era o pai biológico do panda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visto que já não necessitou de se demorar na apresentação das personagens - já as conhecemos  todas e, por isso, as secundárias saem prejudicadas, com pouco tempo de antena, que o digam Angelina Jolie e Jackie Chan -,&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1302011/"&gt;O Panda Do Kung Fu 2&lt;/a&gt; monta uma aventura que se delicia consigo própria (e connosco): coregrafias ambiciosas, desfrutando de toda a liberdade da animação digital, cenários coloridos e detalhados e uma dinâmica com as personagens fluída e escorreita. E nós vamo-nos lembrando de Bruce Lee e de &lt;a href="Ying hung chut siu nin"&gt;Os Jovens Heróis De Shaolin&lt;/a&gt;, enquanto salivamos de nostlagia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gags divertidos, Jack Black num underacting saudável, Jean-Claude Van Damme num excelente toque cinematográfico (e com o seu mestre crocolido a fazer a espargata, o seu movimento de marca) e um equilíbri entre acção e comédia, fazen desta uma sequela competente, que prolonga o folclore de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1302011/"&gt;O Panda Do Kung Fu 2&lt;/a&gt; numa saga que vale a pena parar para ver sem reservas. Só era escusado insistir tanto no melodrama, confundindo terarjerker com maturidade. Um redondo McBacon e venha de lá a trilogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://ci.i.uol.com.br/album/kung_fu_panda_2_2011_f_007.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-211892654736002481?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/211892654736002481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/211892654736002481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/o-panda-do-kung-fu-2-titulo-kung-fu.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-7102020721979134589</id><published>2011-10-04T08:09:00.001Z</published><updated>2011-10-04T08:09:00.390Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;4 COPAS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: 4 Copas&lt;br /&gt;Realizador: Manuel Mozos&lt;br /&gt;Ano: 2008&lt;br /&gt;&lt;img src="http://icam.sercultur.pt/images/filmes/4copas_cartaz_f.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema português sempre gostou de &lt;i&gt;jovens rebeldes sem causa&lt;/i&gt;, simplificando a coisa com a expressão cunhada por James Dean, se bem que ele tinha mais razões para se rebelar do que a maoria dos seus sucessores. E Manuel Mozos até tem na sua obra um dos mais destacados desses eemplares, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0105849/"&gt;Xavier&lt;/a&gt;, com Pedro Hestnes Ferreira, cara do hedonismo juvenil português, como protagonista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0816149/"&gt;4 Copas&lt;/a&gt; começa por se parecer com mais um capítulo nesta saga de rebeldes sem causa. Rita Martins é a adolescente em causa. Chateia-se com os namorados porque &lt;i&gt;os homens são todos iguais&lt;/i&gt;, trabalha no salão de beleza da sua madrasta com enfado porque tem que se sustentar e anda por aí aos tombos. Até que descobre que a sua mãe nova (Margarida Marinho a fazer de cabra enjoada, outra vez), uma ex-jogadora compulsiva, anda a pôr os cornos ao pai (Joâo Lagarto, um banana que é figurante no seu próprio filme). Com requintes de malvadez cirúrgica, Rita Martins aproxima-se do amante da madrasta (Filipe Duarte), sem sabermos bem quais as suas reais intenções. E por momentos pensamos estar a ver uma variação daquela pérola escondida, que é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0890883/"&gt;Musta Jää&lt;/a&gt;, em que Rita Martins orquestra uma vingança gélida, daquelas que as mulheres tanto gostam. Mas afinal não, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0816149/"&gt;4 Copas&lt;/a&gt; é só mais um filme português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que se aproxima do final, as personagens ganham cada vez menos atenção por parte de Mozos, em situações aleatórias e cenas cada vez mais curtinhas, até à irrisão total. Apesar da boa ideia inicial, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0816149/"&gt;4 Copas&lt;/a&gt; afunda-se numa amplitude televisiva, com uma noção cinematográfica que se limita, muitas vezes, às cabeças falantes, e até ao final inconsequente, que busca desesperadamente o fim feliz não se percebe bem porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0816149/"&gt;4 Copas&lt;/a&gt; é uma boa ideia desperdiçada e dois ou três tiros nos pés. Felizmente não existem as cenas sensacionalistas de sexo nem asneiras a povoar gratuitamente as falas das personagens. Vale um Double Cheeseburger. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://timeout.sapo.pt/images_content/4copas200809a.jpg" width="350" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-7102020721979134589?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7102020721979134589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7102020721979134589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/4-copas-titulo-4-copas-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5763802184979394972</id><published>2011-10-01T17:03:00.000Z</published><updated>2011-10-02T16:14:02.061Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FRENÉTICO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0095174/"&gt;Frantic&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Roman Polanski&lt;br /&gt;Ano: 1988&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.tulumba.com/mmTULUMBA/Images/VIFR002541_250.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter assentado um pouco a poeira da sua acusação de ter violado uma menor, Roman Polanski continuou a marcar pontos com mulheres mais jovens. E, na década de 80, aumentou o seu palmarés com Emmanuelle Seigner, com quem iria casar depois. E, tal como Sharon Tate, Polanski começou a trablhar com ela: primeiro em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0095174/"&gt;Frenético&lt;/a&gt;, o regresso do mestre à sua boa forma, depois da desilusão &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091757/"&gt;Piratas&lt;/a&gt;; e depois, quatro anos mais tarde, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0104779/"&gt;Lua De Mel, Lua De Fel&lt;/a&gt;, onde a pôs a fazer de femme fatale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frenético é a história do médico Richard Walker, um Harrison Ford no papel que se sente mais confortável: o de leading man, com aquele toque clássico que faz dele um dos actores de maior sucesso da história de Hollywood. Ford vai a França com a sua esposa para um congresso de medicina, mas, ao sair do banho no seu quarto de hotel, descobre que a sua mulher desapareceu sem deixar rasto. Eis Polanski a repetir &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0074811/"&gt;O Inquilino&lt;/a&gt;. Nesse, o próprio Polanski era um imigrante nos Estados Unidos, representado-se a si próprio; aqui, Ford é um estranho numa terra estranha, com Polanski a fazer mais uma vez com que os espectadores percebessem como é que é ser um estrangeiro noutra terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harrison Ford vai então embarcar numa aventura para descobrir o paradeiro da esposa, mas com mais calma e classe, não como o desesperado e nervoso Richard Kimble, de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0106977/"&gt;O Fugitivo&lt;/a&gt;, sempre a tentar descobrir o assassino da mulher. Aliás, o ritmo do filme, apesar de inquietante, pouco ou nada condiz com o título, tendo inclusive levado Ford a dizer, em entrevista, que o filme se devia ter chamado "moderadamente perturbado". Roman Polanski não se riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0095174/"&gt;Frenético&lt;/a&gt; será, quiçá, o filme de Polanski em que ele mais se aproximou de Alfed Hitchcock, num thriller envolvente, ue vai levantando aos poucos e poucos o véu do mistério. Mas tem um extra ineperado, que é a inclusão a meio do filme da jovem Emmanuelle Seigner, com um ar distante e igualmente enigmático, não muito esperta, mas determinada. Além disso, Polanski utiliza-a para insistir em mais um confronto no filme: Seigner, com as suas roupas e maquilhagem, simboliza o new-wave e o pós-modernismo (lado a lado com Grace Jones, cuja &lt;i&gt;I've Seen That Face Before&lt;/i&gt;, está por todo o lado - quase como em 1988), em contraste com a Paris romântica e old school a que estamos habituados a ver no cinema. E a cereja no topo do bolo é a cena memorável em que um envergonhado Ford e uma desinibida Seigner dançam a música de Grace Jones num cabaret cheio de monhés velhos e ricos, cujo fabuloso mundo do youtube nos permite disponibilizar em baixo (atenção ao minuto 1:06 do vídeo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0095174/"&gt;Frenético&lt;/a&gt; termina depois de mais uma bela cena nos telhados de Paris e um tiroteio seco demais para um thriller destes. Mas quando Ford reencontra a esposa e a tela escurece, não deixamos de nos sentir um pouco desconfortáveis, depois de toda a tensão sexual destilada pelo norte-americano e a jovem Emmanuelle Seigner. É pelas coisas que escreve sempre nas entrelinhas que gostamos de Polanski. E &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0095174/"&gt;Frenético&lt;/a&gt; é um dos seus McRoyal Deluxes mais subvalorizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe width="450" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/RRoRo5mUV5o" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5763802184979394972?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5763802184979394972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5763802184979394972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/10/frenetico-titulo-frantic-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/RRoRo5mUV5o/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3102761064420628414</id><published>2011-09-29T11:29:00.001Z</published><updated>2011-09-29T11:29:00.386Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;MISSÃO A MARTE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0183523/"&gt;Mission To Mars&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Brian De Palma&lt;br /&gt;Ano: 2000&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_WkKZJVG5wTk/TO9x3V-PqHI/AAAAAAACxtk/pYqHjGokBjI/s1600/mission_to_mars%2Bposter.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me lembro perfeitamente, apesar na altura de ser um miúdo inconsciente que via no cinema coisas como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0133046/"&gt;O Rapto Da Senhora Tingle&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0205000/"&gt;Gigolo Profissional&lt;/a&gt; (a sério), de ter ficado deveras espantado quando fui ver &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0183523/"&gt;Missão A Marte&lt;/a&gt;. Um filme de ficção-científica feito pelo Brian De Palma? Mas o homem estava parvo? De Palma, o mestre dos filmes de gangsters, a fazer uma parvoíce no espaço? Depois, anos mais tarde, descobri &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0071994/"&gt;O Fantasma Do Paraíso&lt;/a&gt; e deixei de pensar assim. Excepto na parte de que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0183523/"&gt;Missão A Marte&lt;/a&gt; é uma treta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0183523/"&gt;Missão A Marte&lt;/a&gt; é tanto um filme de ficção-científica e um space movie. E qual é a diferença? Passo a explicar. Os space movies são filmes de ficção-científica cientificamente correctos que se passam no espaço e que, mesmo que não sejam verdade, podiam ser realidade. Exemplos: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0112384/"&gt;Apollo 13&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0062622/"&gt;2001: Odisseia No Espaço&lt;/a&gt;, etc. Filmes de ficção-científica são aqueles que, passando-se também no espaço (ou em outros planetas), têm uma componente fantástica, pela sua irrealidade. Exemplos: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0046534/"&gt;Guerra Dos Mundos&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0049223/"&gt;Planeta Proibido&lt;/a&gt;, etc. Filmes de ficção-científica podem ser space movies, mas space movies nunca podem ser filmes de ficção-científica. Podem é ser ambos, como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0183523/"&gt;Missão A Marte&lt;/a&gt;, que começa por ser uma história que, não sendo verdade, poderia sê-la (e até poderá ser em breve, se o programa espacial norte-americano for mesmo retomado), e depois descamba numa fantasia sci-fi em pleno solo vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0183523/"&gt;Missão A Marte&lt;/a&gt; é a epopeia de um grupo de astronautas na primeira missão espacial humana ao planeta vermelho. Primeiro, vai Don Cheadle, mas algo corre mal e ele fica lá preso. E depois vão Tim Robbins, Gary Sinise, Jerry O'Connell e Connie Nielsen em missão de resgate. Ou seja, praticamente um leque de actores do quase. Em futebol, um treinador do quase é José Peseiro, que quase ganhou tudo. No cinema, são actores do quase são os que quase tiveram uma grande carreira, mas (pelo menos até agora) sempre lhes faltou aquele papel de consagração. Sinise prometeu muito até acabar como protagonista numa série de televisão de sucesso (olá Kiefer Sutherland, como estás?); Cheadle teve um impulso que parecia ser decisivo, mas voltou à velocidade de cruzeiro; Jerry O'Connell lá vai sendo um secundário competente; e Connie Nielsen, bem, é apenas uma actriz dinamarquesa em Hollywood. Apenas Tim Robbins tem uma palavra a dizer neste elenco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0183523/"&gt;Missão A Marte&lt;/a&gt; é um filme atípico na carreira de De Palma, que nunca consegue encotnrar o registo e tom certo para o filme. E não é só ele, também Ennio Morricone desafina, com uma banda-sonora adequada a um drama familiar, mas não a um filme de ficção-científica (por muito meta-existencialista que seja). Até nas cenas de gravidade zero, em que De Palma se podia deliciar com os seus longos travellings de marca, as cenas sabem a pouco. Uma cena típica disso é quando Robbins e Nielsen dançam uma valsa de despedida sem gravidade, ao som dos... Van Halen(!). É como calçar havaianas para ir a um casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0183523/"&gt;Missão A Marte&lt;/a&gt; é o tal space movie, em que os astronautas preparam as suas missões ao planeta vermelho, primeiro na Terra e depois em pleno espaço. Tirando uma construção de personagens algo leviana, De Palma tem uma construção interessante da parte científica do filme, lembrando em partes o clássico do género, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0062622/"&gt;2001: Odisseia No Espaço&lt;/a&gt;. Depois dá-se a tragédia, claramente na parte mais interessante do filme (tensão dramática, tragédia, uma lágrima ao canto do olho e Brian De Palma com tomates para matar um dos protagonistas fortes ainda bem logne do fim), e eles aterram em Marte. E depois surgem os &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0228333/"&gt;Fantasmas De Marte&lt;/a&gt;, de John Carpenter, e trazem com eles a ficção-científica, com uma trip existencial tipo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0062622/"&gt;2001: Odisseia No Espaço&lt;/a&gt; (outra vez), mas terrivelmente simplista e que dá a impressão de que é apenas um apanhado de ideias que já vimos mil e uma vezes em mil e uma variações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, De Palma, deixa lá a ficção-científica da mão e faz noirs, que é o que a gente gosta. Vai lá comer o teu Cheeseburger sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://cf1.imgobject.com/backdrops/fef/4bc9154e017a3c57fe007fef/mission-to-mars-w1280.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3102761064420628414?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3102761064420628414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3102761064420628414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/missao-marte-titulo-mission-to-mars.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_WkKZJVG5wTk/TO9x3V-PqHI/AAAAAAACxtk/pYqHjGokBjI/s72-c/mission_to_mars%2Bposter.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4023763921836146740</id><published>2011-09-28T10:28:00.001Z</published><updated>2011-09-28T10:28:00.456Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FANTASMAS DE MARTE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0228333/"&gt;Ghosts Of Mars&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: John Carpenter&lt;br /&gt;Ano: 2001&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-3XaO9vFWJ8U/TXT8I-l0uJI/AAAAAAAALlE/8_cCmpM6wRo/s1600/Ghosts%2Bof%2BMars%2B%25282001%2529%2BBluRay%2BHindi.JPG" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Carpenter, o realizador que nunca fez um mau filme, ficou chateado quando, em 2001, o seu &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0228333/"&gt;Fantasmas De Marte&lt;/a&gt; foi mais uma vez um flop de bilheteiras. &lt;i&gt;In England, I’m a horror movie director. In Germany, I’m a filmmaker. In the US, I’m a bum&lt;/i&gt;, terá dito antes de pendurar as chuteiras. Claro que não entrámos em pânico, pois sabíamos que Carpenter iria quebrar a palavra, mas parece que a paragem lhe fez bem, uma vez que o episódio que realizou para a série &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1369706/"&gt;Masters Of Horror&lt;/a&gt; é um regresso à boa forma. Agora falta-me ver &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1369706/"&gt;O Hospício&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é certo é que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0228333/"&gt;Fantasmas De Marte&lt;/a&gt; é mesmo o seu filme menos bom, em mais um action movie pateta, mas ao contrário dos anteriores - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0116225/"&gt;Fuga De Los Angeles&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120877/"&gt;Vampiros&lt;/a&gt; -, menos entretido. Apesar de repisar algumas das suas pegadas anteriores, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0228333/"&gt;Fantasmas De Marte&lt;/a&gt; é sempre mais um série-b de uma economia de ideias asfixiante e muito chapa 4. Se pelo menos Carpenter se tivesse esforçado tanto no filme como na banda-sonora, em que convocou uma série de malta da pesada do hard-rock, como pessoal dos Anthrax, Robin Finck ou Elliot Easton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0228333/"&gt;Fantasmas De Marte&lt;/a&gt; situa-se num hipotético futuro em que a humanidade colonizou Marte, numa sociedade cyberpunk, como todos os futuros distópicos e pós-apocalípticos de Carpenter. Além disso, é uma sociedade matriarcal, onde os homens já não abundam por aí além (mas que nunca sabemos porquê), o que faz de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0228333/"&gt;Fantasmas De Marte&lt;/a&gt; um filme cheio de girl-power (com duas gerações de actrizes de acção, Pam Grier e a xunga Natasha Henstridge), lembrando os saudosos tempos do cinema exploitation. É neste cenário que um grupo de militares, onde pontifica também um novinho e com cabelo Jason Statham, vai ter que escoltar um perigoso crimonoso, interpretado por Ice Cube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem grande imaginação, o argumento fecha-os a todos na prisão, rodeados por um exército de possuídos, comandados pelo Marilyn Manson (ou pelo menos um tipo com um mau aspecto muito semelhante), trasnformando &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0228333/"&gt;Fantasmas De Marte&lt;/a&gt; numa variação dos westerns do forte sitiado. E, claro, é impossível não pensarmos em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0074156/"&gt;Assalto À 13ª Esquadra&lt;/a&gt;. E com tanta mulher fechada numa delegacia, só nos conseguimos lembrar do mais saudoso subgénero do cinema - o filme de prisão com mulheres. Depois descamba tudo ao tiro, aos saltos, às explosões e é um ver se te avias até à fuga final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0228333/"&gt;Fantasmas De Marte&lt;/a&gt; mais qualquer coisa para que não fosse apenas mais um filme de Carpenter. Falta-se alguma subversão, algum estilo ou apenas alguma descontração no esgalhar das cenas de luta (e são muitas, não há que queixar). É que assim, o filme torna-se muitas vezes anónimo, como mais um bom série-b. Não é mau, é mais do que nos dão na maior parte das vezes, mas não deixa de ser o filme menos bom de Carpenter e o seu Double Cheeseburger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://i2.listal.com/image/1114139/936full-ghosts-of-mars-screenshot.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4023763921836146740?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4023763921836146740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4023763921836146740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/fantasmas-de-marte-titulo-ghosts-of.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3XaO9vFWJ8U/TXT8I-l0uJI/AAAAAAAALlE/8_cCmpM6wRo/s72-c/Ghosts%2Bof%2BMars%2B%25282001%2529%2BBluRay%2BHindi.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-154221628451553636</id><published>2011-09-26T08:08:00.000Z</published><updated>2011-09-26T08:08:00.546Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ESPECIAL TUBARÃO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Agora que terminou a época balnear, que tal recuperarmos a saga que inaugurou o que hoje entendemos por blockbusters e que nos deu medo da própria época balnear?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TUBARÃO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195/"&gt;Jaws&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Steven Spielberg&lt;br /&gt;Ano: 1975&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.filmsinreview.com/archives/images/2008/04/jaws.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1975, Steven Spielberg era ainda um jovem realizador que, ao ver-se confrontado com o argumento de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt;, viu nele o passo seguinte ideal para alcançar o estatuto de um dos maiores realizadores da história do cinema. Era quase uma sequela de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0067023/"&gt;Um Assassino Pelas Costas&lt;/a&gt; - um confronto entre algo monstruoso e o homem comum. E esse passo revelou-se decisivo. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt;, além de ter sido um enorme êxito de bilheteira e além de ter levado Spielberg ao topo da montanha, teve ainda o condão de ter sido o criador dos blockbusters. No entanto, sempre longe das premissas fáceis que hoje impregnam a maioria dos blockbusters: violência gratuita, sangue, explosões e sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt; é a história de Amity, uma localidade veraneante que, em vésperas do fim-de-semana do quatro de Julho, se vê a braços com o ataque de um terrível tubarão branco. Apesar do assassinato brutal de dois jovens, o presidente da câmara (Murray Hamilton) decide contrariar o chefe da polícia local, Martin Brody (Roy Scheider), e mantém as praias abertas ao público, de modo a não prejudicar o negócio. O que é certo é que o tubarão volta a atacar e é o próprio chefe da polícia, que com a ajuda de um especialista marinho, Matt Hopper (Richard Dreyfuss), e de um marinheiro experiente, Quint (Robert Shaw), vai tentar matar o animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser um blockbuster de verão, Spielberg nunca se deixa vacilar ao permitir a violência gratuita. Há mortes violentas, sangue, muito sangue e até explosões, mas nunca de forma gratuita, sempre fundamentadas pelo guião coerente e com profundidade. Aliás, Spielberg não deixa de trabalhar as personagens como é exímio, dando-lhes profundidade e fluência, sempre credíveis e reais. Apesar de a fobia à água de Brody ter passado quase ao lado, o relacionamento entre o trio de personagens é feito com grande mestria - a vertente Capra de Spielberg a funcionar. E este mesmo trio de actores aparece em grande forma: se Schneider é um polícia preocupado com a segurança familiar e com os deveres cívicos e se Dreyfuss dá vida a um oceonógrafo radical, é Robert Shaw quem nos brinda com uma grande representação (talvez o seu último grande papel antes dos problemas de alcoolismo lhe terem destruído a vida), num velho lobo do mar, que é quase uma mistura entre o Popeye e o capitão Jack Sparrow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para realizar &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt;, o realizador recorreu à essência dos famosos filmes de monstros da Universal, que fizeram furor nas salas de cinema a meio do século passado; a única diferença é que desta vez o monstro é bem real. Uma das particularidades que Spielberg retira destes filmes de monstros é o facto tão particular da banda-sonora (que hoje é um clássico do cinema), sinistra e palpitante, que aparece sempre em coincidência com o animal. Um paralelismo com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0046876/"&gt;O Monstro Da Lagoa Negra&lt;/a&gt;. Aliás, Spielberg paga o tributo a este clássico com a icónica cena inicial em que a jovem se banha no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ao contrário deste, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt; não são as cenas aquáticas que fazem as delícias visuais, mas sim as cenas em terra, primeiro na praia e depois no barco. Se Spielberg filma uma ambiguidade paz e caos entre o mar e a praia, isso é graças ao terror e ao pânico que as cenas de público geram no espectador. E durante a empresa no barco de Quint na caça ao tubarão a tensão sobe, tornando-se quase insuportável e o terror torna-se verdadeiramente assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt; foi o primeiro grande sucesso de Steven Spielberg e a sua primeira experiência nas grandes produções. Um thriller de terror que é um verdadeiro clássico da sétima arte, cheio de cenas clássicas. Se as limitações tecnológicas da época não impediram efeitos especiais primorosos, a verdade é que, apesar das sequelas e das posteriores tentativas de abordar a mesma temática, nunca nenhum filme sobre tubarões foi tão espectacular. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt; foi o primeiro passo na ascenção gloriosa de Spielberg, numa adaptação de um livro de qualidade duvidoda, em tributo aos filmes de mosntros, que esteve na génese dos agora famosos blockbusters.&lt;br /&gt;Um clássico McBacon, para devorar numa só dentada, juntamente com o barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.shadowlocked.com/images/stories/news/005_Apr_2010/Jaws_3D_release.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TUBARÃO 2:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077766/"&gt;Jaws 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Jeannot Szwarc&lt;br /&gt;Ano: 1978&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-Ilaf15F0TDA/TmqblJpFjRI/AAAAAAAAAcc/xrrFWwpWBjI/s1600/Jaws+2+1978+%2528In+Hindi%2529.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do mega-sucesso de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt; (e da crescente tendência dos thrillers com criaturas subaquáticas, vide &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0076504/"&gt;Orca - A Fúria Dos Mares&lt;/a&gt;), uma sequela era praticamente inevitável. E mesmo que Steven Spielberg estivesse indisponível, a filmar &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0075860/"&gt;Encontros Imediatos Do Terceiro Grau&lt;/a&gt;, isso não era problema, desde que houvesse um tubarão branco sanguinário. Assim, convocou-se novamente Roy Scheider, obrigado contratualmente depois de se ter incompatibilizado com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077416/"&gt;O Caçador&lt;/a&gt;, e alguns secundários (a sua família e o mayor local, por exemplo) e estava composto o ramalhete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente sabe que se deve sempre desconfiar das sequelas. E quando estas, ainda por cima, despedem o realizador a meio, não é de agoirar um grande futuro. Mas o tarefeiro Jeannot Szwarc tentou manter-se o mais fiél possível ao espírito do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt; antecessor, abandonando qualquer subenredo com a máfia que o despedido John D. Hancock estava a ensaiar e apostando tudo no bicho carniceiro. Szwarc olhou para o filme de Spielberg, tentou adiar qualquer encontro da câmara com o tubarão o mais possível e rejuvenesceu a história, trasnformando &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077766/"&gt;Tubarão 2&lt;/a&gt; num teen movie, em que dezenas de adolescentes com as hormonas aos saltos vão passar as férias de verão à ilha pitoresca veraneante de Amity.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto que Spielberg orquestrava em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt; a ausência do animal com mestria, aumentando a tensão e a claustrofobia do espectador, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077766/"&gt;Tubarão 2&lt;/a&gt; é completamente desastrado. Jeannot Szwarc tem a elegância de um elefante num morangal, editando aborrecidas cenas de desportos aquáticos com cenas subaquáticas aleatórias e vislumbres fugazes do tubarão, com a theme song a tocar todos os cinco minutos até desaparecer por completo do filme, inexplicavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de toda esta insignificância move-se o pobre do Roy Scheider, paranóico com o surgir de um novo caçados dos mares e com a aparente despreocupação dos maiorais da cidade, que parecem ter esquecido que aconteceu o mesmo no filme anterior. Szwarc tenta recriar os mesmos momentos de pânico do antecessor, mas novamente da mesma forma trôpega. Enquanto que Spielberg criava verdadeiros momentos de pânico nas praias, sem sequer mostrar o tubarão, Szwarc limita-se a pôr Scheider a correr pela praia como uma histérica, aos tiros para a água(!), perante o olhar incrédulo dos banhistas que questionam os próprios botões de como é possível alguém estar mesmo a filmar aquilo, convencido de que é uma boa opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois chega o momento da verdade e o grande clímax de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077766/"&gt;Tubarão 2&lt;/a&gt;. Montes de miúdos vão dar um passeio de barco, o tubarão cerca-os e Schneider vem em seu auxílio, esquecendo-se mais uma vez da sua fobia à água. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077766/"&gt;Tubarão 2&lt;/a&gt; pretendia ser mais grandioso que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt; e, aqui, o animal ataca tudo o que se move: mergulhadores, barcos, banhistas, velejadores e até um helicóptero(!). Até dá uma bicada a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0076504/"&gt;Orca - A Fúria Dos Mares&lt;/a&gt;) e mata uma baleia assassina. Mas, mesmo assim, o bodycount do filme conta-se pelos dedos de uma mão... O tubarão é inofensivo e nunca sentimos a sensação de perigo de Tubarão. Referência apenas para o miúdo G. Thomas Dunlop, um figurante que parece assustadoramente o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0374900/"&gt;Napoleon Dynamite&lt;/a&gt;, antes de rematar esta prosa com um desanimador Happy Meal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://carlosnightman.files.wordpress.com/2011/05/jawsdeux1.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TUBARÃO 3:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085750/"&gt;Jaws 3&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Joe Alves&lt;br /&gt;Ano: 1983&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.freedvddepot.com/images/SUM06/DVD-JAWS3.JPG" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do desastre que foi &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077766/"&gt;Tubarão 2&lt;/a&gt;, que triste ideia podia justificar a existência de nova sequela? Em 1983, a resposta era óbvia e tinha apenas uma letrinha e um número: 3D! Recuperado da gaveta das antiguidades, graças aos novos óculos vermelhos e azuis, a tecnologia a três dimensões era anunciada como a nova big thing, prometendo mundos e fundos a todos os possíveis compradores da banha da cobra. E assim surgia mais uma cagada chamada &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085750/"&gt;Tubarão 3&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma nova equipa criativa, renovou-se o elenco e tentou-se trazer uma lufada de ar fresco a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085750/"&gt;Tubarão 3&lt;/a&gt;. E, verdade seja dita, dos três volumes da série, este até é o mais ambicioso. Já não estamos em Amity, a ilha vereneante, mas sim em pleano Sea World, um parque temático marinho super-moderno e ambicioso, financiado pelo badass Louis Gossett Jr., um esteriótipo ambulante dos blaxploitation movies que debita oneliners memoráveis com a cadência de uma metralhadora (&lt;i&gt;suffocate the bitch&lt;/i&gt; ftw). E se o cenários já era excitante, o argumento ainda tenta um uau com... dois tubarões em vez de um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escusado era manterem uma ténue ligação com os anteriores. Em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085750/"&gt;Tubarão 3&lt;/a&gt;, temos os filhos do agente Brody já crescidos, um deles com uma pertinente fobia à água (sensação de deja vu) e o outro a trabalhar no Sea World. E esse é Dennis Quaid, então ainda muito jovem, mas que serviu para aprender a não ser mais enganado. Quanto à parte feminina, encontramos ainda uma debutante Lea Thompson, sempre com uns calções muito curtinhos - claramente, o melhor do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085750/"&gt;Tubarão 3&lt;/a&gt; recupera ainda o tom negro do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt; original e sem exagerar no bodycount ou sem recorrer aos banhos de sangue do segundo. Para isso apostou tudo num tubarão maior e mais mau; e é certo que esta máquina já abana a cauda. Mas enquanto o primeiro robot abria e fechava a boca, este só a mantém aberta. Então para que serve um tubarão estático a abanar a barbatana? Serve apenas para que as cenas em que ataca sejam uma bodega: flashes muito rápidos da cara do bicho e da vítima, intercalados com outros da cauda a abanar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior são mesmo os efeitos-especiais. E nem estou a falar daqueles que, supostamente, funcionavam com os óculos de celofane. Estou a falar de uns animatronics feitos em spectrum e uns blue screens tão amadores que relegam &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085750/"&gt;Tubarão 3&lt;/a&gt; directamente para a série z. E quando já pensávamos que nada podia piorar, eis que o filme termina com &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=8Xd9Mmk60zg"&gt;esta maravilha de cena&lt;/a&gt;, digna dos anais das piores cenas do cinema. Reparem nos efeitos especiais, reparem nas caras dos actores, reparem como o tubarão se move desafiando a física... A sério, priceless. Um Cheeseburger que é tão mau que se torna bom ou um Cheeseburger menos maus do que parece? Você escolhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://img.listal.com/image/1073166/600full-jaws-3-screenshot.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TUBARÃO IV - A VINGANÇA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0093300/"&gt;Jaws: The Revenge&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Joseph Sargent&lt;br /&gt;Ano: 1987&lt;br /&gt;&lt;img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/7/78/Jaws_the_revenge.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opá, a sério? Mais uma sequela? Mas será que não se tinham já enterrado o suficiente nos outros tubarões, foi mesmo necessário escavar mais fundo? E por que é que agora o título está em numeração romana? E um subtítulo? Eu sei que já pareço &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=OEVzPCY2T-g"&gt;este tipo&lt;/a&gt;, mas fosga-se, haja paciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda por cima, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0093300/"&gt;Tubarão IV - A Vingança&lt;/a&gt; faz tábua rasa de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085750/"&gt;Tubarão 3&lt;/a&gt;. É como se a aventura no Sea World nunca tivesse acontecido. Os actores que fazem de filhos do agente Brody são outros (Lance Guest e Mitchell Anderson) e até as suas profissões são diferentes. Mas agora regressa a mãe, Lorraine Gary, agora como protagonista, a dar a última machadada na pseudo-carreira que teve. Voltamos então a Amity, onde Sean, o filho mais novo, é agora o polícia de serviço. E, na véspera de Natal, um novo tubarão branco fá-lo em pedacinhos. Ora, a mãe fica chateado, claro que fica; já lhe havia morrido o marido por causa do raio dos bichos, agora também tinha que morrer o filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que grande coincidência: a mesma família quatro vezes atacada por tubarões brancos. Mas desta vez o caso é diferente, desta vez &lt;i&gt;é pessoal&lt;/i&gt;. Bem que o subtítulo já o deixava adivinhar, mas caramba, nunca o imaginámos desta maneira. Então não é que um tubarão branco, que deve ser para aí neto do tubarão do primeiro filme, volta a Amity para se vingar. E depois de comer o mais novo, viaja para as Bahamas(!), num par de dias(!!), para se vingar da mãe(!!!). Não é que fazem o tubarão parecer mais inteligente do que as pessoas que escreveram isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É normal que Lorraine Gary esteja afectada por isto. Por isso, passa &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0093300/"&gt;Tubarão IV - A Vingança&lt;/a&gt; em paranóia total, uma chata autêntica que passa o filme todo a lamentar-se e a lembrar de como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt; tinha sido um grande filme. E como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0093300/"&gt;Tubarão IV - A Vingança&lt;/a&gt; é uma sem-vergonhice pegada, o realizador Joseph Sargent não tem problema em imitar a cena mais famosa do filme de Spielberg (aquela em que Roy Scheider brinca com o filho à mesa da cozinha) e em colar umas cenas de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195"&gt;Tubarão&lt;/a&gt;, em flashbacks de cenas que Lorraine Gary não assistiu, como quando Scheider destrói o bicho no fim. Mas quer dizer, num filme em que um tubarão com sentimento de vingança, viaja até às águas quentes das Bahamas, faz todo o sentido que a heroína tenha poderes psíquicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como ist não é tudo, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0093300/"&gt;Tubarão IV - A Vingança&lt;/a&gt; ainda apanhamos com um tubarão que urra, que come aviões, nada à tona da água e é altamente inflavável. É que, mais uma vez, Joseph Sargent não tem vergonha de exibir o seu tubarão mecânico e de borracha, numa edição que parece ter sido feita por alguém com Parkinson. No meio disto tudo, só me interrogo no que anda lá a fazer o respeitoso Michael Caine. O próprio justificou-o em entrevista: o filme foi uma valente merda, mas a casa que construiu com o dinheiro que recebeu é fabulosa, garante. Check, mate e Hamburga de Choco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://cf1.imgobject.com/backdrops/271/4bc90922017a3c57fe003271/jaws-the-revenge-poster.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-154221628451553636?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/154221628451553636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/154221628451553636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/especial-tubarao-agora-que-terminou.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Ilaf15F0TDA/TmqblJpFjRI/AAAAAAAAAcc/xrrFWwpWBjI/s72-c/Jaws+2+1978+%2528In+Hindi%2529.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-590888153286531954</id><published>2011-09-24T11:05:00.000Z</published><updated>2011-09-24T11:05:00.177Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;IRMÃO, ONDE ESTÁS?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0190590/"&gt;O Brother, Where Art Thou?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Joel &amp;amp; Ethan Coen&lt;br /&gt;Ano: 2000&lt;br /&gt;&lt;img src="http://weekdaymatinee.files.wordpress.com/2011/07/190590_2484.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de fazerem carreira a reciclar os géneros clássicos de Hollywood e apesar de fazer uma rasante ao western e até ao musical, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0190590/"&gt;Irmão, Onde Estás?&lt;/a&gt; é uma adaptação de uma obra de outro campeonato completamente diferente. Quem é que diria que os irmãos Coen iriam trazer a &lt;i&gt;Odisseia&lt;/i&gt;, de Homero, para o sul dos Estados Unidos dos anos 30, misturando-a com o próprio folclore americano, do blues, dos gangsters ou da grande depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0190590/"&gt;Irmão, Onde Estás?&lt;/a&gt; é a epopeia de três foragidos de um campo de trabalhos forçados - George Clooney, estreando-se aqui na sua trilogia dos idiotas. John Turturro, actor habitual dos Coen, e Tim Blake Nelson - até a um tesouro escondido. Não há ciclopes ou sereias pelo caminho, mas há profetas cegos a conduzir locomotivas, gangsters foragidos da lei, rituais do ku kux klan, bluesman acabdos de vender a alma ao Diabo, vendedores de Bíblias aldraões e beldades insinuantes a banharem-se de forma sensual. Tudo isto rima com os obstáculos que Ulisses encontra na sua demanda homérica, assim como a personagem de Clooney se chama, pertinentemente, Ulysses, e a sua esposa, Penelope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento entre a literatura clássica grega e o código genético norte-americano é perfeito e espelha-se em ambos sem sabermos qual o original. Com o toque de humor negro habitual, os irmãos Coen destroem os códigos e as limitações do cinema de género - o western e o musical, como já tínha referido, mas também os dramas sociais da Warner Bros, com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0023042/"&gt;Eu Sou Um Evadido&lt;/a&gt; à cabeça - criando algo novo e igualmente inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0190590/"&gt;Irmão, Onde Estás?&lt;/a&gt; reabilita ainda o yodel e o hillbilly, fazendo por estes estilos musicais o mesmo que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110912/"&gt;Pulp Fiction&lt;/a&gt; fez pela surf-music. Aliás, o sucesso da banda-sonora foi tão grande, que deu azo a duas sequelas inclusive, suplantando o próprio filme. Apesar da voz de George Clooney acabar por ter sido dobrada, as actuações da sua banda - os Soggy Bottom Boys - são geniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0116282/"&gt;Fargo&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118715/"&gt;O Grande Lebowski&lt;/a&gt;, os irmãos Coen assinavam mais um grande filme, sempre a subir, num dos filmes favoritos da dupla aqui no tasco e um Le Big Mac bastante estaladiço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://moviesfilmsmotionpictures.files.wordpress.com/2010/09/3.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-590888153286531954?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/590888153286531954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/590888153286531954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/irmao-onde-estas-titulo-o-brother-where.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4394087224647028571</id><published>2011-09-23T10:39:00.001Z</published><updated>2011-09-23T16:53:00.842Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ÁGUA AOS ELEFANTES:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1067583/"&gt;Water For Elephants&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Francis Lawrence&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://irrestrito.com/wp-content/uploads/2009/11/%C3%81gua%20para%20Elefantes%20(Water%20for%20Elephants)%20(2011).jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ainda não está convencido de que o circo é um espectáculo fora de validade, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1067583"&gt;Água Aos Elefantes&lt;/a&gt; pode ser uma boa ajuda. Basta olhar para esta reconstrucção de época, dos anos 30, era áurea circense, para se ser inundado pelas ondas de nostalgia que nutrimos pelas coisas mortas e enterradas pelas quais sentimos saudades. É certo que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1067583"&gt;Água Aos Elefantes&lt;/a&gt; mete-lhe um lacinho bonito, com o brilho do romantismo e o glamour do patine hollywoodesco, que até nos faz querer viver naquela altura da grande depressão, mas mesmo assim não podemos ignorar esse sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, o circo já não faz muito sentido. Hoje em dia quem quer ver uma ulher barbuda não fica à espera que uma caravana de camiões cheguem à sua cidade, já que tem acesso a isso (e a freaks muito mais estranhos) na internet, à distância de um clique e à velocidade de um cagagésimo de segundo. Basta olhar para o circo Benzini, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1067583"&gt;Água Aos Elefantes&lt;/a&gt;, e ver a nova atracção que o seu dono, Cristoph Waltz, vai comprar: um elefante(!). Uau, que excitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1067583"&gt;Água Aos Elefantes&lt;/a&gt; começa muito depois disso. Começa nos dias de hoje, com um velho perdido (fugido?) do lar chega a um circo. Apesar de ter, claramente, uns 60 e poucos anos, o velho garante ter quase 90. E para o provar decide contar a sua história, de quando era o Robert Pattinson, nos anos 30, a trabalhar no famoso circo Benzini como veterinário. E lá vamos nós em flashback, à boleia do narrador, já que uma voz solene dá sempre um ar de seriedade a qualquer história banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pattinson chega então ao circo depois de uma série de infortúnios pessoais, onde se apaixona pela mulher do patrão, Reese Witherspoon, o instável Cristoph Waltz. Depois entra em cena o tal elefante, mas que não desperta em nós um décimo da ligação sentimental do macaco do b-movie &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1318514/"&gt;Planeta Dos Macacos: A Origem&lt;/a&gt;, porque o realizador, Francis Lawrence, só tem olhos para o romance, para os corações e para os olhinhos apaixonados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1067583"&gt;Água Aos Elefantes&lt;/a&gt; é o típico romance para donas e cada com um marido com um défice de romantismo e um excesso de pragmatismo (leia-se violência doméstica), demasiado polido e brilhante e sem uma pontinha de nervo. Olhamos para aquela comunidade circense e sentimo-nos desapontados pela falta de tensões, como acontecia naquele filme definitivo sobre o circo, que é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0022913/"&gt;A Parada Dos Monstros&lt;/a&gt;. Aliás, nem sequer eprcebemos como é que Pattinson cria logo uma relação tão forte tanto com os donos do circo, como com as aberrações (aberrações? que aberrações? este é um circo que não tem um único freak, apenas acrobatas musculados e ginastas esbeltas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que as personagens de papel, altamente previsíveis, contribuem para o marasmo de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1067583"&gt;Água Aos Elefantes&lt;/a&gt;. Waltz ainda acrescenta o seu toque neurótico ao vilão da história, mas Witherspoon só se limtia a fazer boquinhas e Pattinson, bem, Pattinson não tem culpa de não ter expressividade facial. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1067583"&gt;Água Aos Elefantes&lt;/a&gt; é mais um Cheeseburger que é um desperdício de recursos, na onda de produções altamente inúteis como Cold Mountain.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/--ITCx7oI5n8/TctJf8Q779I/AAAAAAAAG8U/cUFrRH50KKo/s1600/water%2Bfor%2Belephants.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4394087224647028571?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4394087224647028571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4394087224647028571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/agua-aos-elefantes-titulo-water-for.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--ITCx7oI5n8/TctJf8Q779I/AAAAAAAAG8U/cUFrRH50KKo/s72-c/water%2Bfor%2Belephants.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3904283058179001807</id><published>2011-09-21T15:12:00.000Z</published><updated>2011-09-21T15:12:00.239Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;stronG&gt;DE OLHOS BEM FECHADOS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120663/"&gt;Eyes Wide Shut&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Stanley Kubrick&lt;br /&gt;Ano: 1999&lt;br /&gt;&lt;img src="http://halmasonberg.files.wordpress.com/2011/03/eyeswideshut-2007dvd.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stanley Kubrick andava a filmar cada vez mais espaçadamente e, desde o último &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0093058/"&gt;Nascido Para Matar&lt;/a&gt;, já ia num hiato de 12 anos. Por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120663/"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/a&gt; era já ansiado por muitos cinéfilos salivantes muito tempo antes de estrear (ou de ser sequer anunciado). Assim, quando Kubrick morreu inesperadamente antes da sua estreia, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120663/"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/a&gt; tornou-se automaticamente no filme de culto do meste, logo apelidado de a sua "obra-prima inacabada", mesmo que os relatos oficiais garantam que o realizador entregou o draft final quatro dias antes de falecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kubrick garantia que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120663/"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/a&gt; era o seu melhor filme. E, tendo em conta as circunstâncias da sua estreia, muita gente acreditou nisso mesmo antes de ver sequer o filme. Afinal de contas, todo o folclore à sua votla contribuia para isso, ou não tivesse ainda o bónus de juntar no grande ecrã, em cenas íntimas e reveladoras e de traição, o então casal bonito de Hollywood, Tom Cruise e Nicole Kidman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois são então um casla de endinheirados que, certa noite, após uma festa daquelas cheias de playboys a segurarem nos copos de champanhe com o mindinho espetado e após uns charros, têm uma revelação: Kidman é uma quenga. Perante tal facto, Cruise embarca num thriller psico-sexual, numa demanda pela noite de Nova Iorque, que o levam a jovens prostitutas com o bicho da sida, emigrantes russos que vendem as filhas menores e, a cereja no topo do bolo, rituais pagãos com grandes orgiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120663/"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/a&gt; descai ainda para o policial, com um je ne se quoi de neo-noir, como um Hitchcok mais desenvergonhado. Contudo, a génese do filme é a sua matriz sexual, com os dilemas maritais e uma dicotomia entre perversão vs moralidade, em que Cruise simboliza a parte física da relação e Kidman a parte psicológica, com uns sonhos estranhos em que é comida à bruta por vários homens, em gang bangs que só pecam por não terem sido filmados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmado com o formalismo habitual, Kubrick monta &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120663/"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/a&gt; com grande cerimónia, que contribui para que as cenas no ritual dos iluminati (leram &lt;i&gt;O código Da Vinci&lt;/i&gt;? Lá tem um explicação for dummies destes rituais) tenham uma aura misteriosa, dúbia e quase irreal. Mas nem tudo são rosas em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120663/"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/a&gt;; o ritmo pausado (nunca Kubrick esteve tão perto do cinema de autor europeu), o piano minimalista que faria as delícias em qualquer produção portuguesa e a aleatoriedade da trama, construída em episódios, estendem o filme cansativamente para lá do necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120663/"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/a&gt; está ainda cheio de simbolismos (e referências a filmes anteriores do mestre), que o carregam de várias camadas de interpretação, tornando-se no hobby ideal para cinéfilos com demasiado tempo livre. Quanto ao casal de protagonistas, é certo que têm aqui um momento-chave nas suas carreiras, mas Nicole Kidman sai esfavorecida do comate. Além de nunca se dar bem com o registo teatral da sua itnerpretação, passa ainda uma imagem de rameira e cabe-lhe terminar o filme, num dos finais mais estúpidos da sétima arte, com a críptica palavra &lt;i&gt;fuck&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120663/"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/a&gt; não é a obra-prima de Kubrick, nem sequer a mais enigmática - para isso está lá &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0062622/"&gt;2001: Odisseia No Espaço&lt;/a&gt;. É apenas mais um dos seus filmes muito bem filmados que, por acaso, acabou por ser o seu último trabalho. Termino esta prosa com o McChicken, porque já estou a ter em consideração todos estes extras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_SPYL8UC1UCY/TOPNG1yRUaI/AAAAAAAAErA/AhW5KL8uTbs/s1600/Eyes%2BWide%2BShut%2B%25281999%2529.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3904283058179001807?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3904283058179001807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3904283058179001807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/de-olhos-bem-fechados-titulo-eyes-wide.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SPYL8UC1UCY/TOPNG1yRUaI/AAAAAAAAErA/AhW5KL8uTbs/s72-c/Eyes%2BWide%2BShut%2B%25281999%2529.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3696146594471946574</id><published>2011-09-18T09:29:00.004Z</published><updated>2011-09-20T10:56:54.625Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O JOGO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119174/"&gt;The Game&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: David Fincher&lt;br /&gt;Ano: 1997&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.1channel.ch/thumbs/2586_The_Game_1997.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um tipo de filmes que aposta tudo numa cambalhota final do argumento. Quando resultam, o filme ganha aquele efeito uau, mas que apenas funciona à primeira visualização. Por muito bom que seja, o facto de sabermos como termina impede de nos voltarmos a supreender. A excepção que confirma a regra é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119174/"&gt;O Jogo&lt;/a&gt;, filme em que até já podemos saber as falar de cor, mas que vemos sempre até ao fim com o mesmo interesse da primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119174/"&gt;O Jogo&lt;/a&gt; não se limita apenas ao twist final. Todo o filme é um enorme twist, que vai virando o bico ao prego constantemente e, por vezes, assumindo o próprio twist, subvertendo todo o conceito de argumento. Por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119174/"&gt;O Jogo&lt;/a&gt; é um dos thrillers mais celebrados, mesmo com a improvabilidade de alguns dos seus momentos. Hitchcock ficaria orgulhoso deste filme que, tal como o seu &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0053125/"&gt;Intriga Internacional&lt;/a&gt;, nos enrola de tal forma no seu novelo que nem nos lembramos de questionar as partes mais improváveis - obviamente que ninguém iria planear matar uma epssoa com um avião, mas a cena na seara de trigo com Cary Grant é tão genial que se mantém como a imagem de marca do filme de Hitchcock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Fincher estava em estado de graça após &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0114369/"&gt;Sete Pecados Mortais&lt;/a&gt; e provava com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119174/"&gt;O Jogo&lt;/a&gt; ser um dos mais imprevistos autores, com mais um thriller urbano. Michael Douglas, omnipresente em todas as cenas do filme, fazia de si próprio com grande pinta (ou pelo menos do papel que passou a fazer sempre desde &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0094291/"&gt;Wall Street&lt;/a&gt;): de aristocrata milionário, com uma vida recalcada emocionalmente pelo dinheiro e inconscientemente marcada pelo suicídio precoce do pai. Viciado no trabalho, Douglas é um sacana frio e calculista que vive numa mansão sozinho, separado da mulher e sem amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu irmão (Sean Penn), que em vez de se refugiar no dinheiro, encontrou um escape nas drogas, decide oferecer-lhe um presente pelo aniversário que lhe vai mudar a vida: participar num jogo promovido por uma empresa altamente especializada, mas também igualmente duvidosa. Assim que se inscreve no jogo, o filme enche-se de pontos de interrogação. O que é o jogo? É o jogo real? É a empresa uma fachada? Quem está envolvido no esquema? Aliás, em que está envolvido o próprio Michael Douglas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real ou não, o certo é que Douglas - e, por arrasto, o espectador - mergulha numa intriga recambolesca e misteriosa, que vai acabar por o conciliar com o passado e dar mais valor à vda. Dispensava-se o (too much) happy ending, visto que Douglas já tinha cumprido a sua redenção no twist final(íssimo). Nada que belisque o Royale With Cheese de Funcher, mais um de quando era ainda o realizador de quem podíamos esperar sempre algo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://img90.imageshack.us/img90/4421/game4hh.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3696146594471946574?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3696146594471946574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3696146594471946574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/o-jogo-titulo-game-realizador-david.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3186309457452285954</id><published>2011-09-16T09:11:00.001Z</published><updated>2011-09-16T09:11:00.581Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A DESCIDA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0435625/"&gt;The Descent&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Neil Marshall&lt;br /&gt;Ano: 2005&lt;br /&gt;&lt;img src="http://pixelhunt.files.wordpress.com/2011/08/descent-aith-bigg.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0435625/"&gt;A Descida&lt;/a&gt; inicia-se com um grupo de amigas a descerem uns rápidos de forma muito radical. Exceptuando À Prova De Morte, não víamos um filme sobre girl power desde o cinema exploitation e a emancipação da mulher na ida década de 70. Mas esta era uma forma de Neil Marshall, então ainda um novato e promissor realizador de terror, se apresentar como um cineasta "antiquado", que conhecia os clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis amigas vão então embarcar numa aventura feminista, lançando-se à descoberta de um sistema de grutas inexplorado, numa forma imaginativa que Marshall achou de contornar o habitual cliché dos filmes de terror: &lt;i&gt;olha um buraco escuro e ameaçador, bora entrar para ver&lt;/i&gt;. No interior, as amigas vão deparar-se com uma raça de monstros segos e sanguinários, misto de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0013442/"&gt;Nosferatu, O Vampiro&lt;/a&gt; com &lt;a href="http://www.crazynews.net/dp/files/2-12.jpg"&gt;esta coisa&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é certo é que os monstros só aparecem a mais de meio do filme. Até lá, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0435625/"&gt;A Descida&lt;/a&gt; é um filme claustrofóbico, algures entre &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1462758/"&gt;Buried&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0078748/"&gt;Alien - O Oitavo Passageiro&lt;/a&gt;, numa cinematografia povoada de sombras, em que Marshall vai apenas revelando o necessário, aumentando a paranóia e a alucinação. Contudo, quando surgem as criaturas, o gore porn e o bodycount dispara, o que assistimos não é tanto um survivor movie, mas antes um filme de vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que as mulheres são uma espécie complicada e, mesmo quando estão em apuros - e Marshall leva algumas das suas actrizes ao extremo, lembrando o caso de Kelly Reilly, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1020530/"&gt;O Lago Perfeito&lt;/a&gt; -, hão-de continuar a remoer os rancores guardados anos a fio pelas suas amigas, seja por elas lhe terem posto um par de cornos, seja por terem comprado um par de sapatos iguais aos seus. Por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0435625/"&gt;A Descida&lt;/a&gt; termina quando acotnece a redenção pessoal daquelas miúdas, ficando o final em aberto para outras considerações menos importantes. Que interessa se aquela gente sobreviveu ou se conseguiu fugir da caverna se já se conseguiram vingar daquela vez que a outra serviu rissóis frios no lanche na piscina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta que já existe por aí uma sequela, mas tenho um certo receio em vê-la. Acho que prefiro ficar-me por este McBacon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://onedarknight.zip.net/images/Descent600.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3186309457452285954?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3186309457452285954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3186309457452285954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/descida-titulo-descent-realizador-neil.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2864658859423743185</id><published>2011-09-15T08:02:00.000Z</published><updated>2011-09-15T08:02:00.184Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ESTAMOS VIVOS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0106246/"&gt;Alive&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Frank Marshall&lt;br /&gt;Ano: 1993&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.roughguides.com/images/others/jan2011/alive.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa sexta-feira 13 de 1972, provando que as superstições são mesmo para ter em conta, o avião que transportava uma equipa de râguebi uruguaia mais os seus amigos e alguns familiares para um jogo no Chile, despenhou-se nos Andes. Dos 45 tripulantes, apenas 29 sobreviveram ao impacto, mas só 16 iriam sobreviver aos 72 dias que permaneceram no meio de nenhures antes de serem resgatados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem diz a sabedoria popular que a realidade é mais estranha que a ficção e eis mais um caso para o provar. Se não soubessemos, criticaríamos com desdém a história de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0106246/"&gt;Estamos Vivos&lt;/a&gt; pela sua pouca credibilidade. Como é que 29 pessoas poderiam sobreviver no meio da neve e de temperaturas negativas sem comida, aquecimento ou ajuda médica? &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0106246/"&gt;Estamos Vivos&lt;/a&gt; dá-nos a resposta: com muita preserverança, força de vontade, trabalho de equipa, entreajuda e... canibalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0106246/"&gt;Estamos Vivos&lt;/a&gt;, os sobreviventes da queda do avião tiveram que recorrer ao canibalismo quando, em desespero de causa, começaram a desfalecer. E essa é uma das cenas mais fortes do filme, em que aquela gente discute os princípios morais e de ética de uma atitude daquelas. Até que alguém remata uma frase-chave: &lt;i&gt;as pessoas hão-de entender&lt;/i&gt;. O outro grande momento de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0106246/"&gt;Estamos Vivos&lt;/a&gt; é no final, quando os helicópteros chegam para resgatar os sobreviventes e parece que conseguimos ver no olhar daqueles actores o mesmo brilho que os olhos dos uruguaios devem ter tido naquele fatídico dia de 1972.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Milagre dos Andes, como ficou conhecida esta aventura junto da comunicação social, é uma história fortíssima e, como tal, era praticamente impossível não fazer um bom filme disto. Vemos &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0106246/"&gt;Estamos Vivos&lt;/a&gt; e sentimo-nos oprimidos e desanimados, ao passarmos duas horas isolados no meio do nada com aquele herói colectivo, mas o filme não é só isso. Frank Marshall é um tipo que sabe do poder das imagens, ou não tivesse ele aprendido com um dos melhores (olá Steven Spielberg), mas abusa das panorâmicas e dos planos postais de férias. Escreve ainda tão bons diálogos quanto George Lucas. Mas dispensável mesmo era o interlúdio, com John Malkovich a fazer de narrador, desaparecendo depois quando começa a trama do filme. Desnecessário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0106246/"&gt;Estamos Vivos&lt;/a&gt; é um dos survivors mais agrestes dos filmes do género. Vale um McChicken e só não se prcebe como é que um então muito jovem Ethan Hawke passa 72 dias no meio da neve e ´só a pêra é que lhe cresce.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.24hmoviez.com/wp-content/uploads/2011/08/Alive_screenshot1.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2864658859423743185?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2864658859423743185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2864658859423743185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/estamos-vivos-titulo-alive-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2711449942693835498</id><published>2011-09-13T16:03:00.004Z</published><updated>2011-09-14T15:49:32.608Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;AS AVENTURAS DE JACK BURTON NAS GARRAS DO MANDARIM:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090728"&gt;Big Trouble In Little China&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: John Carpenter&lt;br /&gt;Ano: 1986&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_SPDtf_nc_CI/TEYxX1tVYbI/AAAAAAAADP0/F_ZR4xIwm3U/s1600/Big+Trouble+In+Little+China+(1986).jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que vejo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090728/"&gt;As Aventuras De Jack Burton Nas Garras Do Mandarim&lt;/a&gt; não consigo deixar de pensar nos sonhos de Calvin &amp; Hobbes, com os seus dinossauros em aviões de guerra. É certo que este filme não é tão aleatório quanto &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0978764/"&gt;Sucker Punch - Mundo Surreal&lt;/a&gt;, mas a sobreposição de elementos é tão absurda que faz de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090728/"&gt;As Aventuras De Jack Burton Nas Garras do Mandarim&lt;/a&gt; um dos maiores festins de xungaria da sétima arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta ver logo como tudo começou: John Carpenter, o único realizador que nunca fez um filme mau, escreveu o argumento para um western, mas depois adaptou-o para um filme de artes marciais nos tempos de hoje, deslocando a acção para a América, ou melhor, para Chinatown, o bairro da comunidade chinesa fundado pelos imigrantes que vieram na corrida ao ouro para a Califórnia, nos primórdios dos Estados Unidos. A esta mixórdia juntou-lhe misticismo, sword and sorceries, tipos em fatos de borracha de monstros, efeitos especiais fajutos e armas de plástico, muitas armas de plástico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090728/"&gt;As Aventuras De Jack Burton Nas Garras do Mandarim&lt;/a&gt; acabou por passar despercebido nas bilheteiras, tendo inclusive sido arrasado pelo seu primo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091129/"&gt;O Menino De Oiro&lt;/a&gt;, filme que pisava os mesmos territórios fantásticos, mas que era bem mais coerente. O filme só acabou por explodir quando chegou aos clubes de vídeo. Afinal, era a esse universo de cinema de série b que pertencia. Aliás, é a esse cinema independente que John Carpenter sempre pertenceu. Os seus filmes não necessitam de grandes efeitos nem de grande exactidão; se há uma arma é para dar tiros, não interessa se é de plástico, se tem balas infinitas ou se faz o som de uma metralhadora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack Burton é então Kurt Russel, em modo übercool, no seu registo badass à Snake Plissken, repetindo com Carpenter a parceria de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0082340/"&gt;Nova Iorque 1977&lt;/a&gt;. Jack Burton é um camionista que, sem querer, acaba envolvido num esquema paranormal de chinesices, que mistura artes marciais com a Kim Cattrall ainda sem pensar tanto em sexo, misticismo e fantasmas. Como filme série b dos anos 80 que se preze, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090728/"&gt;As Aventuras De Jack Burton Nas Garras do Mandarim&lt;/a&gt; convoca todas as grandes estrelas chino-americanas que se especializaram a fazerem de maus nos filmes de acção dessa década: James Hong, na pele do imortal e assustador Lo Pan, o mítico Victor Wong e o seu olho descaído e, claro, como não podia deixar de ser, the one and only, Al Leong - o tipo que se especializou a morrer de todas as formas e feitios nos action movies americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em registo buddy movie, descontraído e sem se levar muito a sério, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090728/"&gt;As Aventuras De Jack Burton Nas Garras do Mandarim&lt;/a&gt; desenha hora e meia de acção non-stop, patetices, one-liners espirituosas e humor, inaugurando o wi-fu década e meia antes de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0190332/"&gt;O Tigre E O Dragão&lt;/a&gt;. Com o espírito muito próprio dos anos 80, década em que a noção de ridículo esteve dormente, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0090728/"&gt;As Aventuras De Jack Burton Nas Garras do Mandarim&lt;/a&gt; prova ainda que apenas um realizador como John Carpenter seria capaz de misturar tanta parvoíce e sacar um McRoyal Deluxe de culto como este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-qA_CcgyVYq8/Tglx6IdVsdI/AAAAAAAABwA/oAoaDEP1K7c/s1600/mamasboyne0.png" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2711449942693835498?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2711449942693835498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2711449942693835498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/as-aventuras-de-jack-burton-nas-garras.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SPDtf_nc_CI/TEYxX1tVYbI/AAAAAAAADP0/F_ZR4xIwm3U/s72-c/Big+Trouble+In+Little+China+(1986).jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2723280100377081917</id><published>2011-09-12T09:26:00.003Z</published><updated>2011-09-13T09:33:40.906Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;UM PADRASTO PARA ESQUECER:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0419984/"&gt;Mr. Woodcock&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Craig Gillespie&lt;br /&gt;Ano: 2007&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_oJ_2sBLdKSM/SO97L-Bw03I/AAAAAAAABmM/DJ7XHEhMQpU/s400/mr_woodcock.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um rapaz que, quando tinha seis anos, foi abandonado pelo pai, deixando-lhe apenas uma guitarra velha e o vasilhame lá de casa depenado. Mas pior do que isso foi tê-lo baptizado com nome de menina. Ao longo dos anos, Sue foi o alvo da chacota geral, primeiro pelos meninos da escola e depois por praticamente toda a gente, obrigando-o a responder muitas vezes com os punhos. Sue alimentou uma sede de vingança contra o pai e, certo dia, ao encontra-lo, esbofeteou-o várias vezes antes de percever que aquele gesto do pai apenas o tinha feito mais forte neste mundo cão. E assim fizeram as pazes e ficaram amigos para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era mais ou menos esta história que Johnny Cash, o Homem de Negro, cantava no &lt;i&gt;A boy named Sue&lt;/i&gt;, cuja moral se adequa a este &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0419984/"&gt;Um Padrasto Para Esquecer&lt;/a&gt; como moscas moles à pele no final de Setembro. Não é uma história nova e Hollywood está cheia de variações dela: na América sulista, um escritor famoso de livros de motivação (Seann William Scott) regressa a casa, qual filho pródigo, para receber a chave da cidade. Contudo, acaba por descobrir que o professor de Educação Física (Billy Bob Thornton) que leh atormentou o liceu não só é um dos cidadãos mais queridos da parvónia, como ainda é o novo namorado da sua mãe (Susan Sarandon). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0307987/"&gt;O Anti Pai Natal&lt;/a&gt; que Billy Bob Thornton anda a cultivar a sua faceta de anti-social, em (anti)comédias de humor negro e roçando o politicamente incorrecto. E o que é certo é que ainda não nos fartámos. Como é que é possível não gostar de um professor sádico e cruél, que trata os seus alunos - e toda a gente - com  disciplina militar, como se estivessemos na primeira parte de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0093058/"&gt;Nascido Para Matar&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0419984/"&gt;Um Padrasto Para Esquecer&lt;/a&gt; é, então, memorável. Billy Bob Thorton entra numa aula de ginástica, equipado com o seu fato de treino vermelho à seventies, e começa a mandar caralhadas, enquanto atinge os alunos com bolas de basquete à queima-roupa, obriga o asmático a dar voltas ao ginásio e humuilha todos os que sejam gordos, caixa de óculos ou nerds. A partir daqui sentimo-nos comprometidos com o filme até ao final, mesmo que ele comece a entrar cada vez mais fundo no lamaçal dos lugares comuns, até a um final ridículo e tão excitante quanto um bocejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0419984/"&gt;Um Padrasto Para Esquecer&lt;/a&gt; tem gags suficientes para se manter à superfície. É certo que ajuda ter actores a sério a fazer qualquer que seja o filme - Susan Sarandon ou Ethan Suplee), mas mais do que metade de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0419984/"&gt;Um Padrasto Para Esquecer&lt;/a&gt; é Billy Bob Thorton a fazer de si próprio, muito cool. Resumindo: um McChicken sem grandes expectativas em mudar o mundo, apenas em fazer com que um domingo à tarde de ressaca seja mais suportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://thecia.com.au/reviews/m/images/mr-woodcock-5.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2723280100377081917?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2723280100377081917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2723280100377081917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/um-padrasto-para-esquecer-titulo-mr.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oJ_2sBLdKSM/SO97L-Bw03I/AAAAAAAABmM/DJ7XHEhMQpU/s72-c/mr_woodcock.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-4848317883503778709</id><published>2011-09-03T09:10:00.002Z</published><updated>2011-09-12T09:26:00.830Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;LEMMY:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1236472/"&gt;Lemmy&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Greg Olliver &amp;amp; Wes Orshoski&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://img140.imageshack.us/img140/5595/lemm.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia houver uma explosão atómica e a humanidade perecer, três indivíduos sobreviverão. A Cher, que ficará preservada em botox, silicone e plástico, mas que ninguém heterossexual quer saber para nada; e Keith Richards e Lemmy Kilmister, conservados em álcool, droga e deboche. E são eles que ficarão responsáveis pela perpetuação da espécie humana. Como, eu não sei, mas se alguém o consegue são eles. E, quiçá, o Chuck Norris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keith Richards e Lemmy Kilmister, duas lendas vivas do rock'n'roll, o primeiro guitarrista fundador dos Rolling Stones (vénias até à exaustão) e o segundo baixista e vocalista dos Motorhead. Já deviam estar ambos mortos e enterrados há muito tempo, mas contrariando todas as probabilidades, continuam vivos entre nós, provando que, perante todos os vícios e excessos, não são simples mortais. Mas é Dave Grohl, dos Foo Fighters, que, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1236472/"&gt;Lemmy&lt;/a&gt;, explica a diferença entre os dois: enquanto o primeiro está a viver sob a sombra dos louros passados - é certo que pode continuar a subir a coqueiros e a bater com os costados no chão ou a snifar as cinzas do pai, mas fá-lo em hóteis de luxo e resorts paradisíacos -, Lemmy mantém-se igual a si próprio. Aliás, enquanto escrevo estas linhas, ele estará, muito provavelmente, a fazer o que faz todos os dias: a beber Jack &amp; Coke, no bar Rainbows, a sua segunda casa, enquanto joga trivial pursuit numa máquina ao balcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensávamos que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1236472/"&gt;Lemmy&lt;/a&gt;, o documentário sobre a sua vida, fosse o testemunho definitivo do seu legado, mas não o é. Até fica muito aquém deste objectivo. Durante grande parte do filme limita-se a provar o quão cool Lemmy é, através dos testemunhos das mais insuspeitas testemunhas (e estão lá todas, numa autêntica colecção de cromos, dos Metallica ao Ozzy e até o Triple H). Mas isso já sabíamos, raios parte, é do Lemmy que estamos a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é isso que desmerece &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1236472/"&gt;Lemmy&lt;/a&gt;, que capta as suas várias facetas: a de lenda do rock, a de música (e o seu baixo Rickenbauer também é personagem secundária, claro), a de jogador inveterado, a de rei da cobrição (ele corrige, não foram mais de duas mil mulheres desfloradas, apenas mil) ou a de coleccionador de história militar, especialmente de memorabilia nazi (e até o levam a andar de tanque). No entanto, também vemos o seu lado humano, que não estamos habituados a ver. Vemo-lo a fritar batatas, a jogar nas máquinas de café, a ver o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0182576/"&gt;Family Guy&lt;/a&gt; ou a dirigir-se ao filho com termos pirosos e apercebemo-nos que, afinal, aquele homem também é de carne e osso como nós. E, provavelmente, também sangra quando se corta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que se nota que os realizadores, Greg Olliver e Wes Orshoski, são fãs de Lemmy e o documentário toma-o já como garantido. Está lá o seu passado e história, mas limitando-se ao essencial e ao sabido (os Rockin' Vicars e os Hawkwind, especialmente). E demoram-se em momentos musicais integrais que, para os ouvintes pouco dados ao trash metal, poderão ser um pouco fastidiosos (se bem que quem ficar com fastio ao som dos Motorhead não merecerrá o ar que respira). Mas caraças, que fixe é ver o Lemmy a tocar ao vivo com os Metallica ou ver o &lt;i&gt;Ace of Spades&lt;/i&gt; ao vivo, em glorioso HD, mesmo em cima do palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos preferíamos ver mais momentos como aqueles em que Lemmy conversa com Dave Grohl sobre música ou com o seu filho, mas curiosamente esses dois episódios acontecem logo nos primeiros vinte minutos. A partir daí é apenas Lemmy Kilmister para os convertidos. Mesmo assim, aposto que os não crentes se vão converter após ver o filme. McBacon para &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1236472/"&gt;Lemmy&lt;/a&gt; e Royale With Cheese para Lemmy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://m.i.uol.com.br/musica/2010/03/18/lemmy-kilmister-baixista-e-cantor-do-motorhead-em-show-da-banda-no-south-by-southwest-17032010-1268926719590_615x300.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-4848317883503778709?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4848317883503778709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/4848317883503778709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/lemmy-titulo-lemmy-realizador-greg.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5792671024252493315</id><published>2011-09-03T09:07:00.005Z</published><updated>2011-09-03T09:29:52.402Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;X-MEN: O INÍCIO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270798/"&gt;X-Men: First Class&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Matthew Vaughn&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://lh3.ggpht.com/_bkx9NQgmX08/TcJ195oV4SI/AAAAAAAAD7E/8EcfvpA4wWo/XMenFirstClassNewPosterr110505CA3.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saga X-Men é uma das mais sólidas no que diz respeito a super-heróis. A única quelhe faz concorrência será, quiçá, a do Homem-Aranha, uma vez que a do Batman tem demasiados baixos para considerarmos apens os altos. No entanto, enquanto as aventuras do aracnídeo vão já para um reboot ao quarto volume, os X-Men têm três filmes, um spin-off e, agora, uma prequela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E certo que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270798/"&gt;X-Men: O Início&lt;/a&gt; faz um ligeiro reboot aos filmes anteriores (o Fera já aparece azul e peludo e o professor Xavier fica já na sua cadeira de rodas, quando o tínhamos visto a andar até mais tarde, num flashback dum filme anterior), mas podemos considera-lo uma prequela sem nos arrpeendermos, que que recupera o início do grupo, da escola de mutantes de Charles Xavier e da relação desde com Magneto até à forma como os conhecemos em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120903/"&gt;X-Men&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270798/"&gt;X-Men: O Início&lt;/a&gt; é assim um filme de época, ambientado no início dos anos 60, com o glamour de James Bond, o cool da swinging London e o espírito camp do Austin Powers, mas em sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1318514/"&gt;Planeta Dos Macacos: A Origem&lt;/a&gt; tem sido vendido como o blockbuster deste verão que dá prioridade às suas personagens em detrimento dos efeitos-especiais. Não é mentira, mas é injusto que fique com os créditos todos quando já havia este &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270798/"&gt;X-Men: O Início&lt;/a&gt;. É certo que existe CGI à barda e lutas grandiosas com seres sobrehumanos, mas até o combate final e determinante, entre o professor Xavier e Magneto, é em grande parte com os punhos. Ou seja, existem efeitos-espeicias sim, grandiloquentes o suficiente para agradar a um megalómano com a mania das grandezas como Roland Emmerich, mas existem também personagens com espessura e uma narrativa coerente e xom pés e cabeça, que envove a situação política da altura, noemadamente a Guerra Fria e, em particular, a crise dos mísseis de Cuba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270798/"&gt;X-Men: O Início&lt;/a&gt; é um thriller político em pano de fundo, com uma história de amigos goes inimigos em primeiro plano. Tal como a recente prequela de Star Trek, mas em inverso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270798/"&gt;X-Men: O Início&lt;/a&gt; é um bromance sobre dois amigos - Xavier e Magneto - que têm as mesmas crenças e obkectivos, mas diferentes pontos de vista de como os colocar em prática, o que leva a uma fracção inevitável e inconciliável. Enquanto o primeiro acredita na integração dos mutantes, o homo sapiens superir, na sociedade com plenos direitos equivalentes aos do homo sapiens sapiens, o segundo defende a afirmação dos mutantes enquanto raça superior, numa interpretação muito literal das teorias evolucionistas de Darwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso verificar nesta prequela os primórdios da saga X-Men, de como as personagens principais evoluiram e mudaram até ao estágio em que os encontramos actualmente. E é suficientemente trágica e mais negra do que, inicialmente, poderia indiciar, já que para além de super-heróis paraplégicos, tem o maior bodycount de mutantes de todos os filmes da saga. Aliás, Darwin é despachado à primeira oportunidade, assim que os argumentistas perceberam que o seu poder não servia para nada. Wolverine faz um breve cameo e Hugh Jackman torna-se no único actor a entrar nos cinco filmes, enquanto que Kevin Bacon prova que tem que começar a fazer mais vezes de mau (já tinhamos ficado desconfiados disso em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1512235/"&gt;Super&lt;/a&gt;). &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1270798/"&gt;X-Men: O Início&lt;/a&gt; é um belo McBacon para recomçear nova trilogia do mais querido grupo de mutante`s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.wikinoticia.com/images2//extracine.com/files/2011/06/x-men-first-class-XMFC-1-800x390.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5792671024252493315?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5792671024252493315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5792671024252493315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/09/x-men-o-inicio-titulo-x-men-first-class.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_bkx9NQgmX08/TcJ195oV4SI/AAAAAAAAD7E/8EcfvpA4wWo/s72-c/XMenFirstClassNewPosterr110505CA3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-1848987100060520689</id><published>2011-08-30T09:59:00.003Z</published><updated>2011-08-30T17:34:52.434Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;TRON: O LEGADO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1104001/"&gt;Tron: Legacy&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Joseph Kosinski&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-YvkXq9vPfBM/TbCm0M7d_nI/AAAAAAAAAGU/I-3eD772sRI/s1600/tron-legacy2d.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta altura de sequelas, prequelas e reboots, se havia filme que se justificava recuperar era &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0084827/"&gt;Tron&lt;/a&gt;. Ao fim ao cabo, a era digital que preconizara está a acontecer agora. Por isso, há que confessar que todos tinhamos o desejos secreto de ver o universo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0084827/"&gt;Tron&lt;/a&gt; no máximo esplendor do CGI. Mas se pensarmos bem, será que queríamos mesmo ver um filme que não tinha mais nada senão isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1104001/"&gt;Tron: O Legado&lt;/a&gt; é a tão aguardada sequela de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0084827/"&gt;Tron&lt;/a&gt;, vinte anos depois, que actualiza o CGI e o 3d, fazendo com que o mundo dentro dos computadores já não seja feito maioritariamente de fundos negros, resultantes de processadores demasiado lentos e incapazes de renderem efeitos mais complexos. Em 1982, Jeff Bridges tinha criado um jogo de computador avançadíssimo, em 16bits(!), o qual o tinha capturado para o seu interior para o tentar matar. Agora, em 2011, Jeff Bridges é refém do mundo virtual que criou, aprisionado por uma cópia sua presa num corpo rejuvenescido pela mesma técnica que rejuvenesceu digitalmente Bradd Pitt em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0421715/"&gt;O Estranho Caso De Benjamin Button&lt;/a&gt;, e o protagonista é o seu filho, Garrett Hedlund, que vai entrar na rede e salvar o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1104001/"&gt;Tron: O Legado&lt;/a&gt; actualiza aquilo que Tron deixou de mais icónico: os jogos de arena, as motos de luz ou os fatos estilosos om néons (mesmo com alguns pormenores irritantes, como o barulho de motor de gasolina que as motos agora fazem). Contudo, esquece-se do mais importante, o de acrescentar algo de novo. Ou, pelo menos, de ter um... argumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá a ideia de que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1104001/"&gt;Tron: O Legado&lt;/a&gt; mergulha no seu universo virtual, feito de luz, cor e masturbação digitial, e fica maravilhado com o seu umbigo, limitando-se a dar corda a uma história de ficção-científica de pais e filhos e de criador e criação, onde todos sabem artes-marciais e onde ninguém tem realmente algo de importante para dizer. O filme esquece-se assim de contar verdadeiramente uma história, limitando-se à premissa da vida virtual dentro do computador, que tanto já vimos no primeiro filme como na saga &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0133093/"&gt;Matrix&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, quem precisa de um Jeff Bridges zen, em versão The Dude futurista, num filme como este? Era bem mais estimulante se se tivessem preocupado em tapar alguns buracos do (pseudo)argumento - e não são assim tão poucos quanto isso. Quer dizer, engolimos muita xaropada de computadores que falam e afins, mas software que adquire forma humana quando salta para a vida real? Vá lá... E como raio é que os novos algoritmos iriam mudar o mundo como o conhecemos? Segundo o filme, assim: 1ª fase) encontrar os novos algoritmos; 2ª fase) ???; 3ª fase) mudar o mundo. Preferia mil vezes ver isto explicado do que ver programas informáticos a beberem em bares(!) e os Daft Punk a passarem música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0084827/"&gt;Tron&lt;/a&gt; era um filme fraquito, mas que ganhou o seu lugar na história de forma meritória, por ter inaugurado a era digital no cinema. Mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1104001/"&gt;Tron: O Legado&lt;/a&gt; irá apenas ser relembrado como mais uma sequela empoeirada e um Cheeseburger rançoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_ihrQmZh5NhQ/TDbS521LmtI/AAAAAAAAAIU/SoBYgWk9_SY/s1600/Tron-Legacy-5.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-1848987100060520689?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1848987100060520689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/1848987100060520689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/tron-o-legado-titulo-tron-legacy.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YvkXq9vPfBM/TbCm0M7d_nI/AAAAAAAAAGU/I-3eD772sRI/s72-c/tron-legacy2d.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2812804412799936859</id><published>2011-08-29T09:05:00.001Z</published><updated>2011-08-29T09:05:00.397Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O CASTOR:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1321860/"&gt;The Beaver&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Jodie Foster&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.wroom.com.br/diario/wp-content/uploads/2011/04/The_Beaver_1.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui há uns anos, Jodie Foster e Mel Gibson reinavam nos impérios dos actores de Hollywood, olhando de cima para baixo com o seu grande ceptro de ouro e um longo manto vermelho. Depois, aos poucos e poucos, foram-se ausentando do mapa de estreias cinematográficas semanais, de forma mais ou menos consciente. Actualmente, limitam-se a aparecer nos escaparates devido a fait-dvers, uns mais trágicos que outros (anti-semitismo ou lesbianice, principalmente). Agora, em 2011, os dois encontram-se no grande ecrã - Foster não só co-protagoniza como também realiza -, fazendo de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1321860/"&gt;O Castor&lt;/a&gt; um filme a ver, bem que seja por esta mera casualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mel Gibson é então um tipo com uma depressão gigante, apesar da vida aparentemente lhe correr bem - uma família feliz, com uma esposa bonita e dois filhos saudáveis, e uma carreira profissional à frente de uma empresa de brinquedos. A voz-off do narrador descreve na perfeição a situação numa só fala (foi como se tivesse morrido, não tivesse tido o bom-senso de levar o corpo consigo), enquanto Jodie Foster coloca a situação em pratos limpos perante o espectador de uma forma muito estilizada, como aquele outro autor especialista em crónicas familiares disfuncinais e deprimidas, Wes Anderson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, para salvar a vida social dos filhos e a sua própria sanidade mental, Foster expulsa o marido de casa. É quando este tem uma epifania e encontra forças para recuperar num fantoche dum castor, de quem se torna inseparável, que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1321860/"&gt;O Castor&lt;/a&gt; se torna num filme banal, não obstante de passar a ter Mel Gibson a falar com um boneco com um sotaque esquisito. E é impossível não gostar de Gibson (independentemente do que ele faça na sua vida privada), principalmente se ele foi um dos que educou o nosso carácter cinéfilo nos anos 80 e 90, com os seus buddy movies ou futuros pós-apocalípticos. Mel Gibson é uma espécie de Nicolas Cage menos paranóico e mais cabotineiro e, por isso, quando o vemos a lutar com o fantoche - ou seja, com a própria mão -, não há dforma de não pensarmos em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0083907/"&gt;A Noite Dos Mortos-Vivos&lt;/a&gt; e sorrirmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1321860/"&gt;O Castor&lt;/a&gt; insiste no sub-enredo do filho mais velho, Anton Yelchin, num dilema que ninguém quer saber com a tipa popular do liceu, o seu gosto por grafitis recalcado e um trauma qualquer com um irmão morto de overdose. No fundo, serve apenas para passar a mesma mensagem da história principal (sê tudo mesmo, acredita na força interior, blá blá blá), mas de forma mais linear e sem problemas existenciais de dupla personaldade, que pudessem fazer puxar mais pela cabeça. Valha-me Deus um filme de Hollywood que nos obrigasse a pensar. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1321860/"&gt;O Castor&lt;/a&gt; sente necessidade de explicar certinho e direitinho o filme, tomando-nos por parvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1321860/"&gt;O Castor&lt;/a&gt; é assim apenas um filme simpático que, em mãos diferentes e/ou com actores anónimos, passaria despercebido e longe de um McChicken.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://resources0.news.com.au/images/2011/08/03/1226107/524812-110806-the-beaver.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2812804412799936859?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2812804412799936859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2812804412799936859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/o-castor-titulo-beaver-realizador-jodie.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-544602270121463830</id><published>2011-08-25T10:40:00.000Z</published><updated>2011-08-26T08:50:29.633Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1318514/"&gt;The Rise Of The Planet Of The Apes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Rupert Wyatt&lt;br /&gt;Ano: 201&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-JvNv4G40iCo/TlDgN-hl0DI/AAAAAAAABW0/YFgJLlCGNH8/s200/The-Rise-of-the-Planet-of-the-Apes-Poster-3.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quatro sequelas manhosas (com a qualidade a diminuir exponecialmente à medida que avançam no tempo) e um remake igualmente duvidoso, já não faltava muita coisa a fazer a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0063442/"&gt;O Homem Que Veio Do Futuro&lt;/a&gt;. Apenas uma prequela que, quatro décadas depois, apresentasse o franchise às gerações mais novas, como quem diz &lt;i&gt;este é um filme de culto que merece ser visto por toda a gente&lt;/i&gt;. Contudo, todos sabemos que, na verdade, o que os putos ouvem é &lt;i&gt;havia um filme com uns tipos vestidos com fatos de macacos de borracha a falar que os velhos acham que é cool gostar&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é certo é que, tantos anos e tantas tentativas depois, e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0063442/"&gt;O Homem Que Veio Do Futuro&lt;/a&gt; continua a não ter comparação possível com qualquer um dos seus primos. Por isso, a opção de ter feito de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1318514/"&gt;Planeta Dos Macacos: A Origem&lt;/a&gt; um filme quase autónomo acaba por ser acertada. Quem conhece o original vai perceber como é que o chimapanzé Caesar deu origem a algo bem maior e quem não conhece vai ficar com a pulga atrás da orelha para ver os próximos. Sim, porque o franchise não fica por aqui, o final fica mesmo a pedir mais umas quantas sequelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caesar é então um chimpanzé em CGI, com os movimentos e as expressões de Andy Serkis, que se annda a especializar em bonecos digitais depois de Gollum e do novo King Kong. Caesar desenvolve inteligência quase humana, depois de injectado por uma droga nova inventada pelo cientista James Franco, em busca desesperada pela cura para o Alzheimer, num conceito já visto em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0149261/"&gt;Perigo No Oceano&lt;/a&gt;. Contudo, enquanto neste os tubarões fica a jogar às cartas, Caesar vai organizar uma rebelião contra os humanos, humilhado por ter sido abandonado pelo dono e por ser tratado como um mero animal de estimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1318514/"&gt;Planeta Dos Macacos: A Origem&lt;/a&gt; é o filme ideal para aquele tipo de pseudo-intelectuais, que vai ver a ralé toda ao cinema, mas que depois tem vergonha de assumir que gosta.&lt;i&gt; Ah e tal, não gostei muito do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0360717/"&gt;King Kong&lt;/a&gt;, porque tinha um macaco gigante&lt;/i&gt;. Pois aqui não se podem queixar de falta de desenvolvimento emocional do macaco. A relação entre Caesar e James Franco é abordada ao detalhe, ficando a manipulação digital cingida à personagem do macacóide e aos seus saltos e cambalhotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1318514/"&gt;Planeta Dos Macacos: A Origem&lt;/a&gt; não é, portanto, um simples filme de acção, refém dos efeitos especiais. Tem mesmo uma história para contar (quanto à plausibilidade da mesma, aí sim, pode ser discutida), personagens à séria e depois sim, acção e ficção-científica a fazerem a ponte com o iconoclasta &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0063442/"&gt;O Homem Que Veio Do Futuro&lt;/a&gt;, que homeageia com uma estátua da Liberdade de brincar e a repetição de algumas frases marcantes de Charlton Heston: &lt;i&gt;Take your stinking paws off me, you damned dirty ape!&lt;/i&gt; Portanto, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1318514/"&gt;Planeta Dos Macacos: A Origem&lt;/a&gt; até é das melhores coisas que aconteceu ao franchise &lt;i&gt;Planeta dos Macacos&lt;/i&gt;, saindo vencedor com um redondinho McBacon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://supernovo.net/wp-content/uploads/2011/04/rise-of-the-planet-of-the-apes.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-544602270121463830?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/544602270121463830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/544602270121463830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/planeta-dos-macacos-origem-titulo-rise.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JvNv4G40iCo/TlDgN-hl0DI/AAAAAAAABW0/YFgJLlCGNH8/s72-c/The-Rise-of-the-Planet-of-the-Apes-Poster-3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3045058203347887577</id><published>2011-08-24T19:17:00.000Z</published><updated>2011-08-24T19:17:00.122Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PUNCH-DRUNK LOVE - EMBRIAGADO DE AMOR:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0272338/"&gt;Punch-Drunk Love&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Paul Thomas Anderson&lt;br /&gt;Ano: 2002&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cinedie.com/images/pdlove_poster.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118749/"&gt;Jogos De Prazer&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0175880/"&gt;Magnólia&lt;/a&gt;, dois trabalhos que o transformaram de cineasta promissor a autor em velocidade meteórica, Paul Thomas Anderson decidiu realizar um filme sem uma falange enorme de actores e formato mosaico, para não ficar para sempre colado ao rótulo de "o novo Robert Altman". Com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0272338/"&gt;Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor&lt;/a&gt;, Paul Thomas Anderson não podia ter sido mais diferente: uma comédia romântica ligeira (mas diferente), uma simples história de amor e Adam Sandler no papel principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0272338/"&gt;Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor&lt;/a&gt; está para Adam Sandler assim como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0338013/"&gt;O Despertar Da Mente&lt;/a&gt; está para Jim Carrey. Ou seja, é o seu filme sério, em que tem mesmo que representar em vez de vestir aquele seu boneco que criou no Saturday Night Live e que agora arrasta em pseudo-comédias sem um pingo de piada, usadas como sessões de tortura em Guantanamo. O que não significa que não faça aqui também de parolo. No entanto, este é um parolo sensível, com qualquer coisa para dizer e com, pelo menos, um dedo de testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que Adam Sandler é acanhado, introvertido e um pouco complicado porque teve uma infância submissa e espezinhada por um bando de sete irmãs. Imaginam o que é crescer no seio de uma família com oito mulheres? Por isso, Sandler é um solitário que, apesar de ter conseguido vingar profissionalmente na vida (é certo que é dono de uma empresa de desentupidores, mas não deixa de ser dono de qualquer coisa), não tem amigos, desconfia-se que nunca teve namorada e o seu tempo livre é tanto que o passa a comprar caixas de pudim que oferecem milhas de viagem grátis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0272338/"&gt;Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor&lt;/a&gt; é como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0405422/"&gt;Virgem Aos 40 Anos&lt;/a&gt;, mas em melhor. É o que dá ter um realizador a sério por trás da câmara. Aqui, em vez do sucessor de Altman, P.T. Anderson transforma-se no outro Anderson, o Wes (a personagem de Sandler anda sempre com a mesma roupa, como os bonecos de desenho-animado dos filmes de Wes Anderson), com uma comédia de atmosfera indie, uma banda-sonora inesperadamente bizarra e igualmente bela e toques de cinema de autor, sempre com a câmara livre a lembrar François Truffaut e um cinema de grande naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que a comédia romântica não é o género mais nobre da história do cinema - especialmente desde que Hugh Grant começou a fazer filmes -, mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0272338/"&gt;Punch-Drunk Love - Embriagado De Amor&lt;/a&gt; é de uma sensibilidade assertiva e uma plasticidade cinematográfica que não podem dar nada menos do que um McRoyal Deluxe. E Adam Sandler já pode dizer que tem um filme de jeito no meio do balde de merda que é a sua filmografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_l6cme7jdIi1qzzh6g.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3045058203347887577?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3045058203347887577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3045058203347887577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/punch-drunk-love-embriagado-de-amor.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-7520610869124816770</id><published>2011-08-23T10:04:00.001Z</published><updated>2011-08-28T17:30:50.636Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ARACNOFOBIA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0099052"&gt;Arachnophobia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Frank Marshall&lt;br /&gt;Ano: 1990&lt;br /&gt;&lt;img src="http://j.static-locatetv.com/images/content/large/88/207767_arachnophobia__27_x_40_movie_poster__style_a.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a antropomorfia no cinema, existem dois momentos superiores e um que o poderia ter sido. Comecemos por este último: em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0149261/"&gt;Perigo No Oceano&lt;/a&gt;, um grupo de cientistas transforma um trio de tubarões em animais inteligentes; o realizador Renny Harlin perde uma excelente oportunidade de, para mostrar o quão esperto os bichos estavam, de os colocar a jogarem às cartas entre si. Em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0076504/"&gt;Orca - A Fúria Dos Mares&lt;/a&gt; acontece um dos momentos mais felizes da antropomorfia de animais no cinema de imagem real: ao ver a orca-esposa a ser pescada e a orca-filho a ser morto, a orca-marido fica com os olhos raiados de sangue, olha para o céu e grita desalmadamente, enquanto a câmara rodopia em contra-picada, tal e qual um filme do Van Damme depois de lhe matarem alguém da família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o melhor momento de todos é o de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0099052/"&gt;Aracnofobia&lt;/a&gt;, filme sobre uma espécie tropical de aranhas assassinas gigantes que se muda para os Estados Unidos e, ao copular com um aracnídeo vulgar, têm uma praga de bebés mortíferos. Tal como em&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0076504/"&gt;Orca - A Fúria Dos Mares&lt;/a&gt;, a aranha de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0099052/"&gt;Aracnofobia&lt;/a&gt; também tem espírito de vingança depois de ver uma prima sua ser esmagada por um fotógrafo-explorador, mas o supra-sumo da antropomorfia está quando a aranha exótica e a caseira se conhecem: música romântica, a lua cheia lá fora e os dois bichos a aproximarem-se romanticamente. Ao pé disto, dois cães a beijarem-se depois de comerem o mesmo fio de esparguete não tem piadinha nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0099052/"&gt;Aracnofobia&lt;/a&gt; é isto, um filme de monstros sobre uma praga imprevista de aranhas assassinas (se bem que aqui a fobia é bem maior, uma vez que os "mosntros" são bem reais, fazendo deste o equivalente de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0056869/"&gt;Os Pássaros&lt;/a&gt;, mas com aranhas) numa smalltown americana, para onde o (muito convenientemente) aracnofóbico Jeff Daniel se acaba de mudar mais a sua família. Apesar do suspense do filme de género, aproximando-se ainda dos limites dos horror movies xunga que o filme homenageia (e é aqui que surgem as comparações com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195/"&gt;o Tubarão&lt;/a&gt;, ou não fosse Spielberg produtor executivo), o realizador Frank Marshall não tem problemas em tornar o filme descontraído e cheio de humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como manda a boa tradição dos filmes de segunda categoria, o argumento de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0099052/"&gt;Aracnofobia&lt;/a&gt; é o mais straight-ahead e termina ao fim de meia hora: exploradores descobrem uma aranha nova num cenário tropical qualquer, esta arranja maneira de se infiltrar na bagagem até aos Estados Unidos e reproduz-se num celeiro semi-abandonado. A partir daqui não se passa mais nada, apenas o bodycount a aumentar, o pânico a espalhar-se e Jeff Daniels a encetar esforços para estancar aquela matança. No fundo, foi uma opção inteligente: aranhas são bichos suficientemente incomodativos para aguentarem um filme inteiro por si só, enchendo-nos de comichão e de tiques nervosos até ao final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0099052/"&gt;Aracnofobia&lt;/a&gt; não sairia vencedor desta batalha com o bom gosto se não fosse John Goodman na última meia-hora, na pele de um exterminador destrambelhado e trapalhão, que, qual equivalente cómico de Roddy Piper em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0096256/"&gt;Eles Vivem&lt;/a&gt;, vem para chutar os rabos das aranhas e mascar pastilha elástica. E a pastilha elástica já acabou...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0099052/"&gt;Aracnofobia&lt;/a&gt; não é propriamente genial nem acima da média, mas vê-se com uma descontracção e um prazer parvo acima da média, que desliza pelo McChicken com uma facilidade tremenda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://brianorndorf.typepad.com/.a/6a00e54ee7b64288330134859a8752970c-500wi" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-7520610869124816770?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7520610869124816770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/7520610869124816770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/aracnofobia-titulo-arachnophobia.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2802122669468124368</id><published>2011-08-22T08:08:00.000Z</published><updated>2011-08-22T08:08:00.681Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058715/"&gt;Il Vangelo Secondo Matteo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Pier Paolo Pasolini&lt;br /&gt;Ano: 1964&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cinemedioevo.net/Film/TZ/vangelmatteo05.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria que Paul Verhoeven, realizador holandês que ficou conhecido por ter passado anos a subverter o cinema de acção de Hollywood, com um hiper-realismo gore que lhe valeu o epíteto de Sultão do Choque, tivesse o sonho secreto de realizar um filme sobre Jesus Cristo? Verhoeven passou décadas a compilar informação sobre o Jesus histórico e agora decidiu lançar um livro com a sua interpretação da vida daquele homem da Nazaré que mudou o Mundo. E, nesse livro, Verhoeven afirma sem problemas: ainda está por fazer um filme em condições sobre esse senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058715"&gt;O Evangelho Segundo São Mateus&lt;/a&gt; é a adaptação mais simpática da vida de Jesus Cristo, passando para imagens, de forma integral, a maior parte do evangelho de Mateus. O que não deixa de ser irónico, tendo em conta que Pier Paolo Pasolini era um empenhado marxista, ateu e homossexual. Contudo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058715"&gt;O Evangelho Segundo São Mateus&lt;/a&gt; pouco ou nada perpassa dessas facetas do realizador italiano (exceptuando, talvez, a primeira), até porque este sempre disse que era um não-crente com nostalgia de crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058715"&gt;O Evangelho Segundo São Mateus&lt;/a&gt;, Pasolini segue a escola do neo-realismo italiano para transportar para a tela as palavras de São Mateus, utilizando actores amadores e zero de efeitos-especiais. Contudo, nada disso se reflecte na qualidade da reconstituição histórica, contribuindo até para a naturalidade da adaptação. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058715"&gt;O Evangelho Segundo São Mateus&lt;/a&gt; tem uma espessura estética com grande carga poética, carregando a imagem com a mesma santidade que as escrituras sagradas têm transmitido ao longo dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasolini transcreve à letra o evangelho de Mateus e, por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058715"&gt;O Evangelho Segundo São Mateus&lt;/a&gt; tem todos aqueles momentos históricos de Jesus, como o &lt;i&gt;venham a mim as criancinhas&lt;/i&gt;, a multiplicação dos pães e dos peixinhos ou a profanação do templo. Infelizmente, este último até é o momento menos conseguido do filme, com Jesus a irromper pelo templo em Jerusalém e a derrubar as mesas dos cambistas com tão pouca convicção, que ficamos com saudades do show de Willem Dafoe, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0095497/"&gt;A Última Tentação De Cristo&lt;/a&gt;. E por falar em Willem Dafoe, Enrique Irazoqui é um Jesus bastante competente, com um olhar profundo e intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, o evangelho de Mateus é o mais realista dos quatro e tem poucos daqueles episódios ridículos, como Jesus a colar uma orelha a um soldado depois da luta que antecedeu a sua captura e que Mel Gibson fez questão de pôr no seu ridículo (do ponto de vista teológico, claro, porque até gosto de filmes gore) &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0335345/"&gt;A Paixão De Cristo&lt;/a&gt;. Contudo, não deixa de relatar meia-dúzia de milagres, que Pasolini não se furta a passar para o ecrã. Falta a ressurreição de Lázaro, mas está lá a multiplicação dos pães ou o andar sobre a água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, já todos sabemos a história do filme: começa com José a receber um par de cornos do Espírito Santo e termina com Jesus a ser pregado a dois pedaços de pau. Mas a transcrição é tão integral que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058715"&gt;O Evangelho Segundo São Mateus&lt;/a&gt; não só dá a conhecer a história, como mostra como a narrativa do Novo Testamento é disconexa grande parte das vezes e sem profundidade dramatúrgica. Vale um McChicken; e se o Senhor nos tiver a ouvir, que o multiplique por todas as criancinhas da Somália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://paginecorsare.myblog.it/media/02/01/938780393.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2802122669468124368?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2802122669468124368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2802122669468124368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/o-evangelho-segundo-sao-mateus-titulo.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2755594657180554432</id><published>2011-08-20T13:49:00.000Z</published><updated>2011-08-20T13:49:00.220Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PEQUENAS MENTIRAS ENTRE AMIGOS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440232/"&gt;Les Petits Mouchoirs&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Guillaume Canet&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_AaWj08u-HqQ/TM1hCNDlWVI/AAAAAAAAAXo/rpc2Jyal9gk/s400/Les-Petits-Mouchoirs-Affiche-France.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano abre e apanhamos um homem, Jean Dujardin, a sair da casa de banho de uma discoteca. Está um pouco almareado (mais tarde vimos a saber que estava cocaínado, mas isso não interessa para nada) e nós seguimo-lo pela pista de dança, ao som dos Jet. Mete-se com uma tipa gira, senta-se junto aos amigos, troca umas palavras de circunstância e acaba a bebida que estava a beber. Levanta-se e sai da discoteca, está já o dia a raiar cá fora, e o homem pega na scooter para ir para casa. Apanha o primeiro semáforo vermelho e, no segundo cruzamento, pumba!, um camião acerta-lhe em cheio. Tudo isso demora uns bons minutos e é filmado num só plano-sequência. Saímos cá fora para confirmar junto da lanterninha se não nos enganámos no filme e se isto não é qualquer coisa nova do Brian De Palma. A lanterninha vai confirmar (não porque esteja na dúvida, mas porque nos cinemas em Setúbal ninguém faz ideia quem seja o De Palma) e dá-nos a certeza: é mesmo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440232/"&gt;Pequenas Mentiras Entre Amigos&lt;/a&gt;, do actor-realizador Guillaume Canet. E, em menos de nada, ficamos com o ano cinematográfico salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dujardin vai parar ao hospital, desfigurado e todo inchado, como se tivesse a boca cheia de amêndoas. O seu grupo de amigos de longa data vai visita-lo e, mesmo assim, decidem ir de férias, para o retiro que fazem anualmente no challet na praia de François Cluzet. Contudo, o facto de ficar o amigo no hospital, mais para o lado de lá do que de cá, vai fazer com que este ano as férias sejam mais de introspecção, servindo para reflectirem sobre as suas vidas e tomarem decisões importantes para o que sobra delas. Bem-vindos a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085244/"&gt;Os Amigos De Alex&lt;/a&gt; versão francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, são inevitáveis as comparações entre &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440232/"&gt;Pequenas Mentiras Entre Amigos&lt;/a&gt; e esse clássico de Lawrence Kasdan, mesmo tendo em conta a diferente maneira de ser entre o cinema americano e o europeu. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440232/"&gt;Pequenas Mentiras Entre Amigos&lt;/a&gt; é um filme de personagens, feito sobretudo de diálogos, em que somos apenas mais um do grupo, interagindo com aquela gente com quem nos identificamos, nem que seja porque todos nós temos um momento na vida em que paramos para pensar no que andamos a fazer da nossa vida e se é mesmo isso que queremos fazer até à nossa morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, ao contrário de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0085244/"&gt;Os Amigos De Alex&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1440232/"&gt;Pequenas Mentiras Entre Amigos&lt;/a&gt; não recorre tanto à nostalgia. Enquanto o primeiro era um filme mais sobre o passado, em que aquele grupo de yuppies se lembrava do idealismo dos seus dias de hippies, aqui é mais sobre o presente e a actualidade, em que os amigos se refugiam na hipocrisia e nas pequenas mentiras do título para manterem intacta a máscara de felicidade que todos gostamos de usar. Guillaume Canet utiliza uma das armas de Kasdan, a banda-sonora (excelente jukebox de canções), mas perde-se um pouco em subtileza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se alguma insegurança no argumento de Canet quando este necessita de duas horas e meia para contar aquela história que se contava, seguramente, em menos tempo. Nota-se alguma falta de ideias quando Canet tem que inserir a meio do filme um personagem-cantor a martelo, assim como mover dois dos protagonistas para fora daquele microuniverso criado entretanto, levando-os até Paris para uma sequência perfeitamente desnecessária. E nota-se algum desequilibro quando só os homens são verdadeiras personagens, estando as mulher só a fazerem de apêndice; a excepção é a luminosa Marion Cotillard, com aquele seu ar de espantalho amoroso. Apesar disto tudo, aposto um rim como vai chorar no fim do filme. Se não o fizer não merece sequer cheirar este McBacon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://myscreens.fr/wp-content/uploads/2010/10/556043_les-petits-mouchoirs.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2755594657180554432?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2755594657180554432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2755594657180554432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/pequenas-mentiras-entre-amigos-titulo.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AaWj08u-HqQ/TM1hCNDlWVI/AAAAAAAAAXo/rpc2Jyal9gk/s72-c/Les-Petits-Mouchoirs-Affiche-France.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-73298988776012753</id><published>2011-08-20T08:29:00.002Z</published><updated>2011-08-20T08:32:35.988Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;RIP:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://www.margencero.com/articulos/articulos2/raul_ruiz1.jpg" width="180/" /&gt;&lt;br /&gt;1941-2011&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-73298988776012753?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/73298988776012753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/73298988776012753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/rip-1941-2011.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2230671268396243599</id><published>2011-08-19T11:29:00.001Z</published><updated>2011-08-19T11:29:00.212Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ALUCINAÇÃO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1523483"&gt;Kaboom&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Gregg Araki&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://brunocine.files.wordpress.com/2010/09/kaboom-poster.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueçam David Lynch, esqueçam Alejandro Jodorowsky, esqueçam Luís Buñuel, esqueçam Kenneth Anger, esqueçam tudo o que seja realizador surrealista, experimentalista ou qualquer outra coisa acabada em ista. &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1523483"&gt;Kaboom&lt;/a&gt; bate aos pontos qualquer filme destes tipos em termos de esquisitice. Principalmente, se não soubermos ao que vamos. É certo que Gregg Araki já tinha lançado uns pozinhos extraterrestres sobre uma história de pedofilia e recordações recalcadas, no seu anterior (e fabuloso) &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0370986/"&gt;Mysterious Skin&lt;/a&gt;, mas &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1523483"&gt;Kaboom&lt;/a&gt; é muito mais à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine um teen movie com humor e escatologia suficiente para ser comparado a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0163651/"&gt;American Pie - A Primeira Vez&lt;/a&gt;, mas com sexo a mais tipo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0367027/"&gt;Shortbus&lt;/a&gt;. No entanto, como estamos a falar de Greeg Araki, o João Pedro Rodrigues americano, esse sexo é maioritariamente homossexual, esticando-se por orgias, ménages, lésbicas e gays. Agora, preencham os espaços em branco com I) teorias da conspiração e sociedades secretas à &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120663/"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/a&gt; II) alucinações perturbadoras com gente com máscaras de animais à &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0246578/"&gt;Donnie Darko&lt;/a&gt; III) psicadelismo colorido e a piscar por todo o lado, como uma versão em imagem real de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0851578/"&gt;Paprika&lt;/a&gt; IV) elementos (aparentemente) aleatórios, como ex-namoradas psicóticas com poderes sobrenaturais (principalmente na arte de lamber carpetes). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto faz sentido? Absolutamente nenhum, especialmente se estiver colado com cuspo, como o argumento de &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1523483"&gt;Kaboom&lt;/a&gt;. O nível de irrealidade da mistura de géneros tão distintos até já deu frutos interessantes em experiências antigas (alguém mencionou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0354668/"&gt;Save The Green Planet!&lt;/a&gt;), mas o nível de demência dos orientais presta-se de forma muito mais sincera a isto. Nas mãos de um americano tímido como Araki, &lt;a href="http://www.blogger.com/www.imdb.com/title/tt1523483"&gt;Kaboom&lt;/a&gt; é apenas uma caldeirada de assuntos abordados ao de leve, que nunca chegam a fazer sentido juntos. Vindo do homem que já nos deu &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0370986/"&gt;Mysterious Skin&lt;/a&gt;, não deixa de ser um decepcionante Cheeseburger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://montages.no/files/2010/05/kaboom1.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2230671268396243599?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2230671268396243599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2230671268396243599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/alucinacao-titulo-kaboom-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2959404684730866534</id><published>2011-08-18T07:04:00.001Z</published><updated>2011-08-18T08:48:19.033Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PERFORMANCE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066214/"&gt;Performance&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Donald Cammell &amp; Nicolas Roeg&lt;br /&gt;Ano: 1970&lt;br /&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_38T64sfKt3Y/TDddUZ4athI/AAAAAAAAKWw/etAOkdr4Cbs/s1600/Performance_1970_James_Fox_Mick_Jagger.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A modelo e actriz-wannabe Anita Pallenberg foi a bicicleta dos Rolling Stones. Começou por namorar com Brian Jones, mas depois trocou-o por Keith Richards, contribuindo para a sua depressão e, no fundo, para que acabasse por entrar para o Clube dos 27. Depois, durante a rodagem deste Performance, Anita ofereceu um belo par de cornos a Richards, envolvendo-se com o colega actor-wannabe, Mick Jagger. Consta que as cenas de sexo entre os dois foram tão bem feitas que até ganharam um prémio num festival de filmes para adultos, na Holanda. Digam lá que isto não é razão mais do que suficiente para vermos Performance?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066214/"&gt;Performance&lt;/a&gt; era para ser um filme sobre a swinging London e, no fundo, sobre o brit-rock. Tinha também, pela primeira vez em filme, a super-estrela Mick Jagger (estava a banda então no auge de popularidade), e a Warner tinha a secreta expectativa que o filme fosse um equivalente dos Rolling Stones de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0058182/"&gt;A Hard's Day Night&lt;/a&gt; (ou qualquer outra patetada dos Beatles). Contudo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066214/"&gt;Performance&lt;/a&gt; acabou por ser um filme negro, bizarro e experimental, que passou dois anos na gaveta sem que os produtores, completamente assustados, soubessem o que fazer com ele. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066214/"&gt;Performance&lt;/a&gt; era tão esquisito e perturbador que, décadas antes de Saw - Enigma Mortal, já tinha feito pessoas vomitar durante os screen tests. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que está lá a Swinging London. Aliás, até ser feito &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0068389/"&gt;Cocksucker Blues&lt;/a&gt; - o infame documentário (e banido) documentário da não menos infame tournée mundial dos Stones, em 1972 -, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066214/"&gt;Performance&lt;/a&gt; era o documento essencial da tríade sexo, drogas e rock'n'roll, que definiu a década de 60. Mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066214/"&gt;Performance&lt;/a&gt; tem muito mais: tem Mick Jagger e Anita Pallenberg, é certo, mas tem também James Fox e o melhor filme de gangsters inglês (que acabou por influenciar os gangsters de Tarantino e os de Guy Ritchie), tem experimentalismo à Kenneth Anger transformado em mainstream e cut-ups com fartura e tem drogas, muitas drogas, mais drogas que o sábado à noite da Amy Winehouse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bizarro é, portanto, a palavra-chave de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066214/"&gt;Performance&lt;/a&gt;, que pode ser dividido em dois. A primeira parte em que é um óptimo filme de gangsters (se bem que com uma edição algo peculiar, chamemos-lhe assim) - James Fox é um agiota que, ao não conseguir manter os assuntos pessoais de fora dos assuntos de trabalho, tem que desaparecer por uns tempos -, e a segunda parte em que é uma acid-trip: Fox vai-se esconder na casa de uma estrela-rock reformada (porque tinha "perdido o demónio interior"), Turner (Mick Jagger a fazer de si próprio e, basicamente, de todas as estrelas rock excêntricas e hedonistas do mundo), no meio de cogumelos, amor livre (leia-se ménage à trois) e música psicadélica, enveredando numa viagem metafísica em que, ao mesmo tempo que deixamos de perceber o que se passa, vai descobrindo coisas novas no seu próprio ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066214/"&gt;Performance&lt;/a&gt; está ainda impregnado de referências culturais - Jorge Luís Borges, Robert Johnson, Francis Bacon... - que, como ponto em comum, têm o facto de estarem relacionadas de alguma forma com a maluquice: the only performance that makes it, that makes it all the way is the one that achieves madness, diz Jagger às tantas. Depois aborda ainda problemas de identidade (e duplicidade, como o final dúbio que dá azo a várias interpretações), alucinação, amor livre, homofobia e outras questões filosóficas, mas que no fundo são apenas as drogas a falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a única coisa que realmente correu mal em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066214/"&gt;Performance&lt;/a&gt; foi o facto de Richards se ter zangado com Jagger, graças ao par de cornos, não tendo aparecido para gravar a banda-sonora que os Rolling Stones supostamente iriam compor para o filme. Assim, ficou apenas uma música para a posterioridade (com a slide guitar de Ry Cooder em vez de Richards), enquanto Jack-Sparrow-senior se trancava furiosamente em casa compondo (o belíssimo) &lt;i&gt;Gimme Shelter&lt;/i&gt;. O tema, &lt;i&gt;Memo from Turber&lt;/i&gt;, acaba por ser o momento-revelação do filme e a forma como é filmado fazem dele o primeiro teledisco-MTV da história. Como filme, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066214/"&gt;Performance&lt;/a&gt; não é particularmente genial, mas a quantidade destes pequenos pormenores fazem dele um McBacon mágico e especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe width="450" height="239" src="http://www.youtube.com/embed/fFh96ssGisM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-2959404684730866534?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2959404684730866534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/2959404684730866534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/performance-titulo-performance.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_38T64sfKt3Y/TDddUZ4athI/AAAAAAAAKWw/etAOkdr4Cbs/s72-c/Performance_1970_James_Fox_Mick_Jagger.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8827505517756598564</id><published>2011-08-15T19:28:00.004Z</published><updated>2011-08-16T09:13:52.786Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;EQUILIBRIUM:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0238380/"&gt;Equilibrium&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Kurt Wimmer&lt;br /&gt;Ano: 2002&lt;br /&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_g9REBW9N-QM/S2tv1449fEI/AAAAAAAAGCk/4Hd_KtjMhNU/s400/Equilibrium.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem dois filmes que os detractores de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0133093/"&gt;Matrix&lt;/a&gt; (do primeiro, porque os outros dois da trilogia destroem-se a si próprios) adoram comparar e superlativar. Um é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0118929/"&gt;Cidade Misteriosa&lt;/a&gt;, excelente filme de ficção-científica realizado por Alex Proyas um ano antes; e o outro é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0238380/"&gt;Equilibrium&lt;/a&gt;, filme assim-assim de Kurt Wimmer (quem?), feito dois anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, é inevitável não comparar &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0238380/"&gt;Equilibrium&lt;/a&gt; com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0133093/"&gt;Matrix&lt;/a&gt;. Não tanto pelo conteúdo - é certo que ambos são distopias futuristas sobre a falência da sociedade como nós a conhecemos -, mas sobretudo pela forma. É impossível olhar para os fatos clericais de Christian Bale e não nos lembrarmos das gabardines de Keannu Reaves (o que toda a gente se esquece é que quem estreou este guarda-roupa foi um dos irmãos Baldwin não-talentosos, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0102005/"&gt;Harley-Davidson E O Cowboy Do Asfalto&lt;/a&gt;) ou ver as sequências de acção altamente estilizadas de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0238380/"&gt;Equilibrium&lt;/a&gt; e não pensar na revolução visual de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0133093/"&gt;Matrix&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0238380/"&gt;Equilibrium&lt;/a&gt; não é apenas um rip-off de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0133093/"&gt;Matrix&lt;/a&gt;, é antes uma distopia em que o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0133093/"&gt;Matrix&lt;/a&gt; encontra o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0087803/"&gt;1984&lt;/a&gt;. Num hipotético futuro, após uma hipotética terceira guerra mundial, a civilização une-se e, consciente de que a humanidade poderá não sobreviver a uma quarta grande guerra, ergue um regime totalitário, onde é proibido... sentir(!). Para isso, põem a população sedada sob doses regulares de Prozium (olá &lt;i&gt;Admirável Mundo Novo&lt;/i&gt;) e criam uma força armada altamente especializada - os clérigos de Grammaton - para queimar tudo o que seja susceptível de provocar sensações - arte, música, etc etc. Tudo corre bem se um desses clérigos (Christian Bale), com tiques messiânicos, não começasse a sentir e tomasse gosto por isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A premissa é boa, se não pensarmos muito nela (conseguimos acreditar numa sociedade a preto e branco, enfadonha e monótona, onde ninguém sente, se não víssemos amiúde os maus a gritar ou as pessoas a casarem-se e a terem filhos - a ira e o amor são sentimentos, não são?), mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0238380/"&gt;Equilibrium&lt;/a&gt; não deixa, mesmo assim, de ser um filme estranho. E nem é a edição trôpega ou os cenários de aspecto ordinário que me incomodam, porque estou mais do que calejado a isso com o cinema série-b; é antes o argumento ingénuo e tão esquematizado, como que escrito por um adolescente educado a banda-desenhada má. Como o retrato que faz da Resistência - um exército de homens que não tomam drogas e, por isso, experienciam a realidade a cem por cento, mas que quando sob ataque não reagem e não conseguem matar ninguém, limitando-se a arrastarem-se daqui para ali como zombies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vimos esta história vezes sem conta no cinema (alguém mencionou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0066434/"&gt;THX 1138&lt;/a&gt;?), mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0238380/"&gt;Equilibrium&lt;/a&gt; tem aquele factor X que nos faz gostar dele mais do que aos outros: as cenas de acção estilizada (coreografias wi-fu entre &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0133093/"&gt;Matrix&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0112851/"&gt;Desperado&lt;/a&gt;) e o ar muito cool. Só que depois não tem um argumento à altura. É pena, o McChicken poderia saber bem melhor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://dissidentex.files.wordpress.com/2008/05/equilibrium2.jpg?w=650&amp;amp;h=280" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8827505517756598564?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8827505517756598564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8827505517756598564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/equilibrium-titulo-equilibrium.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g9REBW9N-QM/S2tv1449fEI/AAAAAAAAGCk/4Hd_KtjMhNU/s72-c/Equilibrium.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-6176920180725976035</id><published>2011-08-13T16:05:00.001Z</published><updated>2011-08-13T16:05:00.167Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;THE OTHERS - OS OUTROS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0230600/"&gt;The Others&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Alejandro Amenábar&lt;br /&gt;Ano: 2001&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cdn.mymovies.ge/posters/76c/4bc91401017a3c57fe00776c/the-others-original.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, Hollywood tinha acabado arruinar o excelente &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0125659/"&gt;De Olhos Abertos&lt;/a&gt;, refazendo-o enquanto &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0259711/"&gt;Vanilla Sky&lt;/a&gt;, quando teve um caso raro de bom-senso e de consciência pesada - tendo noção da injustiça, convidaram Alejandro Amenábar a fazer o filme que quisesse. O espanhol escolheu Nicole Kidman, levou-a para o norte de Espanha e realizou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0230600"&gt;Os Outros&lt;/a&gt;, passando desde então a figurar na órbita de todos os cinéfilos de bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0230600"&gt;Os Outros&lt;/a&gt; é um horror movie à antiga, feito mais de vultos, ruídos sombrios e parece-que-vi-qualquer-coisa-ali do que de sustos e outros pormenores mais gráficos, orientado para uma reviravolta final que, para além de funcionar pela surpresa, subverte as regras do género. Pelas suas semelhanças (ou seja, pelo twist), &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0230600"&gt;Os Outros&lt;/a&gt; é comparado amiúde (e preguiçosamente) a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0167404/"&gt;O Sexto Sentido&lt;/a&gt;, mas limita-lo a essa muleta argumentativa é bastante redutor. Contudo, tal como nos filmes de M. Night Shyamalan, não é o fantástico que interessa a Amenábar. Mais do que um thriller ou filme de fantasmas, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0230600"&gt;Os Outros&lt;/a&gt; é um drama sobre relações familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicole Kidman é então a mãe de duas crianças com uma doença rara, na Inglaterra victoriana do meio do século passado: James Bentley e Alakina Mann (dois teen actors que prometiam muito mais do que apenas este filme) são fotossensíveis e não podem apanhar luz solar, o que os obriga a viverem trancados em casa e na penumbra constante. Assim, é como se &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0230600"&gt;Os Outros&lt;/a&gt; se passasse sempre à noite, numa versão alternativa de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0278504/"&gt;Insónia&lt;/a&gt;, mas igualmente paranóica e extenuante. Em suma, o cenário perfeito para um filme de fantasmas - o que é uma casa assombrada, se não uma casa habitada por sombras? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama começa a complicar quando Kidman contrata novos criados para casa, depois dos anteriores fugirem, e eventos estranhos começam a acontecer. Amenábar espalha vários sinais ao longo do filme, que acabam por funcionar como um mcguffin escondido - um nevoeiro constante, um carteiro que não aparece, um piano que toca sozinho, murmúrios no andar de cima... No final, o tal twist une as pontas soltas e remata uma excelente fábula fantasmática, com personagens a sério por quem nos interessamos realmente e uma atmosfera enigmática e sombria digna de qualquer filme de terror. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0230600"&gt;Os Outros&lt;/a&gt; é um McBacon muito tenrinho e saboroso, mas cujo sabor da primeira trincadela é irrepetível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://bp2.blogger.com/_HARq06fLVGk/R1EyMomppBI/AAAAAAAAAAU/8lwAtIGWp6s/s1600-R/others3.jpg" width="450&amp;lt;/center" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-6176920180725976035?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6176920180725976035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6176920180725976035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/others-os-outros-titulo-others.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_HARq06fLVGk/R1EyMomppBI/AAAAAAAAAAU/8lwAtIGWp6s/s72-Rc/others3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5501151828678868454</id><published>2011-08-13T10:09:00.003Z</published><updated>2011-08-13T10:09:00.193Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;RUMO À LIBERDADE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1023114/"&gt;The Way Back&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Peter Weir&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.best-cine.com/wp-content/uploads/2010/12/cinema-The-Way-Back.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1941, três homens chegam à Índia a pé. Alegadamente, tinham fugido de um gulag na Sibéria e percorrido a pé quase 6 mil e 500 quilómetros, atravessando inclusive o deserto de Gobi e os Himalaias. A demanda parecia impossível e, pelo menos, foi para alguns dos outros companheiros de fuga daqueles homens. Ao longo dos tempos, muitos têm sido os que duvidam da veracidade do relato de Sławomir Rawicz, que o contou num livro que se vendeu que nem pãozinhos quentes, mas - verdade ou não - o que é que isso interessa quando a história pode dar um óptimo filme de aventuras? Também há muitos que dizem que o &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0070511/"&gt;Papillon&lt;/a&gt; não fez nada daquilo e não é por isso que o filme deixa de ser porreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1023114/"&gt;Rumo À Liberdade&lt;/a&gt; (mais uma tradução portuguesa que tenta acoplar o título à sinopse) é então um survival movie baseado em factos verídicos, sobre a demanda épica de um grupo de indivíduos que, sob condições extremas, sobreviveu ao impensável. Podemos encontrar aqui paralelo com outras histórias do género, como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0106246/"&gt;Estamos Vivos&lt;/a&gt;, o relato verídico da equipa uruguaia de rugby que se despenhou nos Andes e que teve que sobreviveu em condições extremas, recorrendo inclusive ao canibalismo. Encontramos ainda outra comparação a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1023114/"&gt;Rumo À Liberdade&lt;/a&gt;: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120102/"&gt;Sete Anos No Tibete&lt;/a&gt;, devido à fuga ao cativeiro até ao Tibete. Mas aqui ficamos mesmo pelas semelhanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peter Weir, realizador habituado a estes dramas de força, surpreendeu ao apostar num elenco maioritariamente de irlandeses para fazerem de polacos. E o tiro até nem sai pela culatra. Há também Ed Harris no grupo, mas esse já sabemos do que é capaz. Aliás, na altura até se chegou a falar em nomeação ao Oscar, mas tal como o filme, a sua prestação vai perdendo fôlego até ao final. Surpresa mesmo é Colin Farrell, actor que se costuma destacar mais pela sua cara de cu do que pelas prestações interpretativas, mas que aqui é um poço de força, na pele de um feroz bandido russo, mais perto do animalesco Wolverine (ou do "acanado" Jet Li, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0342258/"&gt;Danny The Dog - Força Destruidora&lt;/a&gt;), do que de um ser humano normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1023114/"&gt;Rumo À Liberdade&lt;/a&gt; leva-nos juntamente com aquele herói colectivo na sua travessia dos seis mil e tal quilómetros, através de condições desumanas. Peter Weir filma o deserto e as montanhas geladas com uma austeridade que mais parece a antítese da celebração da natureza de Terence Malick. Contudo, com tanto despojo, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1023114/"&gt;Rumo À Liberdade&lt;/a&gt; acaba por nunca conseguir captar a ténue chama de esperança que manteve aqueles homens vivos e os levou a conseguir ultrapassar as dificuldades. Podia ser uma opção propositada, se a ideia fosse passar ao espectador a parte física daquela aventura, mas não parece que isso tenha sido propositado, uma vez que chegamos ao fim e não estamos propriamente extenuados. Apenas um pouco aborrecidos e com o cu quadrado da cadeira desconfortável. Mesmo assim, saca um McBacon pelo esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://witneyman.files.wordpress.com/2011/01/the-way-back-ronan-running.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5501151828678868454?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5501151828678868454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5501151828678868454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/rumo-liberdade-titulo-way-back_13.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-6138044169540699703</id><published>2011-08-11T10:08:00.002Z</published><updated>2011-08-11T10:08:58.749Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;THE WAY:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1441912/"&gt;The Way&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Emilio Estevez&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mintyblonde.files.wordpress.com/2011/02/the-way2.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Fátima, todos os Maios celebra-se o aniversário da primeira aparição de Fátima aos pastorinhos na Cova da Iria, levando a que milhares de peregrinos caminhem até ao santuário. Muitos deles fazem a caminhada para pagar promessas, uns de joelhos, outros de costas, ficando depois dois dias a assistir a missas pomposas e outras demonstrações fúteis de ostentação. Por sua vez, em Espanha, Santiago de Compostela celebra o ano de Jacobeu sempre que o 25 de Julho calha a um domingo, levando outros tantos milhares de peregrinos à catedral, para vários dias de celebração, que incluem actuações de Bob Dylan ou David Bowie, ou co-produções de filmes com estrelas de Hollywood, como este &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1441912/"&gt;The Way&lt;/a&gt;. Cada país tem as celebrações religiosas que merece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin Sheen percorreu um dos caminhos de Santiago, até Compostela, com um dos seus filhos não famoso, há uns anos atrás. Ao que consta, a experiência correu tão bem que Taylor Estevez ficou, inclusive, a viver em Espanha. O seu filho menos famoso, Emilio, quis então passar essa aventura para filme, baseando-se livremente na experiência do pai e do irmão e nas de outros peregrinos, realizando assim &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1441912/"&gt;The Way&lt;/a&gt;, filme sobre o caminho de Santiago, mas que acaba por chamar a atenção por conter um gimmick: o de ter Martin Sheen como protagonista (que saudades de o ver num filme de jeito) dirigido pelo seu próprio filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sheen é então um oftalmologista de meia-idade, conformado e rezingão, que viaja até à Europa para recuperar os restos mortais do filho (o próprio Emilio Estevez), que pereceu numa tempestade imprevista ao percorrer o caminho até Santiago de Compostela. Sheen tem então uma espécie de epifania e decide percorrer ele mesmo o caminho, fazendo o percurso por si, mas também pelo falecido filho. Claro que durante a viagem várias personagens de várias nacionalidades se vão acoplando à aventura, porque um filme sobre um homem a andar não-sei-quantos-quilómetros sozinho seria uma seca desgraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensarmos bem, um norte-americano a realizar um filme sobre o caminho de Santiago é algo que faz muito sentido, já que os americanos são os reis dos road-movies. Uma estrada tem sempre um significado simbólico muito forte e a sua travessia compreende sempre um conceito de viagem, com um local de partida e um de chegada, que não têm que ser necessariamente lugares físicos. Para um país que não tem história, a viagem, o deslocar-se, o ir despegado e a falta de raízes a um local são marcas genéticas muito fortes. Por isso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1441912/"&gt;The Way&lt;/a&gt; fazia todo o sentido nas mãos de Emilio Estevez, que só escusava de ser tão preguiçoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As personagens de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1441912/"&gt;The Way&lt;/a&gt; são tão bidimensionais, que nunca conseguem terem um diálogo profundo que não soe a cliché ou a má poesia. É que a grande influência de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1441912/"&gt;The Way&lt;/a&gt; acaba por ser &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0032138/"&gt;O Feiticeiro De Oz&lt;/a&gt;, em que quatro companheiros de viagem, que afinal são um só, tomam noção dos importantes valores da vida. Contudo, aqui as coisas resultam porque funcionam por símbolos, enquanto que em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1441912/"&gt;The Way&lt;/a&gt; estamos a falar de pessoas reais, de carne e osso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só o argumento que é trôpego em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1441912/"&gt;The Way&lt;/a&gt;, também a própria realização de Emilio Estevez o é. Pelo menos se estiver à espera que as paisagens do norte de Espanha compensassem um desenvolvimento narrativo mais manco. É certo que Estevez evita os postais de viagem, mas também não há momentos verdadeiramente impressionantes, se bem que há paisagens que são impossíveis de ficarem mal em qualquer cena e há um esforço de mostrar um pouco da cultura espanhola (os pinchos em vez das tapas no País Basco é uma dessas raras excepções). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há com fartura são as montages musicais e aqui é um desastre. Estevez não acerta com a banda-sonora e experimenta de tudo um pouco, seja música galega típica, seja country-music, seja até a Alanis Morissette(!), numa sequência inteira ao som integral de &lt;i&gt;Thank You&lt;/i&gt;, que só nos faz querer furar os tímpanos com uma colher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é certo que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1441912"&gt;The Way&lt;/a&gt; acaba por nos fazer querer ir experimentar também o caminho de Santiago, mas se não o fizesse era porque teria sido um desastre autêntico. Comparamo-lo com &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0758758/"&gt;O Lado Selvagem&lt;/a&gt;, por exemplo, e não sentimos aquele espírito de liberdade, aquele sentimento de descoberta ou aquela experiência de epifania que o filme de Sean Penn, mesmo não sendo espectacular, nos transmitia. Somos capazes de pedir um Double Cheeseburger, mas só porque uma caminhada destas tem que abrir o apetite.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://static.guim.co.uk/sys-images/Guardian/About/General/2011/5/2/1304344602824/Martin-Sheen-in-The-Way-007.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-6138044169540699703?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6138044169540699703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6138044169540699703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/way-titulo-way-realizador-emilio_11.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-71411099529774663</id><published>2011-08-09T09:08:00.000Z</published><updated>2011-08-10T09:48:04.709Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;CISNE NEGRO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Black Swan&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Darren Aronofsky&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_pD2gICH-epc/TUr5AiZUJJI/AAAAAAAANSw/h2f42AwqcH8/s1600/black_swan_UK.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um príncipe apaixona-se fortuitamente por uma princesa transformada em cisne por um feiticeiro maligno. Apenas o amor verdadeiro poderá quebrar a sua maldição e a princesa parece estar perto de deixar aquelas penas para sempre. No entanto, o príncipe acaba seduzido por um cisne negro, enviado pelo feiticeiro, condenando a princesa para sempre aquele corpo de cisne branco, que acaba por se suicidar de desgosto. Eis a história de &lt;i&gt;O Lago Dos Cisnes&lt;/i&gt;, uma das tragédias passionais mais famosas do mundo, logo a seguir a &lt;i&gt;Romeu E Julieta&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o bailado de Tchaikovsky que Darren Aronofsky utilizou como analogia para contar a história de Nina (Natalie Portman) e a sua passagem de menina a mulher. Toda a gente sabe que os rituais de crescimento são sempre uma coisa tramada e um momento marcante na definição de personalidade de cada um de nós (o cinema está sempre a conta-lo), mas no caso de Nina isso é ainda mais complicado. Ela, que acaba de ser escolhida para protagonista da nova encenação de &lt;i&gt;O Lago Dos Cisnes&lt;/i&gt;, de Thomas Leroy (Vincent Cassel), continua a viver sob a alçada submissa da mãe (Barbara Hershey), que não só vai vivendo os seus sonhos através da filha, como não a deixa crescer. Não é uma mãe tão tirana quanto a de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0074285/"&gt;Carrie&lt;/a&gt;, mas o nível de perversidade acaba por ser o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do ballet ser omnipresente, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Cisne Negro&lt;/a&gt; não é um filme sobre tal. Pelo menos da mesma forma que era &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0040725/"&gt;Os Sapatos Vermelhos&lt;/a&gt;, tantas vezes associado ao filme de Aronofsky. É como dizerem que eu sou parecido com o Chuck Norris só porque ambos usamos barba. Tirando os pêlos na cara e o branco dos olhos, não há nada de semelhante em nós. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Cisne Negro&lt;/a&gt; é antes um filme sobre o doppelgänger, a famosa temática do duplo, que continua a intrigar tantos autores. Nina tem que interpretar em palco tanto o cisne branco, como o preto; e se o primeiro é fácil, basta ser ela própria - virginal, inocente e cândida -, o segundo é mais complicado - sensual, violento e cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o encenador, a solução é fácil: descobrir-se a si própria. E, para isso, tem que conhecer o seu corpo primeiro. Para ele, a sexualidade é, tal como Freud, a solução e o problema de todas as situações. Por isso, enquanto Nina não tiver um orgasmo como deve ser, nunca irá libertar o cisne negro que tem dentro de si. Mas não é fácil masturbar-nos numa casa em que a nossa mãe está por perto 24 horas. E neste ponto, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Cisne Negro&lt;/a&gt; tem Roman Polanski escrito por todo o lado, já que a sexualidade reprimida (assim como a duplicidade) sempre foi tema recorrente na obra do polaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aronofsky aproveita isso para criar um clima sexual intenso entre Natalie Portman e Mila Kunis. E quando elas acabam por se comer, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Cisne Negro&lt;/a&gt; entra directamente para o panteão de filmes com as melhores cenas de lesbianice, logo a seguir à Neve Campbell e Denise Richards, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120890/"&gt;Ligações Selvagens&lt;/a&gt;, e Naomi Watts e Laura Harring, em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0166924/"&gt;Mulholland Drive&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aronofsky constrói assim um thriller perturbador, entre a realidade e a esquizofrenia (Polanski é sempre uma referência, especialmente &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0059646/"&gt;Repulsa&lt;/a&gt;), filmando &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Cisne Negro&lt;/a&gt; segundo a fórmula de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1125849/"&gt;O Wrestler&lt;/a&gt;: uma câmara ao ombro, insinuante, que segue a actriz ininterruptamente. Portman, que se entrega ao papel de corpo e alma, está no ecrã praticamente todo o filme, aumentando o desconforto do espectador. Além disso, Aronofsky ainda dá um ar da sua graça enquanto cineasta ao filmar as cenas de bailado de forma bastante física, quase dolorosa, em cima do palco e no meio dos bailarinos. Depois de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0947798/"&gt;Cisne Negro&lt;/a&gt;, quem não ficar com vontade de ir ver &lt;i&gt;O Lago Dos Cisnes&lt;/i&gt; é porque não se sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Natalie Portman tem aqui a sua consagração em uma das melhores actrizes da sua geração, Winona Ryder volta a ter um papel simbólico, enquanto a bailarina ex-estrela da companhia, dispensada por já estar velha - de jovem actriz promissora e em ascensão, a cleptomaníaca que ninguém quer saber, condenada a papeis secundários ou filmes insignificantes. Darren Aronofsky é que continua imperturbável na sua ascensão ao topo da montanha dos grandes realizadores, com mais um Royale With Cheese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.slantmagazine.com/images/house/film/blackswan_6.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-71411099529774663?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/71411099529774663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/71411099529774663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/cisne-negro-titulo-black-swan.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pD2gICH-epc/TUr5AiZUJJI/AAAAAAAANSw/h2f42AwqcH8/s72-c/black_swan_UK.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-5879558136818107516</id><published>2011-08-07T09:03:00.000Z</published><updated>2011-08-08T21:16:49.205Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SUPER 8:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: J.J. Abrams&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTZ9P3d9sS4EXjQSKVpfZcRRIhUu0M6O-5HrqJFApC0OB47n4u6Ng" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt;, o primeiro filme com material original de J.J. Abrams, tem sido vendido aos quatro ventos como um exercício de nostalgia aos filmes de Steven Spielberg dos anos 80 (o Spielberg realizador, mas também o produtor). Será Super8 assim tão redutor? Não, nem por isso, mas o filme é uma homenagem tão forte que é impossível fugir às evidências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o esqueleto de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt; parece ter sido construído segundo o método frankenstein, isso é, a partir de peças de trabalhos do Spielberg inicial (no fundo, aquele que realmente interessa, o que fazia filmes que marcaram uma época, antes de ter amadurecido após aquele filme-charneira que foi &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0108052/"&gt;A Lista De Schindler&lt;/a&gt;). Ora vejamos: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt; é a aventura de um grupo juvenil de amigos (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0089218/"&gt;Os Goonies&lt;/a&gt;, check), ambientado nos subúrbios americanos no final dos anos 70 (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0083866/"&gt;ET - O Extraterrestre&lt;/a&gt;, check), em que o descarrilamento de um misterioso comboio militar liberta uma criatura alienígena, mais benigna do que maligna (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0075860/"&gt;Encontros Imediatos Do Terceiro Grau&lt;/a&gt;, check).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt; tem Steven Spielberg escrito em todo o lado, mas não é só. Tem também a marca do próprio J.J. Abrams, nomeadamento no filme de monstros que é (e não é apenas pela semelhança entre esta criatura e a de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1060277/"&gt;Nome De Código: Cloverfield&lt;/a&gt;), que sugere mais do que mostra (espera aí, um filme de monstros "sem" monstro também é herança de Spielberg - &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073195/"&gt;O Tubarão&lt;/a&gt;, check). Todas estas referências não são mais do que um jogo de espelhos, que nós até não estranhamos, já que Abrams é o correspondente a Spielberg do século XXI: um cineasta que, mais do que autor, é um de nós, um nerd educado pela televisão e pela cultura pop, que actualiza os géneros clássicos à actualidade com uma fé inabalável no poder das imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos, portanto, começar por lamentar a opção de Abrams em recuar a acção aos anos 70. Teria sido muito mais estimulante se &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt; se situasse nestes anos 00. Mas compreende-se a ideia e segue-se a trama com interesse: o suspense e o paranormal, o herói colectivo suficientemente eclético, o núcleo familiar fragmentado como pathos (olá Spielberg outra vez) e um bicho meio-alien meio-godzilla com pinta. Infelizmente, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt; tem um remate final frouxo, que maìs um bocadinho e nem passava a linha de golo, que cheira a deja vu que trasanda e se limita à muleta sentimental sem se esforçar um bocadinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, para compensar, J.J. Abrams redime-se com um rebuçado para os olhos, já durante os créditos finais - a projecção em 8 milímetros do filme dentro do filme, que os gaiatos vão rodando ao longo de todo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1650062/"&gt;Super 8&lt;/a&gt;, em mais uma homenagem sentida, desta vez aos horror movies clássicos, de Romero a Corman. Super8 pode não ser um épico familiar que vá ficar na memória colectiva da maioria, mas é um mui honrado McRoyal Deluxe no palmarés de um também mui honrado J.J. Abrams.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://cdn2.digitaltrends.com/wp-content/uploads/2011/02/super-8-jj-abrams-super-bowl-trailer.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-5879558136818107516?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5879558136818107516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/5879558136818107516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/super-8-titulo-super-8-realizador-j.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-6290910855676971885</id><published>2011-08-04T19:19:00.000Z</published><updated>2011-08-04T19:19:00.310Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O REI DOS GAZETEIROS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091042/"&gt;Ferris Bueller's Day Off&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: John Hughes&lt;br /&gt;Ano: 1986&lt;br /&gt;&lt;img src="http://idiotflashback.files.wordpress.com/2010/01/nike-dunk-high-pro-sb-ferris-bueller-sample-detailed-pictures.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante a questão "que herói do cinema gostarias de ser?", qualquer pessoa de bem responderá de pronto: Ferris Bueller! Não é que ninguém gostasse de ser o Indiana Jones ou o James Bon, mas todos temos noção que nunca seremos um arqueólogo de chapéu de abas e de chicote garimpando o santo Graal e enfrentando nazis. E nem todos ficamos bem de smoking. Ferris Bueller é, portanto, o ícone que todos gostaríamos de ter sido, pelo menos durante a nossa juventude (especialmente durante aquelas intermináveis horas de Geografia à terça de manhã), o herói übercool por onde alinham todos os diapasões que marcam o ritmo do que é fixe e não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de cristalizar uma das principais características do cinema dos anos 80 - o espírito feelgood, algo näif, mas altamente pegajoso ao cérebro -, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091042/"&gt;O Rei Dos Gazeteiros&lt;/a&gt; é um filme fora dos moldes. Se na sua génese parece apenas uma variação de uma ideia não muito original - um adolescente que magica complexas formas de se baldar às aulas, com a namorada e o melhor amigo , no conteúdo e na forma é um filme anárquico (as brincadeiras irresponsáveis dos Looney Tunes, da Warner, são uma referência constante), que desconstrói as regras do cinema de género, pondo o protagonista a falar directamente com a câmara (olá Fellini, olá Woody Allen) ou a música a pontuar o tom e o ritmo de cada cena ou sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto comédia, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091042/"&gt;O Rei Dos Gazeteiros&lt;/a&gt; funciona ainda pelo casamento entre os vários tipos de humor, um pouco à semelhança de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0098904/"&gt;Seinfeld&lt;/a&gt;. Há piadas descaradas, tongue in cheek, mas há também humor físico (o reitor-vilão Jeffrey Jones é o bastião deste exemplo, com banda-sonora a condizer) e um humor inteligente e subversivo, como a famosa cena no museu em que Alan Ruck tem uma epifania perante a profundidade do olhar de uma personagem de uma pintura de Georges Seurat (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wQ2XkRGXqo4&amp;feature=related"&gt;emulada entretanto&lt;/a&gt; naquele emulador de referências pop que é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0182576/"&gt;Family Guy&lt;/a&gt;). É por isto que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091042/"&gt;O Rei Dos Gazeteiros&lt;/a&gt; é um filme de culto, já que acaba por apelar a vários públicos, e fazem dele uma das comédias mais citada da história das comédias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091042/"&gt;O Rei Dos Gazeteiros&lt;/a&gt; não é apenas humor slapstick esticado ao limite, tem ainda uma dimensão metafísica de quem tem algo para dizer. É certo que estávamos nos anos 80 e aqui, por mais que o núcleo familiar esteja fragmentado, os heróis nunca abandonam a sua pose cool, ultrapassando os seus problemas com um optimismo invencível, óculos escuros e um sorriso estúpido na cara. Mas a mensagem de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091042/"&gt;O Rei Dos Gazeteiros&lt;/a&gt; é clara: a vida é curta e deves aproveita-la antes que te escape por entre os dedos. E fá-lo de forma muito mais eficaz que o carpe diem dos chorosos e deprimidos de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0097165/"&gt;O Clube Dos Poetas Mortos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091042/"&gt;O Rei Dos Gazeteiros&lt;/a&gt; perdura, portanto, no tempo. Aliás, por isso é que Matthew Broderick nunca conseguiu envelhecer, ficando com aquela adorável cara de bebé para sempre, uma vez que o filme é intemporal (aconteceu o mesmo a Tom Hanks, que demorou anos a ultrapassar o trauma de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0094737/"&gt;Big&lt;/a&gt;). Só é pena é que Alan Ruck (completamente genial) nunca mais tenha feito nada de jeito. E quando Broderick mete Chicago inteira a dançar o &lt;i&gt;Twist and Shout&lt;/i&gt; e nós começamos a bater o pé, percebemos que estamos a sentir o mesmo que aquelas personagens. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091042/"&gt;O Rei Dos Gazeteiros&lt;/a&gt; é o Calvin &amp; Hobbes do cinema e, portanto, Royale With Cheese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_c4bT5qRmqqI/TBGSFqYehyI/AAAAAAAAAdE/Wcbuf6EUk2s/s1600/2.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-6290910855676971885?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6290910855676971885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6290910855676971885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/o-rei-dos-gazeteiros-titulo-ferris.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_c4bT5qRmqqI/TBGSFqYehyI/AAAAAAAAAdE/Wcbuf6EUk2s/s72-c/2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8691551670241761713</id><published>2011-08-02T16:18:00.000Z</published><updated>2011-08-02T16:18:01.387Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;WHITE IRISH DRUNKERS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1550524/"&gt;White Irish Drunkers&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: John Gray&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.daemonsmovies.com/wp-content/uploads/2011/03/White-Irish-Drinkers-movie-poster.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sinopse de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1550524/"&gt;White Irish Drunkers&lt;/a&gt; reza assim: dois irmãos planeiam um assalto à bilheteira de um cinema na noite em que tocam lá os Rolling Stones. Para mim, stonemaníaco assumido, isso é o suficiente, mesmo que seja um filme com pessoal desconhecido vindo de telefilmes e que, pelos vistos, passa o tempo livre a dizer bem do próprio filme nos respectivos boards do imdb. Contudo, chegados ao fim do filme, nem uma música dos Stones se ouve - e a banda-sonora está cheia de rock'n'roll. Ora que raio, é já uma Hamburga de Choco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, estou a brincar, não é nada uma Hamburga de Choco. Mas é quase. Vamos por partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos 70: os Stones estão em grande. E em vésperas do mítico concertos no Marquee Club (o primeiro com Ronnie Wood na guitarra), um modesto cinema no Brooklyn, que vai conseguindo pagar as contas com concertos esporádicos de antigas estrelas caídas no esquecimento, consegue uma data extra de Mick Jagger &amp; cia através de uns favores antigos por pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se sabe, Brooklyn é também a casa dos americanos descendentes de irlandeses; é como já vimos em filmes como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0840361/"&gt;A Cidade&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0144117/"&gt;The Boondock Saints&lt;/a&gt; (ou em todos os filmes com o Clin Farrel), os irlandeses são malta ruiva e sardenta, que acredita em duendes e gosta de andar à pancada e de beber muito. Em suma, são &lt;i&gt;irlandeses brancos e bêbados&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian (Nick Thurston) é a peça transversal a todo o filme. É irlandês, gosta de pinga e trabalha no tal cinema. Também tem um pai abusivo e um irmão assaltante, com quem planeia saquear a bilheteira do espectáculo do Stones, durante o próprio concerto. É que Brian vive num dilema: por um lado não fica muito excitado em ver o que o futuro de um irlandês lhe reserva - um trabalho das 9 às 6 numa qualquer repartição pública, ir ao bar embebedar-se e bater na mulher ao chegar a casa -, mas por outro também não o seduz deixar o Brooklyn natal e ir para uma universidade cheia de gente diferente de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1550524/"&gt;White Irish Drunkers&lt;/a&gt; é um drama ritual, sobre aqueles momentos de transição na adolescência, mas é também sobre a consanguinidade (ou como um romance russo sobre a degeneração geracional), de Brian com o seu irmão e com o seu pai e a deste com os seus filhos. Contudo, é tudo tão académico, que se esforça por não deixar de fora nenhum lugar comum do género. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1550524/"&gt;White Irish Drunkers&lt;/a&gt; torna-se assim um desperdício de boa fotografia e de um bom filme de época. E, no meio disto tudo, a ideia dos Stones e do heist movie (que até é a melhor do filme), acaba por passar despercebida lá atrás, como mero papel de parede decorativo. Mas o que baixa ainda mais a bitola de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1550524/"&gt;White Irish Drunkers&lt;/a&gt; é o pontapé nos tomates que nos dá no final (sem mais desenvolvimentos, para não entrar em spoilers). Por mais graxa que nos tentem dar nos boards do imdb, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1550524/"&gt;White Irish Drunkers&lt;/a&gt; é apenas um Double Cheeseburger e já bastante passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://www.tvguide4u.com/wp-content/uploads/2011/03/white_irish_drinkers1.jpg" width="450" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8691551670241761713?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8691551670241761713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8691551670241761713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/white-irish-drunkers-titulo-white-irish.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-700075308359510095</id><published>2011-08-01T17:02:00.000Z</published><updated>2011-08-01T17:02:00.953Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;SOLDADOS DO UNIVERSO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120201/"&gt;Starship Troopers&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Paul Verhoeven&lt;br /&gt;Ano: 1997&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cache2.allpostersimages.com/p/LRG/10/1033/9XGL000Z/posters/starship-troopers.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Verhoeven sempre foi o realizador mais subversivo de Hollywood. Os grandes estúdios americanos passaram mais de uma década a dar-lhe dinheiro e carta branca para fazer filmes de acção, até se aperceberem que ele, afinal, estava era a gozar com eles e a critica-los à grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo mais flagrante foi o incompreendido &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120201/"&gt;Soldados Do Futuro&lt;/a&gt;, penúltimo prego no caixão do realizador holandês antes de ser corrido de novo para a Europa. Enquanto Verhoeven quis contar uma farsa político-bélica, ambientada no futuro, mas com muito a dizer no presente, os estúdios encararam-no apenas como um simples e musculado filme de guerra, que depois multiplicaram num bolorento franchise de sequelas, série de televisão e shoot'em-ups para consola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120201/"&gt;Soldados Do Futuro&lt;/a&gt; situa-se num hipotético futuro em que a sociedade democrata e capitalista ruiu (olá actualidade, telefonaste?) e os veteranos de guerra assumiram o poder, transformando o ocidente numa espécie de ditadura militar, alicerçado na força bruta como instrumento disciplinador. Entretanto, no espaço, um planeta habitado por insectos gigantes sente-se ameaçado pela intrusão dos humanos no seu habitat e ataca a Terra, devastando Buenos Aires. A humanidade responde a uma só voz, com temidas medidas fascistas: retaliar, invadir e dizimar todos os insectos da galáxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este contexto socio-político é o pano de fundo para &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120201/"&gt;Soldados Do Futuro&lt;/a&gt; e aquele que tem mais a dizer ao filme. Em paralelo desenrola-se a história de um grupo de colegas de liceu, todos loiros e de olhos azuis como se Buenos Aires fosse o berço da raça ariana (Casper Van Dien, Denise a-pior-bond-girl-de-sempre Richards, um novinho Neil Patrick Harris e uma Dina Meyer sempre com calor), que se alistam no exército, em diferentes corporações - infantaria, força aérea e serviços secretos -, seguindo vidas separadas, mas que se cruzam em momentos charneira do argumento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este cruzamento de géneros díspares dá ao filme um tom que não sabemos se devemos encarar a sério ou a brincar. Por um lado, é um filme de adolescentes em crescimento, com as hormonas aos saltos e com as habituais dúvidas no que toca aos seus próprios futuros. Por outro lado, é um filme de guerra, ainda por cima sangrento e cruel - há gore e mais protagonistas desmembrados do que é habitual em blockbusters -, ou não estivéssemos a falar de um filme de Paul Verhoeven, o hiper-realista sultão do choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120201/"&gt;Soldados Do Futuro&lt;/a&gt; é um filme mais inteligente do que parece, que a pecar é só pela recta final com tiros a mais. Saboroso McBacon e diversão garantida, num filme dois em um: acção e miolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.bohemiancinema.com/assets/images/reviews/starship-troopers-1997.jpg" width="450" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-700075308359510095?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/700075308359510095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/700075308359510095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/08/soldados-do-universo-titulo-starship.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-6020208432877935709</id><published>2011-07-30T10:15:00.000+01:00</published><updated>2011-07-30T10:15:00.671+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;HOBO WITH A SHOTGUN:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1640459/"&gt;Hobo With A Shotgun&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Jason Eisener&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://anythinghorror.files.wordpress.com/2011/05/hobo-with-a-shotgun-movie-poster.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1640459/"&gt;Hobo With A Shotgun&lt;/a&gt; é o segundo trailer falso do projecto Grindhouse a ser transformado em filme real, após &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0985694/"&gt;Machete&lt;/a&gt;, e será, quiçá, aquele que é mais querido ao público português. É que, enquanto &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0985694/"&gt;Machete&lt;/a&gt;, por exemplo, fazia referência às sessões duplas de meia-noite de filmes xunga manhoso, que em Portugal nunca tiveram propriamente tradição, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1640459/"&gt;Hobo With A Shotgun&lt;/a&gt; homenageia os filmes de acção exploitation straight-to-video, que educaram todos os cinéfilos que viveram o boom do VHS e para quem a Cinemateca foi o clube de vídeo do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente sabe que um filme straight-to-video não necessita de uma história; se tivesse uma, provavelmente teria parado antes numa sala de cinema. Num straight-to-video a economia narrativa determina que, quanto menos tempo os actores estiverem a falar, mais tempo livre vão ter para se matarem. E de forma cada vez mais extravagante. Por isso, podemos aferir da qualidade um exemplar deste género através de uma fórmula infalível: se a sinopse do filme se conseguir contar no título - e quanto mais sucinto este for - melhor será. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1640459/"&gt;Hobo With A Shotgun&lt;/a&gt; obedece a esta máxima. Há um vagabundo. E tem uma caçadeira. Ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1640459/"&gt;Hobo With A Shotgun&lt;/a&gt; não tem muito a dizer, além de vagos motivos para justificarem, de forma frouxa, uma matança do porco doentia. Rutger Hauer (ele que protagoniza um dos maiores exemplares deste cinema de género, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0096945/"&gt;Fúria Cega&lt;/a&gt;) é o tal sem-abrigo, que chega a uma cidade pior que a Old Detroit, do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0093870/"&gt;Robocop - O Polícia Do Futuro&lt;/a&gt;: há pais natais pedófilos nas ruas, polícias corruptos, clubes de streap onde se mutilam mendigos just for the lulz e outras perversidades demasiado loucas para se levarem a sério. Hauer até vem numa de paz, mas quando o agiota local (Brian Downey) e os filhos metrossexuais se metem com ele, Hauer compra uma caçadeira e decide limpar as ruas à força, sempre com one-liners bem medidas e banda-sonora minimalista à Carpenter. Bem-vindos à sequela não oficial de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0071402/"&gt;O Justiceiro Da Noite&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1640459/"&gt;Hobo With A Shotgun&lt;/a&gt; emula na perfeição este cinema série z, com os cenários baratos, as cores saturadas pelo technicolor e efeitos-especiais baratos. Tudo é hiperbólico, num nível de irrealismo não tão gore-à-Peter-Jackson, mas mais de insanidade-à-Troma. E, claro, não se furta a algum nível de aleatoridade, em que o que interessa não é a coerência e a linearidade narrativa, mas sim a possibilidade de aumentar o bodycount e derramar mais uns jerricans de sangue falso. Por isso, no final, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1640459/"&gt;Hobo With A Shotgun&lt;/a&gt; saca da carteira uns vilões vindos do Inferno(!), vestidos em armaduras medievais feitas de latão(!!), que parecem mesmo os robôs do fim do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0391364/"&gt;O Ninja Das Caldas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem, se tem paciência para aturar tal parvoíce, mais gangues retro-punk mal vestidas, cabeças decepadas, autocarros escolares incendiados a lança-chamas e litros e litros de milho de framboesa... perdão, de sangue derramados, então &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1640459/"&gt;Hobo With A Shotgun&lt;/a&gt; é o Cheeseburger indicado para si. Se não for o caso, mesmo assim ainda tem mais qualquer a dizer do que a desilusão que é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0985694/"&gt;Machete&lt;/a&gt; :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://www.movietribune.com/wp-content/uploads/2011/03/hobo-with-a-shotgun.jpg" width="450" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-6020208432877935709?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6020208432877935709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/6020208432877935709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/07/hobo-with-shotgun-titulo-hobo-with.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-3387939217657829384</id><published>2011-07-29T10:11:00.001+01:00</published><updated>2011-07-31T09:22:08.601Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;KATARE KID:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1155076/"&gt;The Karate Kid&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Harald Zwart&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.sonyinsider.com/wp-content/uploads/2010/05/karatekid2010.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava aqui tão absorto nas minhas cosinhas que nem me apercebi que já tinham encontrado a cura para o cancro e a sida, já tinham irradiado a fome do planeta e já tinha sido alcançada a paz mundial. Sim, só pode ter sido isso que aconteceu. De outra forma como é que se pode entender a existência de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1155076/"&gt;The Karate Kid&lt;/a&gt;, um remake de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0087538/"&gt;Momento Da Verdade&lt;/a&gt;, em 2011?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou foi isso ou foi um tipo caprichoso e com dinheiro a mais e ideias para o gastar a menos. E se foi a segunda hipótese - pelo menos é a mais provável, admitamos -, de certeza que foi um chinês, uma vez que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1155076/"&gt;The Karate Kid&lt;/a&gt; transporta a história de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0087538/"&gt;Momento Da Verdade&lt;/a&gt; para a China. Dre (Jaden Smith) e a sua mãe mudam-se para a capital chinesa, enfrentando o choque cultural e a inadaptação nata de um afro-americano na China. Que exótico e inovador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, este conflito cultural é apenas ao de leve, numa espécie de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0335266/"&gt;Lost In Translation - O Amor É Um Lugar Estranho&lt;/a&gt; versão Disney, onde tudo é fofo e querido. Além disso, isso acontece porque o mais importante é fazer publicidade à China que, nesta sua nova estratégia de abertura ao exterior, assumindo o seu papel de potência emergente, encontrou em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1155076/"&gt;The Karate Kid&lt;/a&gt; uma excelente forma de fazer propaganda. O filme é uma manobra de charme panfletária, que serve meia-dúzia de cartões de visita, preocupado acima de tudo em passar a ideia de que, na China, "não são só coisas velhas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, o resto desenrola-se aqui à volta. A história toda a gente conhece: um jovem, novo na cidade e vítima de bullyng por parte do rufia do pedaço, conhece um velho mestre de artes-marciais que vai arranjar tempo entre o jogo de dominó no parque a visita ao centro de dia para lhe engomarem a roupa, para o ensinar na nobre arte do kung fu e dar uma lição ao gandim. Os anos 80 fizeram-no como ninguém - aliás, Jean-Claude Van Damme construiu uma carreira inteira à conta deste flick -, por isso não se esperava que &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1155076/"&gt;The Karate Kid&lt;/a&gt; viesse tirar nabos da púcara. Bastava-lhe actualizar a história aos nossos dias. Mas não, tinham que baixar o target e passar dos jovens adultos para miúdos com 10 anos. E pôr Jackie Chan (não é Pat Morita, mas tem carisma também) a guerrear com crianças não é ridículo, é embaraçoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1155076/"&gt;The Karate Kid&lt;/a&gt; ainda arrasa com qualquer réstia de realismo, ao colocar um puto que, do zero, é transformado em mestre de artes marciais em poucos dias, apenas despindo e vestindo um casaco (literalmente, juro!). &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1155076/"&gt;The Karate Kid&lt;/a&gt; é sempre demasiado polido, cor-de-rosa e feliz, como se O Momento Da Verdade tivesse levado um tratamento (ainda maior de) filme de domingo à tarde. Apenas as coreografias finais, que inesperadamente não foram editadas por um epiléptico com Parkinson, como agora é moda corrente, valem uns pontinhos para comer qualquer coisa consistente, tipo um Happy Meal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="http://wearemoviegeeks.com/wp-content/karate-kid-header.jpg" width="450" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-3387939217657829384?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3387939217657829384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/3387939217657829384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/07/katare-kid-titulo-karate-kid-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-167339140529402135</id><published>2011-07-26T09:38:00.000+01:00</published><updated>2011-07-26T09:38:00.755+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;PRESENTE DE MORTE:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0362478/"&gt;The Box&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Richard Kelly&lt;br /&gt;Ano: 2009&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_8g3QD9ZmEcs/TDeuWBOhLrI/AAAAAAAAA3A/LPIdiZZyymU/s1600/THE+BOX+POSTER.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um realizador vem lançar um director’s cut, todo armado em mangas de algodâncio, e depois o resultado é pior do que o trabalho inicial, então para mim a solução é só uma: irrelevância total. Eu já não tinha gostado propriamente de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0246578/"&gt;Donnie Darko&lt;/a&gt;, filme altamente sobrevalorizado sobre viagens no tempo, mas depois de ver na versão do realizador o que ele realmente queria fazer, colei-lhe definitivamente o rótulo de flop. E logo eu, que um um tipo que julgo as pessoas com uma levianidade desgraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, decidi dar-lhe uma chance com o seu mais recente &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0362478/"&gt;Presente De Morte&lt;/a&gt; (mais uma ridícula tradução portuguesa, teimando no título super-descritivo em oposição à concisão do original), ou não fosse este uma variação de um fos mais memoráveis episódios daquela instituição sci-fi que é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0052520/"&gt;Quinta Dimensão&lt;/a&gt;: &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Button,_Button_(The_Twilight_Zone)"&gt;Button Button&lt;/a&gt;, a história de um casal que recebe uma caixa com um botão e uma proposta, simples mas perturbadora – se carregarem no botão recebem uma pipa uma pipa de massa, mas em contrapartida  morrerá, aleatoriamente, uma pessoa no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isto que fazia &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0052520/"&gt;Quinta Dimensão&lt;/a&gt; ser uma série mágica, Não precisava de efeitos especiais para ser um clássico da ficção científica; apenas boas ideias e uma amplitude intelectual, de utilizar o universo fantástico para pôr o espectador a pensar, em situações hipotéticas ou em complexas metáforas. A ideia de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Button,_Button_(The_Twilight_Zone)"&gt;Button Button&lt;/a&gt; – e, consequentemente, de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0362478/"&gt;Presente De Morte&lt;/a&gt; – é precisamente essa. Aproveitar as possibilidades do fantástico ara construir um thriller psicológico sobre decisões difíceis, que coloca algumas questões interessantes: poderemos viver com a morte de alguém na nossa consciência, mesmo que não saibamos quem era? O que os olhos não vêem o coração não sentirá mesmo? E o dinheiro justifica mesmo qualquer coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richard Kelly tenta abrir o livro do livre arbítrio e aprofunda ainda mais o tema, mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0362478"&gt;Presente De Morte&lt;/a&gt; não necessitava de ligar o complicador, uma vez que a premissa já era suficientemente apelativa. Mas aqui há uns tempos também havia um filme que colocava um dilema existencial tramado e depois não levava a lado nenhum. Em &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0107211/"&gt;Proposta Indecente&lt;/a&gt;, um casal com problemas financeiros recebia uma proposta financeira irrecusável a troco de uma noite de sexo sem com promisso com a parte feminina. O que pesaria mais na balança? A emancipação económica ou o orgulho próprio? Nunca ficamos a saber porque não aguentávamos o filme até ao fim, com tanto encher de chouriços. O mesmo acontece a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0362478/"&gt;Presente De Morte&lt;/a&gt;, mas aqui não é por desfalacermos de sono, é mesmo por não entendermos patavina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0362478/"&gt;Presente De Morte&lt;/a&gt; é como &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0246578/"&gt;Donnie Darko&lt;/a&gt;: ficção científica ao relantim, com um formalismo milimétrico que, inevitavelmente, grita por Kubrick, mas com menos ritmo. Cameron Diaz (que continuam a envelhecer muito mal) confunde, ainda por cima, underacting com cara de bolacha maria e uma prestação anémica. Mas &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0362478/"&gt;Presente De Morte&lt;/a&gt; até nem começa mal, pelo menos enquanto lança a trama. Porém, vemos que algo de estranho se passa quando um aluno, em pleano aula, diz à professora Cameron Diaz para se descalçar porque a viu a mancar e esta acede, revelando um pé com dedos amputados e ficando humilhada para todo o sempre. Hum? O que foi mesmo que acabámos de ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, depois de colocados os trunfos na mesa – sempre em ritmo reflexivo, às vezes até em demasia –, Kelly parece ter dificuldade em preencher os buracos da história. Por isso, recorre à muleya Lynch, ou seja, ser esquisito. E por vezes de forma aleatória. Chegamos então ao fim e já muita coisa está a fazer sentido. Além disso, Richard Kelly ainda nos dá um pontapé no meio dos olhos, sublinhando a grosso que é melhor suicidar-nos do que ficarmos surdo-mudos. Como disse? Disse Cheeseburger. Aaah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_8g3QD9ZmEcs/TDeucE_jA8I/AAAAAAAAA3I/zvVI5QX_hI4/s1600/THE+BOX+1.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-167339140529402135?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/167339140529402135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/167339140529402135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/07/presente-de-morte-titulo-box-realizador.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8g3QD9ZmEcs/TDeuWBOhLrI/AAAAAAAAA3A/LPIdiZZyymU/s72-c/THE+BOX+POSTER.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-8657631493279216618</id><published>2011-07-23T10:13:00.001+01:00</published><updated>2011-07-24T18:55:32.680+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A ÁRVORE DA VIDA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="www.imdb.com/title/tt0478304"&gt;The Tree Of Life&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Terrence Malick&lt;br /&gt;Ano: 2011&lt;br /&gt;&lt;img src="http://collider.com/wp-content/uploads/the_tree_of_life_movie_poster_01.jpg" height=170&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis filmes em 40 anos de carreira, com um hiato de 20 pelo meio. Apesar dos números pouco impressionáveis, Terence Malick é um dos mestres mais venerados da sétima arte e, o mais espantoso ainda, um dos mais consensuais. Basta olhar para o seu palmarés que, em curtos seis filmes, acumula inúmeras nomeações aos Oscares, um Urso de Ouro e uma Palma de Ouro. A questão que se coloca é: será Malick assim tão bom ou tem um grande director de marketing (leia-se grande táctica de marketing, que inclui um retiro de reclusão com mais de vinte anos sem ser fotografado ou dar entrevistas)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de se ter debruçado sobre o nascimento do novo mundo, a sua América natal, na revisitação do romance entre John S mith e Pocahontas, Terence Malick terminou agora um projecto que já se arrastava desde os anos 70 – &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0478304/"&gt;A Árvore Da Vida&lt;/a&gt; é uma reflexão sobre a origem da vida e do Mundo, segundo uma abordagem mais criacionista. O filme tem sido amiúde comparado a &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0062622/"&gt;2001: Odisseia No Espaço&lt;/a&gt;, pelo seu carácter longamente reflexivo e narrativamente desconstruído; mas a mim faz-me especialmente espécie não surgurem mais comparações com aquele monumento de cinema que é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0414993/"&gt;O Último Capítulo&lt;/a&gt;, outra reflexão sobre as origens da vida, que até tem uma abordagem mais ou menos simbólica da yggdrasil, a árvore da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0478304/"&gt;A Árvore Da Vida&lt;/a&gt; é uma espécie de saga familiar ao longo de várias décadas. Brad Pitt é o patriarca austero de uma típica família do interior norte-americano, numa recriação de época irrepreensível (incluindo a luz, que por vezes se aproxima daquele monumento que é &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0077405/"&gt;Dias Do Paraíso&lt;/a&gt;). Pitt contrasta com a ingénua, luminosa e submissa Jessica Chastain, na educação de três filhos varões, onde se destaca a estreia segura de Hunter McCraken. Com um amplo arco narrativo, acompanhamos o crescimento e aquele ritual de transição que o cinema americano tanto gosta de McCraken, até crescer e se tornar no Sean Penn, que praticamente não tem falas no filme. Malick é conhecido por não ter contemplações para com os seus actores: se entender que uma sequência não planeada de uma andorinha a nidificar implica cortar a participação de um actor qualquer, seja ele quem for, Malick não tem qualquer problema em o fazer. Por isso é que é também tão adorado pelos cinéfilos. Ao não fazer concessões perante o seu idealismo romântico e poético, Malick ficará para sempre como o movie brat incorrigível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmado em longos plano-sequência, que se imiscuem entre os actores, e com uma fotografia cuidada que vale qualquer Oscar da especialidade, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0478304/"&gt;A Árvore Da Vida&lt;/a&gt; não se furta a um prólogo e a um epílogoa la Malick. Significa isso que, no início e no final do flme, envereda-se por longas sequências introspectivas, em que o símbolo é mais importante que o verbo. E se o epílogo se limita a desconstruir a narrativa, o prólogo é altamente dispensável, não pelo agregado de imagens naturalistas altamente superiores – e que poderiam ser uma sequela não-oficial de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0103767/"&gt;Baraka&lt;/a&gt; -, mas por terminarem com uma ridícula sequência em (mau) cgi, com dinossauros(!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terence Malick é mesmo um cineasta acima da média, mas não é assim tão iluminado para que se tenha que venerar qualquer filme seu de olhos fechados. &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0478304/"&gt;A Árvore Da Vida&lt;/a&gt; deve ser um filme a ver antes de morrer por qualquer pessoa de bem, mas Malick já fez bem melhor que este McBacon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://generationfilm.files.wordpress.com/2011/05/the-tree-of-life-movie-photos1.jpg" width=450&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6717590-8657631493279216618?l=cinephilus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8657631493279216618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6717590/posts/default/8657631493279216618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinephilus.blogspot.com/2011/07/arvore-da-vida-titulo-tree-of-life.html' title=''/><author><name>dermot</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123770946187963873</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6717590.post-2973650675609277387</id><published>2011-07-18T12:40:00.000+01:00</published><updated>2011-07-18T12:40:00.291+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;BIUTIFUL:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt1164999/"&gt;Biutiful&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Realizador: Alejandro González Iñárritu&lt;br /&gt;Ano: 2010&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.filmeja.com/wp-content/uploads/2011/05/Biutiful_Poster-270x400.jpg" height="170" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi estranho não lhe terem chamado nova vaga do cinema mexicano quando, aqui há uns anitos, surgiram meia-dúzia de tipos do México a fazerem filmes de qualidade. Ale
